ENTRAR COM FACEBOOK ESQUECI MINHA SENHA SOU UM NOVO USUÁRIO

Cliente quer experimentar, mas falta ousadia às marcas

O consumidor está mais aberto à experimentação, mas muitas empresas ainda não estão preparadas para aproveitar essa oportunidade ou não têm ousadia suficiente para personalizar produtos e serviços. A avaliação é da TrendWatching, agência inglesa que pesquisa tendências de consumo.

Segundo a consultoria, exceções são as globais Coca-Cola, Nestlé e Ikea e as brasileiras Magazine Luiza, Via Varejo (dona das redes Casas Bahia e Ponto Frio), e a Via Quatro, operadora da linha amarela do metrô de São Paulo, que investem em tecnologia para entender o comportamento do consumidor.

A Coca-Cola, por exemplo, estuda o mercado de infusões à base de cannabis. A ideia seria usar componentes não psicoativos da maconha para criar bebidas funcionais associadas ao bem-estar.

"É um nicho de mercado que as empresas não podem mais ignorar", disse Lisa Feierstein, estrategista de tendências sênior da TrendWatching, durante painel do Festival de Inovação e Cultura Empreendedora (FICE), iniciativa das revistas "Pequenas Empresas & Grandes Negócios" e "Época Negócios" e do jornal Valor. Em sua segunda edição, o evento será realizado até quinta-feira na Unibes Cultural em São Paulo.

Feierstein também citou o exemplo da suíça Nestlé, que criou no Japão um serviço que auxilia pessoas a montar uma dieta personalizada, com auxílio da inteligência artificial. Já há 100 mil usuários. A partir de uma amostra de sangue, a multinacional avalia a propensão para doenças como diabetes e colesterol, analisando a comida ingerida pelo participante, que envia fotos dos alimentos e bebidas que consome por meio de um aplicativo.

A TrendWatching lista anualmente as tendências de consumo que vão influenciar o próximo ano. Outro destaque são os "pontos de venda mágicos". Feierstein explica que ferramentas como reconhecimento facial e realidade aumentada possibilitarão diversão e praticidade ao consumidor nas lojas. A varejista de decoração sueca Ikea, por exemplo, utiliza a realidade aumentada para ajudar o cliente a escolher o melhor móvel para casa. É possível visualizar como ficará uma poltrona em sua sala de estar, por exemplo.

Recurso semelhante foi criado pela startup brasileira Decora, que usa cenários de decoração em 3D. Em março, a empresa foi vendida para a americana CreativeDrive por US$ 100 milhões.

Outra possibilidade curiosa é explorada pelo Inkhunter, um aplicativo gratuito desenvolvido para ajudar quem pretende fazer uma tatuagem. A ferramenta mostra como ficará o desenho escolhido, uma forma de evitar arrependimentos posteriores.

Algumas experiências com personalização usando análise de dados - outra chance de negócio citada pela agências -, foi usada por empresas brasileiras. A Via Varejo instalou câmeras em lojas para avaliar, usando recursos tecnológicos, se o cliente está satisfeito com as ofertas. O metrô paulistano instalará portas digitais nas áreas de embarque e desembarque que vão identificar a reação das pessoas às propagandas exibidas, em tempo real.

"Todas essas possibilidades são muito interessantes, mas é preciso ser transparente com o consumidor sobre a coleta de dados", observa Feierstein. Nos Estados Unidos, a Adidas personalizou vídeos de 30 mil participantes que percorreram os 42 km da maratona de Boston com auxílio da agência Grow. Alguns dos pontos de verificação acionavam o chip RFID na roupa de cada corredor.

Para a diretora para Américas do Sul & Central da TrendWatching, Luciana Stein, o "posicionamento das marcas" é um fator muito relevante. "Essa postura também precisa ser política, mas a maioria das empresas ainda tem medo da reação dos consumidores. A marca que fala com todos acaba não falando com ninguém."

Iniciativas do Magazine Luiza contra a violência doméstica e a favor da participação feminina na política estão entre os casos citados pela agência. "As marcas precisam se aproximar mais da complexidade do mundo real. Essa ideia é difundida, mas não aplicada na escala necessária", disse Stein.

As informações são do jornal Valor Econômico. 

0

DEIXE SUA OPINIÃO SOBRE ESSE ARTIGO! SEGUIR COMENTÁRIOS

5000 caracteres restantes
ANEXAR IMAGEM
ANEXAR IMAGEM

Selecione a imagem

INSERIR VÍDEO
INSERIR VÍDEO

Copie o endereço (URL) do vídeo, direto da barra de endereços de seu navegador, e cole-a abaixo:

Todos os comentários são moderados pela equipe MilkPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração. Obrigado.

SEU COMENTÁRIO FOI ENVIADO COM SUCESSO!

Você pode fazer mais comentários se desejar. Eles serão publicados após a analise da nossa equipe.