China: resíduos de vacas produzirão 38 mW/h por ano

O esterco de 250 mil vacas de uma fazenda leiteira no nordeste da China servirá de combustível para o maior projeto do mundo de produção de biogás a partir de esterco, que deverá começar a operar em setembro próximo. A <i>Huishan Farm</i>, em Shenyang, gerará 38.000 megawatts por hora (mW/h) de energia anualmente, que será vendida à rede estatal na China. O projeto deverá reduzir em cerca de 180 mil toneladas as emissões de dióxido de carbono anualmente. Além disso, o resíduo do digestor de metano produzirá fertilizante orgânico.

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O esterco de 250 mil vacas de uma fazenda leiteira no nordeste da China servirá de combustível para o maior projeto do mundo de produção de biogás a partir de esterco, que deverá começar a operar em setembro próximo. A Huishan Farm, em Shenyang, gerará 38.000 megawatts por hora (mW/h) de energia anualmente, que será vendida à rede estatal na China. O projeto deverá reduzir em cerca de 180 mil toneladas as emissões de dióxido de carbono anualmente. Além disso, o resíduo do digestor de metano produzirá fertilizante orgânico.

A General Electric fornecerá os quatro equipamentos de biogás JMS420 Jenbacker para o projeto. O gerente de marketing da GE Energy, Michael Wagner, disse que existe um grande potencial nesse tipo de projeto e busca expandir-se globalmente.

O projeto resolve dois problemas - a crescente demanda por eletricidade e a necessidade de reduzir as emissões de gases de efeito estufa. De acordo com um recente relatório das Nações Unidas, as pegadas de carbono da produção agrícola até a mesa do consumidor responsabiliza o setor leiteiro por 4% das emissões totais de gases de efeito estufa.

No entanto, o biogás não é uma novidade na China, já que o país conta com 1.500 plantas de biogás de larga escala ou digestores em fazendas pecuárias e depósitos de lixo industrial. A China quer que 300 milhões de moradores da área rural usem biogás como eletricidade até 2020, de acordo com um plano de 2007 da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma.

Nos Estados Unidos, os digestores em fazendas de criação pecuária ficaram para trás, apesar de a Agência de Proteção Ambiental e o Departamento de Agricultura do país estarem trabalhando para mudar essa tendência (leia matéria relacionada no BeefPoint).

A reportagem é do The New York Times, traduzida e adaptada pela Equipe MilkPoint.
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SIDNEI TAVARES
SIDNEI TAVARES

SANTA MARIA - RIO GRANDE DO SUL - ESTUDANTE

EM 23/05/2010

Interessante!!!

Espero que esse tipo de notícia não tarde a aparecer em nosso país! Acredito que podemos otimizar muito a utilização de resíduos, diminuindo seus impactos e gerando energias que são simplesmente jogadas fora. Deve haver "forçar superiores" impedindo o fornecimento de informações de viabilidade de implantação tanto dos biodigestores como outras formas de geração de energia.

SIDNEI GREGORIO TAVARES
GRADUANDO DOS CURSOS DE ZOOTECNIA E GESTÃO DE COOPERATIVAS DA
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA
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