Cerca de 15 cooperativas que deixaram a Central de Laticínios do Estado de São Paulo (CCL, antiga Leite Paulista) estão buscando novas formas de sobrevivência. Algumas optaram por industrializar mais e diversificar seus produtos, o que gerou ampliação das margens de lucro e melhor remuneração ao produtor. Outras não abandonaram totalmente a CCL, mas agora têm negócios paralelos.
Ao deixar a CCL, no final de 2000, a Cooperativa de Laticínios de Guaratinguetá usou parte dos R$ 3,4 milhões obtidos com a venda de seu capital na central para comprar o laticínio Serramar. Com o negócio, a cooperativa, que antes entregava leite para a CCL e produzia apenas pasteurizado, viu seu portfólio de produtos crescer com bebidas lácteas, requeijão e queijos. A industrialização subiu de 13 mil litros/dia para 85 mil, quase suficiente para absorver os 90 mil captados.
A Cooperativa Nacional Agroindustrial (Coonai), a Cooperativa Agropecuária do Sudoeste Mineiro (Casmil) e a Coopercarmo foram mais longe. Uniram forças e criaram sua própria central: a Leite Nilza, que capta hoje 700 mil litros e fabrica 30 produtos. A central paga hoje R$ 0,45 em média para o produtor, valor que garante ser mais alto que nos tempos da CCL. A meta é elevar em mais 10% a remuneração do produtor em 2003, diz o presidente da Leite Nilza, Alexandre Maia Lemos.
Outras quatro cooperativas não romperam totalmente, mas possuem contrato fixo de fornecimento e são livres para atuar nos mercados da Central. Um exemplo é a Cooperativa Mista dos Produtos de Leite de Morrinhos, de Goiás. Dos 250 mil litros captados, a cooperativa, que já chegou a entregar 186 mil litros para a CCL, hoje vende apenas 26 mil. Do restante, 124 mil são comercializados no mercado spot e 100 mil industrializados. "Vendemos pasteurizado, longa vida e doce de leite" , conta o presidente da cooperativa, Erlito Bernardes. Os produtores filiados recebem hoje R$ 0,41 em média por litro. Se ainda enviasse a maior parte do leite para a CCL, Bernardes calcula que poderia pagar apenas R$ 0,38 por litro.
Outro exemplo é a Cooperativa de Laticínios do Médio Vale do Paraíba (Comevap). "Decidimos tentar andar com as próprias pernas", diz Nicola de Angelis, presidente da cooperativa, e "estamos produzindo iogurte, requeijão e bebida láctea".
Fonte: Valor On Line (por Raquel Landim), adaptado por Equipe MilkPoint
Ao deixar a CCL, no final de 2000, a Cooperativa de Laticínios de Guaratinguetá usou parte dos R$ 3,4 milhões obtidos com a venda de seu capital na central para comprar o laticínio Serramar. Com o negócio, a cooperativa, que antes entregava leite para a CCL e produzia apenas pasteurizado, viu seu portfólio de produtos crescer com bebidas lácteas, requeijão e queijos. A industrialização subiu de 13 mil litros/dia para 85 mil, quase suficiente para absorver os 90 mil captados.
A Cooperativa Nacional Agroindustrial (Coonai), a Cooperativa Agropecuária do Sudoeste Mineiro (Casmil) e a Coopercarmo foram mais longe. Uniram forças e criaram sua própria central: a Leite Nilza, que capta hoje 700 mil litros e fabrica 30 produtos. A central paga hoje R$ 0,45 em média para o produtor, valor que garante ser mais alto que nos tempos da CCL. A meta é elevar em mais 10% a remuneração do produtor em 2003, diz o presidente da Leite Nilza, Alexandre Maia Lemos.
Outras quatro cooperativas não romperam totalmente, mas possuem contrato fixo de fornecimento e são livres para atuar nos mercados da Central. Um exemplo é a Cooperativa Mista dos Produtos de Leite de Morrinhos, de Goiás. Dos 250 mil litros captados, a cooperativa, que já chegou a entregar 186 mil litros para a CCL, hoje vende apenas 26 mil. Do restante, 124 mil são comercializados no mercado spot e 100 mil industrializados. "Vendemos pasteurizado, longa vida e doce de leite" , conta o presidente da cooperativa, Erlito Bernardes. Os produtores filiados recebem hoje R$ 0,41 em média por litro. Se ainda enviasse a maior parte do leite para a CCL, Bernardes calcula que poderia pagar apenas R$ 0,38 por litro.
Outro exemplo é a Cooperativa de Laticínios do Médio Vale do Paraíba (Comevap). "Decidimos tentar andar com as próprias pernas", diz Nicola de Angelis, presidente da cooperativa, e "estamos produzindo iogurte, requeijão e bebida láctea".
Fonte: Valor On Line (por Raquel Landim), adaptado por Equipe MilkPoint
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MilkPoint
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