A Cooperativa Central de Laticínios da Bahia (CCLB) está investindo no fechamento de parcerias com diversas indústrias de derivados de leite do Estado. O objetivo é conseguir escoar a produção excedente de leite da entidade durante os períodos de safra e ao mesmo tempo promover a reativação de indústrias que se encontram fechadas ou com capacidade ociosa de produção.
Os primeiros contratos foram negociados com a Cooperativa Grapiúna de Pecuaristas (Coograp), para produção de queijos e iogurtes de vários tipos, e com a Fazenda Venturim, que fabricava o leite longa vida de mesmo nome. Resultado de um investimento de R$ 8 milhões, a Venturim havia suspendido as atividades há dois anos devido a dificuldades financeiras.
Nesta etapa inicial de retomada das atividades, a Venturim está processando e envasando 12 mil litros de leite longa vida e 10 toneladas de leite em pó por dia. Os produtos levam a marca Catuí, de propriedade da CCLB. A expectativa é de que o volume de longa vida possa ser ampliado para 20 mil litros por dia. Na Coograp, a capacidade de processamento é de 50 mil litros por dia.
Derivados
Outras parcerias estão sendo negociadas com as cooperativas de laticínios de Itapetinga e de Guanambi, além da Jeribar, de Feira de Santana. “A idéia é garantir o fornecimento de matéria-prima, pela CCLB, a indústrias de derivados que passam a prestar serviços à cooperativa”, explica o presidente da entidade, Almir Fernandes. A CCLB também colocará em funcionamento, em março, uma unidade própria localizada no município de Teodoro Sampaio, para produção de leite e queijo.
As parcerias vão possibilitar, segundo o presidente da cooperativa, a resolução do problema de atendimento ao excedente de produção de leite. A única fábrica própria hoje em funcionamento emprega 238 funcionários e tem capacidade para processar 400 mil litros de leite por dia, mas as perspectivas para a safra iniciada em janeiro e que se encerra em abril são de uma produção que ultrapassa os 700 mil litros de leite por dia, gerando um excedente de pelo menos 300 mil litros diariamente. “A saída é transferir este leite para outras indústrias de derivados, do contrário haverá perda de produção”, explica.
A fabricação de derivados é também uma estratégia para driblar o problema da super oferta de leite no mercado em determinadas épocas do ano. Outra alternativa é a busca do mercado internacional. Alguns países europeus, como Portugal, já estão avaliando amostras de produtos da CCLB, como o leite em pó Catuí.
Fonte: Gazeta Mercantil, adaptado por Equipe MilkPoint
Cooperativa de leite da Bahia faz parcerias
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