Cooperativa de MG não recebe da Parmalat; mercado do RS não deve ser afetado

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A crise mundial que levou a Parmalat a pedir concordata também respingou em Minas Gerais. Pelo menos uma associação de produtores do Estado, a de Ribeiro Junqueira, distrito de Leopoldina (Zona da Mata), não recebeu o pagamento de parte do leite entregue em novembro.

A dívida, de cerca de R$ 70,5 mil, referente à produção da segunda quinzena do mês, venceu a 20 de dezembro e os 150 produtores receberam apenas 30% do valor no dia 30.

Segundo o vice-presidente do Sindicato Rural de Leopoldina, Paulo Sérgio Reis Ferraz, os produtores independentes estão recebendo normalmente. Na região, eles são responsáveis por 15 mil litros diários, enquanto a Associação dos Produtores de Ribeiro Junqueira entrega diariamente dez mil litros para a fábrica da Parmalat em Ibituruna, Rio de Janeiro.

Nesse estado, onze cooperativas cobram R$ 2,3 milhões da multinacional, também relativos à segunda quinzena de novembro.

O presidente da Comissão Nacional do Leite da CNA (Confederação Nacional da Agricultura), Rodrigo Alvim, disse que o fato de a empresa honrar a maioria de seus compromissos com os produtores mineiros se deve à diferença de perfil entre fornecedores de Minas e do Rio.

Desde a desativação das fábricas que funcionavam em território mineiro, a partir de 2001, a multinacional concentrou a captação em produtores independentes do Triângulo Mineiro, Zona da Mata e sul do Estado, regiões próximas às fábricas de Goiás, Rio e São Paulo.

"Acredito que a opção da Parmalat foi pagar seus fornecedores para não perder a exclusividade e deixar as cooperativas que têm opção de crédito", disse Alvim.

Rio Grande do Sul

O presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag), Ezídio Pinheiro, avalia que a crise no grupo italiano Parmalat não deverá provocar desemprego no setor leiteiro gaúcho. Ele lembrou que a empresa representa 20% da venda de leite no estado.

Segundo Pinheiro, o setor leiteiro estaria hoje com ociosidade de 30%, principalmente em cooperativas.

Com isso, os postos de trabalho seriam facilmente readequados. Para Pinheiro, o preço do leite também não deve sofrer modificação tanto para o produtor como para o consumidor.

Fonte: O Tempo/MG e Clic RBS/Agrol, adaptado por Equipe MilkPoint
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