Recente pesquisa realizada pelo presidente da Associação Gaúcha de Laticinistas (AGL), Ernesto Krug, também diretor de planejamento e política leiteira da Elegê Alimentos, indicou que o sistema de produção intensivo a pasto é o que apresenta os melhores coeficientes de resultados e de menor custo total médio, margem líquida e lucro na atividade leiteira.
O "Estudo para Identificação de Benchmarking em Sistemas de Produção de Leite do Rio Grande do Sul" tem por objetivo servir de base para o desenvolvimento da atividade no Estado, determinando as condições em que a produtividade e a qualidade têm maior desempenho. As situações de benchmarking são identificadas em propriedades que apresentam os melhores coeficientes técnicos e econômicos nos diferentes indicadores dos fatores de produção. Segundo Krug, os bons resultados não dependem do tamanho da propriedade, mas da produção intensiva de leite. "A propriedade considerada benchmarking no sistema a pasto tem 29 hectares com produtividade média de 25 litros/dia por vaca e rentabilidade de 51,8% sobre o custo operacional".
De acordo com os dados mais recentes do Ministério da Agricultura, de 1999, cerca de 70% dos produtores entregam até 50 litros de leite por dia, respondendo por aproximadamente 30% da produção gaúcha. Entre os produtores da Elegê, a pesquisa realizada no ano passado mostrou que nesta faixa encontram-se cerca de 50% dos produtores, que são responsáveis por pouco mais de 15% do total de leite fornecido à companhia.
fonte: Gazeta Mercantil, adaptado por Equipe MilkPoint
Estudo evidencia resultados obtidos com criação a pasto
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