Quando se fala em queijo minas frescal, a mente logo remete a Minas Gerais, berço de tradições e sabores que encantam o Brasil e o mundo.
Mas o que poucos sabem é que, para garantir um produto certificado e de qualidade superior, o cuidado começa muito antes de o queijo chegar à mesa: ele nasce no curral, onde vacas recebem tratamento digno de hotel cinco estrelas, com ventiladores, camas especiais e água fresca de poço artesiano.
Essa dedicação à produção não só preserva a pureza do leite tipo A, como também assegura o diferencial de um dos queijos mais tradicionais do país.
Produção artesanal que valoriza cada detalhe
Na pequena cidade de São Geraldo (MG), localizada na Zona da Mata mineira e cercada pela Serra do Mirante, um produtor se destaca em meio ao ritmo intenso dos grandes laticínios.
Enquanto indústrias chegam a fabricar 60 mil peças de queijo por dia, o agricultor Vilmar Rezende de Oliveira construiu sua própria queijaria ao lado do curral, justamente para canalizar o leite direto da vaca para a produção do queijo — sem perder frescor e qualidade.
Com apenas 10 vacas, sua produção diária gira em torno de 400 litros de leite tipo A, a categoria mais pura do mercado. Esse leite é transformado em um minas frescal certificado, reconhecido pela textura macia, sabor suave e ausência de conservantes.
Bem-estar animal: vacas tratadas com luxo
O segredo desse queijo começa no cuidado com os animais. As vacas de Vilmar contam com:
- Ventiladores para reduzir o estresse térmico;
- Camas individuais para descanso adequado;
- Água de poço artesiano tratada com cloro, sempre fresca;
- Vacinação e controle sanitário rigoroso, que garantem saúde e produtividade.
“É gado de primeira, vaca top”, brinca o produtor, que sabe que um animal saudável produz um leite de qualidade incomparável.
Queijo fresco direto do curral para a mesa
O diferencial está também no processo: o leite sai quente da ordenha, perde no máximo 2 °C na transferência e chega imediatamente à queijaria.
Ali é pasteurizado, recebe o coalho e o sal, sem conservantes ou processos artificiais. Resultado: um queijo fresco, natural e certificado, que preserva sabor e nutrientes.
São Geraldo: a cidade que respira queijo
Embora pequena, com pouco mais de 10 mil habitantes, São Geraldo tem na produção de queijo seu motor econômico. O setor movimenta cerca de R$ 270 milhões por ano, gera 400 empregos diretos e processa 150 mil litros de leite diariamente.
Grandes laticínios locais chegam a produzir 10 toneladas de queijo fresco por dia, boa parte destinada ao estado do Rio de Janeiro.
Como bem resume o empresário Rondinelli de Paula Souza, que herdou o negócio do pai:
“Nós, mineiros, não somos apenas grandes consumidores de queijo. Somos, acima de tudo, grandes produtores.”
Tradição, inovação e sabor inconfundível
A história de Vilmar e de tantos outros produtores mineiros mostra que, por trás de cada pedaço de queijo minas frescal certificado, existe tradição, cuidado e inovação.
E se Minas é reconhecida como a terra do queijo, é justamente porque ali o produto nasce de uma relação única entre homem, animal e natureza.
As informações são do Capitalist.