CNA debate desafio da inovação e sustentabilidade no agro

A superintendente de Relações Internacionais da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Lígia Dutra, participou, na manhã de terça (8), do webinar "O desafio da inovação e sustentabilidade no agro", promovido pelo Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI).

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A superintendente de Relações Internacionais da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Lígia Dutra, participou, na manhã de terça (8), do webinar “O desafio da inovação e sustentabilidade no agro”, promovido pelo Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI).

O evento também contou com a presença do membro do Conselho do European Risk Forum (ERF), Paul Leonard, da diretora executiva de Inovação e Tecnologia da Embrapa, Adriana Martin, do conselheiro emérito do CEBRI, Luiz Fernando Furlan, e do membro do Conselho Consultivo Internacional do CEBRI, Marcos Jank.

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Durante sua apresentação, Lígia falou sobre três pontos fundamentais com relação ao desafio da inovação no agro, sendo o primeiro o efeito das regulações nacionais de novas tecnologias no comércio internacional. “Algumas regulações têm gerado efeitos negativos para o setor e, principalmente, para o produtor rural, que depende desse comércio para manter a renda”.

A superintendente citou como exemplo a regulação do Limite Máximo de Resíduos (LMR) e dos Organismos Geneticamente Modificados (OGMs). “A falta de harmonização nas regulamentações em distintos mercados internacionais acarreta dificuldades de produção e comercialização, o que acaba impactando diretamente no custo do produtor brasileiro”.

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O segundo ponto citado por Lígia foi o uso do discurso da sustentabilidade como justificativa para novas regulações de caráter protecionista. “Na União Europeia, por exemplo, padrões de sustentabilidade (greening) são utilizados para embasar programas de subsídios aos produtores rurais que possuem pouco ou nenhum efeito na preservação ambiental. Esses programas são apenas um disfarce para pagamentos diretos aos produtores nacionais, que distorcem o mercado internacional”, explicou. 

De acordo com a representante da CNA, o terceiro e último ponto é fazer a inovação chegar ao produtor rural. O Brasil precisa se preocupar com um ambiente favorável de inovação para o produtor e com a difusão desses novos conhecimentos. “A inovação tem que chegar ao produtor e fazer a diferença e isso é possível com assistência técnica, como feita pelo SENAR”.

Por fim, Lígia disse que o desafio de estimular a inovação no Brasil é mostrar que produzir alimentos não é algo fácil e garantido. O aumento significativo da produção de alimentos no mundo se deve às inúmeras inovações na agricultura. “Agora, o desafio é continuar fornecendo alimentos seguros e de qualidade para uma população mundial crescente, respeitando os limites do meio ambiente e buscando soluções para ameaças, como as mudanças climáticas”, concluiu. 

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As informações são da CNA.

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