Danone: receita cai 4,4% no 3º tri

A Danone não vai incluir a Argentina em suas comparações de vendas orgânicas a partir de 2019, disse a companhia francesa de lácteos, citando a hiperinflação no país sul-americano. O guidance da companhia para 2018 também não vai levar em consideração a alta acelerada dos preços na Argentina.

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A Danone não vai incluir a Argentina em suas comparações de vendas orgânicas a partir de 2019, disse a companhia francesa de lácteos, citando a hiperinflação no país sul-americano. O guidance da companhia para 2018 também não vai levar em consideração a alta acelerada dos preços na Argentina.

Nesta quarta-feira, a Danone disse que suas vendas no terceiro trimestre somaram 6,19 bilhões de euros (US$ 7,17 bilhões), uma queda de 4,4% ante igual período do ano passado. O desempenho foi atribuído, entre outros fatores, à hiperinflação na Argentina. As vendas orgânicas, que não consideram aquisições, desinvestimentos e itens não recorrentes no último ano, cresceram 1,4%. Esse aumento, embora tenha ficado acima da expectativa de analistas, foi o menor desde o segundo trimestre de 2017.

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O desempenho, segundo a companhia, foi afetado pelos efeitos cambiais negativos, com a desvalorização das moedas nos mercados emergentes e o fortalecimento do euro em relação à lira turca, ao peso argentino e ao real brasileiro. "Temos as bases para navegar a atual volatilidade dos mercados emergentes e os obstáculos da moeda, o que nos permite continuar gerando um crescimento sustentável e lucrativo", disse o CEO global da empresa, Emmanuel Faber.

Já as vendas comparáveis e ajustadas cresceram 1,4% no período, com aumento de 3,3% na receita e queda de 1,9% no volume.

A companhia registrou também recuperação de 2,7% na divisão internacional de laticínios essenciais e à base vegetal (EDP, na sigla em inglês), com "aceleração significativa" em todas as regiões, especialmente na Europa. "O iogurte proporcionou sólido crescimento de vendas e reforçou a liderança da Danone no segmento, notavelmente, em probióticos, produtos para crianças e à base de vegetais", considera a companhia.

Entretanto, a operação de nutrição especializada registrou um declínio de 1,5%, ocorrido principalmente pela redução nas vendas da China. Fora do território chinês, o segmento registrou crescimento sólido na Indonésia, África e Estados Unidos (EUA). "Isso demonstra como a Danone está equilibrando o crescimento em seus negócios. Nosso desempenho na EDP e na divisão de água compensou as condições desafiadoras na China, onde a nutrição especializada revela mudanças na dinâmica do mercado após 12 meses de crescimento excepcional", avaliou Faber.

Na avaliação global, a América Latina registrou um crescimento médio de vendas de um dígito, mostrando progresso no Brasil, enquanto os volumes se deterioravam na Argentina. No Marrocos, as vendas continuaram afetadas por um boicote contínuo dos consumidores, com recuo de 35%.

A multinacional confirmou sua orientação para 2018 e tem como alvo o crescimento recorrente de EPS de dois dígitos a taxas de câmbio constantes, excluindo a venda da Yakult. A empresa disse que a orientação anual não leva em conta a aplicação da contabilidade de hiperinflação na Argentina a partir de 1º de julho.

A Danone afirmou, ainda, que espera que a volatilidade do mercado continue, assim como condições inflacionárias em matérias-primas como açúcar, frutas, leite e materiais de embalagens.

As informações são do Dow Jones Newswires, publicadas no jornal O Estado de S. Paulo e no portal IstoÉ.

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