O mercado brasileiro de queijos especiais tem se mostrado promissor frente ao crescente interesse dos consumidores por produtos de maior valor agregado e novas experiências sensoriais. Atenta a esse movimento, a queijaria mineira Cruzília, marca pertencente ao Grupo UltraCheese, se consolidou no segmento de queijos finos e autorais, combinando herança histórica, rigor técnico e inovação. Hoje, o grupo conta com mais de 50 tipos de queijos, mais de 160 prêmios nacionais e internacionais e vem investindo em expansão.
Conforme o CEO do Grupo UltraCheese, Wagner Brilhante, a história da Cruzília, em Minas, começou em 1980, quando os empreendedores, que tinham uma banca no mercado de São Paulo, decidiram pela produção própria e escolheram Cruzília, no Sul de Minas, região reconhecida pela tradição queijeira e pela qualidade do leite. A fábrica foi instalada em um antigo laticínio construído na década de 1920 por imigrantes dinamarqueses, que trouxeram para a região técnicas europeias de produção. “Esse encontro entre a herança europeia e o saber fazer mineiro ajudou a formar a nossa identidade como produtores. Com a produção própria, vimos que havia espaço para fazer algo diferente no mercado brasileiro e, assim, passamos a desenvolver queijos com identidade, qualidade e maior complexidade de sabores, combinando referências internacionais com ingredientes e características brasileiras”, explica.
Ao todo, o Grupo UltraCheese produz 50 tipos de queijo, sendo 22 sob a marca Cruzília, comercializados em peças inteiras, fracionadas e fatiadas. O desenvolvimento de queijos autorais parte da combinação entre pesquisa, conhecimento técnico e experiência acumulada ao longo dos anos. “Na Cruzília, esse processo envolve a criação e o aprimoramento de receitas, a escolha dos ingredientes, os testes de maturação e o acompanhamento cuidadoso de cada etapa de produção. O objetivo é produzir queijos com identidade própria, que tragam novos perfis de sabor e diferentes possibilidades de consumo e harmonização”, explica.
Entre os principais queijos comercializados pela Cruzília estão os queijos finos, com destaque para o Brie e o Queijo Mofo Azul, que dá origem ao Santo Casamenteiro que é feito com cream cheese, nozes e damasco, além de categorias de maior consumo, como o Minas Padrão.
Em relação aos mercados consumidores, a região Sudeste concentra a maior parcela do consumo de queijos no Brasil, com destaque para São Paulo e Rio de Janeiro. “O mercado de queijos diferenciados tem se mostrado promissor, impulsionado pelo interesse crescente por produtos de maior valor agregado e por novas experiências de sabor. Esse cenário abre espaço para queijos com características próprias e propostas diferentes, e a Cruzília busca acompanhar esse movimento com inovação, mantendo a qualidade como ponto central do desenvolvimento de novos produtos”, diz.
Ainda segundo o Brilhante, o grande diferencial da companhia é preservar a tradição enquanto inova continuamente. Essa estratégia tem gerado resultados positivos e reconhecimento global. Exemplo disso é que a Cruzília, hoje, soma 161 medalhas conquistadas em competições nacionais e internacionais. Em 2025, foram 23 premiações em concursos como Mondial du Fromage, World Cheese Awards, ExpoQueijo e Concurso Nacional Queijo Brasil. Já em 2026, a marca conquistou mais seis medalhas no Mundial do Queijo do Brasil, incluindo uma de ouro.
Investimentos sustentam expansão
Com o mercado demandando pelos queijos especiais, a Cruzília vem registrando crescimento e para sustentar a expansão, o grupo vive um ciclo de aportes estratégicos visando ampliar a capacidade produtiva e a eficiência operacional. Por questões estratégicas, o grupo não divulga os valores investidos. “O Grupo UltraCheese recentemente concluiu investimentos na linha de leite concentrado, em Minas Gerais e em Santa Catarina. Agora estamos investindo em uma nova linha de manteigas na unidade de São João do Oeste (SC), que vai atender as regiões Sul e Sudeste. A lógica desses aportes é sempre a mesma, produzir com mais escala e mais consistência, sem abrir mão do padrão de qualidade que define nossos produtos. Ter capacidade em diferentes regiões também nos aproxima dos principais mercados consumidores e deixa o abastecimento mais ágil para os nossos clientes”, conta.
A expectativa é encerrar 2026 superando os resultados do ano anterior e crescendo acima da média do mercado. De acordo com a empresa, esse crescimento virá do aumento de capacidade após os investimentos recentes, da ampliação da presença nos canais de distribuição e do desenvolvimento contínuo do portfólio, especialmente nas categorias de maior valor agregado. “Queremos crescer de forma sustentável, ganhando participação de mercado com base na qualidade e na força das nossas marcas, e não apenas em volume”, destaca Brilhante.
As informações são do Diário do Comércio.
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