Cientistas americanos desenvolvem nova proteína láctea em pó

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O professor e pesquisador da Universidade de Wisconsin, Mark Etzel, desenvolveu uma proteína em pó que poderá expandir dramaticamente as possibilidades de alimentação de pessoas que sofrem da fenilcetonúria (Phenylketonuria - PKU), uma enfermidade de origem genética, que determina a carência da enzima capaz de digerir a fenilalanina, um aminoácido presente nas proteínas. Caso a criança, portadora desta doença apresente aumento nos níveis de fenilalanina no sangue, poderá sofrer danos cerebrais, tornando-se mentalmente retardada. Adultos com PKU apresentam o risco de sofrerem doenças cerebrais e desordens cognitivas.

As pessoas com PKU precisam evitar alimentos que contenham proteínas - carne, queijos, leite, ovos etc. Sua dieta é baseada em um formulação especial, ingerida na hora das refeições, suplementada com frutas e vegetais.

Etzel patenteou o método de separação dos glicomacropeptídeos (GMP) do soro de leite, um subproduto, barato e abundante, resultande da fabricação de queijos. O GMP é a única proteína conhecida que é naturalmente livre de fenilalanina. O pó derivado desta proteína pode ser usado na fabricação de pães e outros alimentos, que serão mais parecidos, tanto em aspecto como em sabor, do alimento convencional. "Agora, nós estamos transferindo esta tecnologia para o setor privado, e trabalhando no desenvolvimento de novas fórmulas de alimentos."

Uma indústria processadora de alimentos do Estado de Wisconsin, cujo nome ainda não foi divulgado, passará a produzir este novo produto em 2002. Os produtos serão destinados primeiramente às companhias de alimentos médicos, que já fornecem produtos às pessoas com PKU.

Esta pesquisa é mais uma chance de agregar valor ao leite. Etzel está trabalhando também no lançamento de um projeto de pesquisa focalizando a lactoferrina, proteína do leite que ajuda na absorção do ferro dos alimentos pelos bebês, e ajuda a prevenir infecções de ouvido. "Para que a indústria de lácteos, possa vir a atuar em áreas mais lucrativas, precisamos explorar estas proteínas que não podem ser encontradas em outras fontes."

Etzel prevê o desenvolvimento de uma refinaria de leite, onde o leite, assim como é feito com o óleo, será quebrado em vários componentes, que poderão valer mais do que o produto original. O desenvolvimento de produtos, como o GMP, são boas notícias para os produtores. A expectativa é que as vendas de GMP sejam feitas a um preço de US$ 66,14 por quilo, enquanto que a commodity soro de leite em pó, é vendida a US$ 1,32 por quilo. "Se os componentes retirados do leite forem mais caros, o leite será mais caro também", concluiu Etzel.

fonte: Wisconsin State Journal, adaptado por Equipe MilkPoint
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