Corte de energia comprometerá qualidade do leite

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Caso o governo brasileiro resolva optar pelo "apagão", como substituição ao plano de racionamento de energia, as fazendas leiteiras enfrentarão dificuldades na manutenção da qualidade do produto, especialmente quanto à conservação e higienização. O alerta é feito por Jorge Rubez, presidente da Leite Brasil.

Segundo Rubez, todo o trabalho nas propriedades leiteiras, principalmente nas mais especializadas, será prejudicado. Ele explica que, atualmente, quase 90% do leite é granelizado. O produto é mantido resfriado nas fazendas e a entrega é feita de dois em dois dias. "Teremos que retroceder e voltar a coletá-lo todos os dias, encarecendo os custos de transporte", analisa.

Sem energia, a higienização do úbere das vacas, para evitar a mastite, fica comprometida. A limpeza dos estábulos também depende de energia elétrica, para o funcionamento da bomba de água.

"Se o corte for feito de dia, eu não tenho dúvidas, será um inferno. Agora, se tudo for devidamente explicado ao produtor, um corte de quatro horas, pela madrugada, por exemplo, poderá ser melhor absorvido, já que o resfriador conserva a temperatura do leite por algum tempo. Até uma hora após a ordenha, as enzimas o protegem. Depois, as bactérias se multiplicam em progressão geométrica", explica Rubez.

fonte: Agrofolha (por Sebastião Nascimento), adaptado por Equipe MilkPoint
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