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Estresse térmico e menos leite na China

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 08/05/2020

2 MIN DE LEITURA

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Há sinais claros de que o crescimento da produção de leite na China está se estabilizando. Recentemente, há relatos até de declínio, afirma uma equipe de pesquisadores chineses e internacionais, inclusive da World Agroflorestry (ICRAF), em um estudo publicado na revista Climatic Change.

O estresse térmico é uma das principais razões para a redução. Em seu estudo, a equipe calculou a mudança na produção de leite como resultado desse fator.

Eles construíram uma camada espacial de índice de temperatura e umidade para entender a distribuição mensal de calor e umidade e documentaram áreas específicas no norte da China, onde o gado estava sob alto risco de estresse térmico em meses específicos.

Durante os meses de junho, julho e agosto, nos quais a produção diminui, os valores do índice excederam o limite aconselhado.

Especialmente em julho, o valor do índice foi superior ao limite nos últimos anos (2008 a 2016) e nos cenários projetados (2050 e 2070). As reduções na produção de leite devido ao estresse térmico aumentaram de 0,7 para cerca de 4 kg por vaca por dia em julho de 2016.

Prevê-se que essas quedas aumentem de 1,5 para 6,5 ??kg até 2050 e de 2 para 7,2 kg até 2070, representando perdas na produção entre 15 e 50%.

Os resultados sugerem que as mudanças climáticas terão consequências significativas para o setor de laticínios na China e em outros países produtores de leite.

Os achados são muito úteis na identificação de áreas suscetíveis ao estresse térmico, para que práticas adaptativas podem ser empregadas no manejo do gado, a fim de evitar diminuições significativas da produção.

Por que isso Importa?

O setor de laticínios é importante para a segurança econômica e alimentar em muitos países. Milhões de produtores em todo o mundo criam aproximadamente 280 milhões de vacas leiteiras para produzir leite. A principal expansão econômica global da produção de leite começou cinco décadas atrás, com o aumento do consumo de leite de vaca e, consequentemente, de produtos lácteos.

Impulsionado pela mudança de estilo de vida, o consumo global de leite deverá aumentar em cerca de 60% até 2050, com muitos novos consumidores na China. Os governos promovem o consumo de leite em diretrizes alimentares e programas de leite escolar, devido à eficácia do leite na prevenção da desnutrição.

Atualmente, a China é o principal importador de leite do mundo, comprando 12 milhões de toneladas de leite cru em 2013, uma quantidade 123 vezes maior que a de 1961 e igual a 25% do consumo doméstico em 2013. Para atender à crescente demanda por produtos lácteos, o crescimento da indústria de laticínios está acelerando. A produção de leite continua aumentando em resposta à demanda, que se origina nas áreas urbanas.

O que fazer?

É importante entender onde o estresse térmico pode ter maiores impactos para tentar mitigar o consequente declínio na produção de leite. Os regulamentos para promover a revitalização da indústria de laticínios podem considerar a realocação de fazendas existentes e planejar melhor onde os novos grandes estabelecimentos de fazendas devem operar.

Os fatores a serem incluídos nesse planejamento são:

  1. valores baixos de índice de temperatura e umidade;
  2. disponibilidade de ração, especialmente forragem local de alta qualidade, como alfafa e silagem de milho;
  3. disponibilidade de água;
  4. disponibilidade de terra para produzir forragem de alta qualidade e reciclar esterco (abordagem integrada entre lavoura e pecuária);
  5. escala agrícola.

Uma 'fazenda ideal' é aquela que pode usar recursos locais sem ônus ambiental e econômico.

As informações são do California Dairy, traduzidas pela Equipe MilkPoint.

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ALEXANDRE MAGNO

PONTA GROSSA - PARANÁ

EM 08/05/2020

Achei muito interessante, em se tratando de Inteligência Artificial para Pecuária
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