As importações de lácteos da China registraram uma nova queda em fevereiro, de 6,5% com relação ao ano anterior, em volume. Essa é mais uma queda após a redução de 43% no primeiro mês do ano.
Nos dois primeiros meses houve quedas tanto em volume quanto em valor, segundo dados da Alfândega processados pelo site especializado CLAL e divulgados pelo portal argentino OCLA. As importações de lácteos da China foram de 538.944 toneladas, 30% abaixo das 773.621 toneladas do mesmo período de 2022. Em valor, a queda foi de 18%. O preço médio da tonelada importada foi de US$ 4.537.
Figura 1. Importações de lácteos da China - variações em volume com relação ao ano anterior
Estas reduções nas compras da China, explica a OCLA, devem-se sobretudo à maior produção local, aos elevados estoques gerados nas grandes compras de 2021, às dificuldades logísticas que implicaram o fechamento de algumas cidades devido a surtos de Covid, aos efeitos colaterais da guerra na Ucrânia e ao processo inflacionário que vem ocorrendo em todas as economias mundiais.
Se observada por produtos, no leite em pó integral a queda em relação ao ano anterior foi de 68%. As compras externas passaram de 300.520 toneladas em janeiro/fevereiro de 2022 para 95.557 no início deste ano. Em fevereiro a queda desse produto foi de 31%.
O Uruguai, o segundo maior fornecedor de leite em pó integral da China, registrou um forte declínio de 95% em relação ao ano anterior nas exportações em janeiro e fevereiro. A maioria dos fornecedores de lácteos para a China registrou quedas.
As informações são do Blasina y Asociados, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint.