Crise da Parmalat preocupa produtores em MG

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A instabilidade administrativa do grupo italiano Parmalat, que necessita de US$ 1,85 bilhão em capital novo para tentar sanar sua dívida, avaliada em US$ 4,2 bilhões, já se reflete há algum tempo em Minas Gerais. Atualmente, a captação de leite da multinacional junto aos produtores do estado, que já chegou a aproximados 300 mil litros por dia, é de 150 mil litros.

A retração começou em março de 2001, quando a Parmalat Brasil, como parte de um programa de reestruturação de suas fábricas, fechou aquela que era sua primeira unidade no país, localizada em Itamonte, no sul de Minas, decisão que teve como principal fator a baixa produção leiteira na região. Em meados de 2002, foi a vez da fábrica de Manhuaçu, comprada pela Clan.

Atualmente, a empresa não possui unidade em Minas Gerais, mas faz captação junto a produtores rurais. "A crise é algo preocupante para o setor como um todo, já que a Parmalat é a segunda maior captadora de leite do Brasil, com cerca de 2,5 milhões de litros comprados diariamente junto a fornecedores em todo o país", afirmou o presidente da Comissão Técnica do Leite da Faemg (Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais), Eduardo Dessimoni.

Segundo ele, uma possível falência da multinacional italiana geraria um caos em toda a cadeia produtiva do leite no estado. "Mas por enquanto a empresa está firme no Brasil, já que seu crédito está sólido e não existe dívida interna. Houve alguns atrasos de pagamento à cooperativas, mas tudo foi resolvido", considerou.

Fonte: O Tempo/MG, adaptado por Equipe MilkPoint
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