Qual a empresa de laticínios que você mais admira hoje?

A Itambé é segundo maior laticínio do Brasil e maior cooperativa de laticínios no país, com captação de leite de 829,5 milhões de litros (dados de 2004, ranking Leite Brasil/OCB/CBCL/CNA/Embrapa Gado de Leite). Com previsão para conclusão no final do ano, a Itambé está investindo R$ 160 milhões para construção de uma fábrica de leite em pó, para produção em sacos e em lata, visando o mercado externo (30%) e interno (70%).
Entre os leitores que apontaram a Itambé como empresa de destaque estão Aloísio Gomes, pesquisador da Embrapa Gado de Leite, em Juiz de Fora - MG, Rosangela Zoccal, pesquisadora em Juiz de Fora - MG, José Soares de Melo, presidente da COOPERLAT - MG, André Zanaga Zeitlin, aluno da Graduate School of Management, Davis - Califórnia, Arnaldo Bandeira, sócio - gerente da Bandeira Consultoria e Treinamento Ltda, em Curitiba - PR, Ricardo Rezende, diretor dos laticínios Capitão, em Capitão Enéas - MG, Adylio Vitarelli, gerente regional de vendas da Itambé, em Belo Horizonte - MG, Antonio Julião Bezerra Damásio, diretor - presidente da indústria de laticínios em Sorocaba - SP (que também apontou a CCL e a Colaso como destaques), Roberto Cunha Freire, produtor de leite em Belo Horizonte - MG e Johnny Izquierdo, da Gvinah, indústria de laticínios em Rio Maria - PA, entre outros.
Muitos leitores apontam a Itambé como a única empresa capaz de competir com as grandes multinacionais em termos de preço ao produtor e ainda distribuir dividendos aos mesmos. "A Itambé foi capaz de adotar uma gestão moderna e eficiente, sem abrir mão dos preceitos cooperativistas", diz André Zeitlin.
Segundo Aloísio Gomes, pesquisador da Embrapa Gado de Leite, a Itambé demonstra que está preocupada em melhorar sua relação com o segmento da produção, inclusive resolvendo o grande problema do produtor com a indústria, que é a fidelidade e a criação de um ambiente de confiança entre este segmento.
Roberto Cunha freire, produtor de leite, aponta Itambé como sendo o melhor laticínio. "É uma cooperativa que valoriza seus cooperados, implantou e adotou o sistema de parceria e valorização do produtor de leite que se mantém fiel", resume.
Arnaldo Bandeira acredita que a Itambé merece destaque porque está se recuperando muito bem de uma fase difícil. "Acho muito importante ter uma cooperativa como referência, porque senão poderia parecer que todas as cooperativas são incapazes de competir no novo cenário do agronegócio do leite, desenhado a partir do início dos anos 90", conclui.
DPA também com boa votação
A DPA é uma joint venture formada pela Nestlé e pela Fonterra, cada uma com 50% de participação. É o maior laticínio do país, com captação de leite de 1,6 bilhão de litros (dados de 2004, ranking Leite Brasil/OCB/CBCL/CNA/Embrapa Gado de Leite) e possui 13 fábricas em 5 países. Em janeiro, a DPA implantou o SVQ (sistema de valorização da qualidade), realizando o pagamento por componentes do leite.
Entre os que elegeram a DPA estão Fernando Ceresa Neto, produtor de leite no Distrito Federal, Gláucia Braga Fava Ferraz, responsável pelo controle de qualidade da Coop. Central Agropecuária Sudoeste, em Curitiba - PR, Celso Vilela Guimarães, empresário em Uberlândia - MG, Fernando Azevedo Nery, produtor de leite em Rio Claro - RJ, Lucas Ferreira Aguiar, produtor de leite em Minas Gerais e Jorge Luis P. Rocha, empresário em Rio Claro - SP.
A maioria dos leitores escolheu a DPA por ser uma das pioneiras a remunerar o produtor não apenas pela quantidade, mas também pela qualidade do leite, além de admirarem o controle de qualidade que a empresa possui.
Lucas Aguiar, produtor de leite, admira a empresa por manter um relacionamento aberto e honesto com seus fornecedores: "todo final de mês a empresa envia um relatório no qual o produtor pode simular o preço que vai receber por seu leite no mês seguinte", completa Lucas.
Segundo Jorge Rocha, empresário, a DPA deve servir de exemplo em razão do seu programa Parceiros da Qualidade que está incentivando e alavancando a melhoria de dezenas de laticínios em todo o país.
Outras empresas em destaque
A Parmalat, que quase saiu do mercado após o escândalo financeiro de sua matriz na Itália, já foi a maior fabricante de leite longa vida do Brasil, atingindo a marca de 75 milhões de litros de leite produzidos por mês no final de 2003. Hoje, fortalece marcas regionais para se recuperar.
Marcos Venicio Bruno, consultor em Jundiaí, admira a Parmalat por ser a empresa que demonstrou o maior poder de recuperação, tanto no mercado consumidor pela qualidade de seus produtos quanto no mercado de compra de matéria prima.
Com a lacuna deixada pela Parmalat no mercado de leite longa vida, a marca gaúcha de leite Elegê, do grupo Avipal, chegou à liderança nacional do produto. Atualmente a Elegê detém 8% do mercado de leite brasileiro.
Denilto Castanho da Silva, Gerente de Fomento da Avipal no Paraná, escolheu a empresa por ser uma empresa idônea, de capital nacional, com uma grande capacidade instalada, credibilidade, pontualidade de pagamento e comprometimento com seus fornecedores.
Protestos
Alguns participantes, especialmente produtores, demonstraram insatisfação em relação aos laticínios, em função dos preços recebidos atualmente. Jose Rogério Reis Junqueira, produtor de leite em Belo Horizonte, comenta "todas estão funcionando como um cartel, com os preços no mercado muito semelhantes e fazendo o produtor pagar a conta".
Esta enquete contou com a participação de 150 pessoas, de diversas regiões do país.
Fonte: Equipe MilkPoint
