Cruzamento concilia alta produtividade e rusticidade

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A Parmalat está difundindo no País a experiência do cruzamento entre bovinos das raças holandês e Jersey, para produção de leite a pasto, e a preço mais baixo. O animal meio-sangue que nasce herda a alta produtividade do gado holandês e a rusticidade maior do jersey, além de dar leite com bom teor de gordura e de proteínas.

"A produção a pasto é o caminho para a pecuária brasileira baixar gastos. Porém, por esse sistema, o gado tem que ser forte e fértil", afirma Edmilson Vilela, diretor de Política Leiteira da Parmalat. A empresa trouxe a tecnologia da Nova Zelândia, país pioneiro na experiência. No Brasil, a técnica está em fase inicial.

"Trata-se de unir forças. A vaca holandesa é uma verdadeira fábrica de leite, porém, mais suscetível ao calor. Ela transfere a sua capacidade de produção para o meio-sangue." Já o jersey, segundo ele, transmite características como a boa conformação de úbere, a melhora na performance reprodutiva e um maior teor de gordura e proteínas no leite, além de ser mais rústico do que o holandês.

Wanderson Rodrigues Francisco, gerente da fazenda Armetra, em Carambeí (PR), informa que suas vacas cruzadas estão produzindo de 10 mil a 13 mil litros de leite por lactação, contra 7.000 a 10 mil litros das fêmeas puras jersey. Segundo Francisco, o custo de manutenção é menor e corresponde à proposta da Armetra de produzir leite equilibrando gasto e remuneração.

fonte: Agrofolha (por Sebastião Nascimento), adaptado por Equipe MilkPoint
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