A produção nacional de leite deverá atingir a marca de 21,3 bilhões de litros neste ano, volume ainda insuficiente para atender toda a demanda interna, informou a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Apesar de ainda haver espaço para o crescimento da produção, o País corre o risco de a oferta de leite diminuir já no próximo ano. Isso porque os pecuaristas de leite estão desestimulados a investir no setor, devido aos baixos preços pagos pela indústria. Além disso, o consumidor final não está sendo beneficiado com tal tendência.
Em Minas Gerais, por exemplo, os valores pagos aos pecuaristas de leite nos últimos 12 meses apresentaram alta de pouco mais de 11,5%, enquanto os preços cobrados do consumidor final subiram quase 15% no mesmo período.
O presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da Confederação da CNA, Rodrigo Alvim, divulga hoje em Brasília o estudo sobre as diferenças entre os preços pagos aos produtores nas principais bacias leiteiras do País e os aumentos repassados aos consumidores.
Fonte: Gazeta Mercantil, adaptado por Equipe MilkPoint
QUER ACESSAR O CONTEÚDO?
É GRATUITO!
Para continuar lendo o conteúdo entre com sua conta ou cadastre-se no MilkPoint.
Tenha acesso a conteúdos exclusivos gratuitamente!
Publicado por:
MilkPoint
O MilkPoint é maior portal sobre mercado lácteo do Brasil. Especialista em informações do agronegócio, cadeia leiteira, indústria de laticínios e outros.
Deixe sua opinião!

JOSELITO GONÇALVES BATISTA
OUTRO - MINAS GERAIS - EMPRESÁRIO
EM 27/11/2003
Em todas as oportunidades que tive de ler uma reportagem que retrata a queda de preço do leite para o produtor, o destaque é sempre o mesmo, ou seja , não houve queda proporcional no varejo e é mostrado o percentual de correção do leite do produtor no período sempre inferior ao percentual de correção para venda ou compra do consumidor.
A pergunta que gostaria de fazer é a seguinte:
Será que é só o leite que faz parte do mix de produção ?
Será que é só o leite que é responsável por todo o custo de um produto ?
E se assim não conseguirmos mostrar o porque da diferença dos percentuais aplicados, podemos mesmo desistir, pois se trata mesmo é de um complô contra única e exclusivamente um segmento da cadeia produtiva do leite, e que talvez esteja tão prejudicado quanto o produtor.
Tive outras oportunidades de comentar outros artigos neste site e julgo que os leitores já conhece minha opinião sobre a situação do produtor. Mas posso reiterar que reconheço que é o mais prejudicado da cadeia láctea. E que também precisa urgentemente ter o preço de seu produto com garantia de mínimo estabelecida pelo governo, como imprescindivelmente terem apoio das entidades classistas ligadas a eles, buscando unificá-los e fortalecê-los diante do segmento em que atuam. Só assim vão ter representatividade sólida e com poder de barganha suficiente para enfrentarem os segmentos varejistas e fabricantes das grandes multinacionais que comandam com braço de ferro e um lobby altamente eficiente junto ao governo.
Portanto, devemos parar de críticar ou tentar buscar um culpado para este desastre enorme que está acontecendo mais uma vez no setor lácteo, mas sim buscar rapidamente um consenso para encontrarmos as melhores medidas para ajustar as diretrizes que nortearão a política do setor no futuro, e que seja o mais próximo possível.
A pergunta que gostaria de fazer é a seguinte:
Será que é só o leite que faz parte do mix de produção ?
Será que é só o leite que é responsável por todo o custo de um produto ?
E se assim não conseguirmos mostrar o porque da diferença dos percentuais aplicados, podemos mesmo desistir, pois se trata mesmo é de um complô contra única e exclusivamente um segmento da cadeia produtiva do leite, e que talvez esteja tão prejudicado quanto o produtor.
Tive outras oportunidades de comentar outros artigos neste site e julgo que os leitores já conhece minha opinião sobre a situação do produtor. Mas posso reiterar que reconheço que é o mais prejudicado da cadeia láctea. E que também precisa urgentemente ter o preço de seu produto com garantia de mínimo estabelecida pelo governo, como imprescindivelmente terem apoio das entidades classistas ligadas a eles, buscando unificá-los e fortalecê-los diante do segmento em que atuam. Só assim vão ter representatividade sólida e com poder de barganha suficiente para enfrentarem os segmentos varejistas e fabricantes das grandes multinacionais que comandam com braço de ferro e um lobby altamente eficiente junto ao governo.
Portanto, devemos parar de críticar ou tentar buscar um culpado para este desastre enorme que está acontecendo mais uma vez no setor lácteo, mas sim buscar rapidamente um consenso para encontrarmos as melhores medidas para ajustar as diretrizes que nortearão a política do setor no futuro, e que seja o mais próximo possível.