Estudo avalia rendimento da produção leiteira no RS

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Boa produtividade não está restrita à grande propriedade. Este é o resultado de um estudo que identifica os diferentes indicadores da produção leiteira no Estado, feito pelo agrônomo Ernesto Krug, presidente da Associação Gaúcha de Laticinistas (AGL) e diretor de Planejamento e Política Leiteira da Elegê Alimentos.

Krug avaliou 15.378 propriedades por meio de um questionário de 115 questões enviado a 32.188 produtores de leite das 23 cooperativas que trabalham com a Elegê Alimentos. Os produtores que mostraram maior viabilidade têm menos de 200 hectares e destinam cerca de 60% da área para o leite. A maioria, segundo o especialista, tem um lucro líquido de 17%.

O estudo destaca o trabalho da Agropecuária Guabiju e de outras propriedades que utilizam o sistema intensivo de produção (a pasto, confinado e semiconfinado). Segundo o estudo, a Guabiju, localizada em Quinze de Novembro, tem a melhor produtividade do Rio Grande do Sul - 25,2 litros diários por vaca.

O proprietário, Egon Scheffer, utiliza gramínea tifton, milheto e silagem de milho. Para os rigores do inverno, aveia e azevém. Atualmente, a Guabiju produz 2,7 mil litros de leite diários, vendidos por R$ 0,35 o litro. A meta de Scheffer é conseguir tirar 3 mil litros no segundo semestre, o que garantiria mais de 30 litros diários por vaca.

Valdir Schwantes, dono de 37 hectares, em Linha Pulador Sul, no município de Ibirubá, também mereceu destaque do estudo. Há quatro anos, quando conseguia apenas 500 litros de leite por dia, resolveu investir em equipamentos e no pasto. Hoje, está conseguindo 1,1 mil litros diários de 44 vacas em lactação. Isso garantiu a produtividade de 25,68 litros por vaca/dia no estudo realizado por Ernesto Krug - a quarta colocação no Estado. "Estamos produzindo mais no inverno e, com isso, garantimos um prêmio. Recebemos R$ 0,32 por litro", diz Schwantes, que tem um custo de produção de R$ 0,23.

Krug acredita que os produtores conseguirão se tecnificar e atender as normas da Portaria 56 (que regulamenta a produção de leite no Brasil) - desde que haja um financiamento a longo prazo (cinco anos com dois ou três de carência) e juros de, no máximo, 8,75% ao ano.

fonte: Zero Hora (por Jorge Correa), adaptado por Equipe MilkPoint
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