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Chile: Nestlé e Soprole devem criar joint venture

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 02/12/2010

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Depois de quatro anos, a Nestlé e a Soprole, subsidiária da neozelandesa Fonterra no Chile, decidiram tentar unir parte de suas operações no país. Para isso, apresentaram ao Tribunal de Defesa da Livre Competição (TDLC) do Chile uma consulta para concretizar uma joint venture e unir suas áreas de produtos frescos, leite fluido e queijos. A aliança terá quase 50% das vendas de iogurtes e entre 40% e 45% de leite fluido. Além disso, captará 18% da produção total de leite do país.

As duas companhias criarão uma nova empresa, a Dairy Partners Americas (DPA) Chile, que já existe em outros países da região. Cada sócio terá 50% da propriedade e as marcas dos produtos se manterão. "Com esta aliança, podemos entregar novos produtos aos consumidores, abastecer mais habitantes", disse o presidente executivo da Nestlé do Chile, Fernando del Solar. "É um modelo bem sucedido, uma joint venture entre iguais e permitirá fazer crescer a produção e o consumo per capita", agregou o presidente da Soprole, Gerardo Varela. De fato, esperam duplicar o consumo per capita de lácteos em 10 anos.

Se a fusão se materializar, a DPA Chile terá vendas de US$ 600 milhões, ou 34% do mercado total que comercializa os produtos incluídos na operação. A Soprole contribuirá com US$ 450 milhões, posto que 80% de seu negócio entrará na aliança. Os US$ 150 milhões restantes virão da Nestlé, onde 9% de suas vendas irá à DPA. A Soprole deixará de fora da aliança a Prolesur, encarregada de abastecer o Serviço Nacional de Saúde, e a exportação de leite e queijos. A Nestlé não incluirá o negócio de leite condensado, leite em pó, cremes e outros negócios não lácteos.

Para que a relação seja de 50% e 50%, a Nestlé pagará à Soprole US$ 230 milhões e aportará alguns ativos e marcas. Entre eles, parte das linhas de produção da planta de Macul, que serão transferidas à planta da Soprole em San Bernardo.

Segundo os executivos, a fusão não gerará problemas de competição. No entanto, a Federação Nacional dos Produtores de Leite do Chile (Fedeleche) rechaçou "categoricamente qualquer gestão que tenda a concentrar ainda mais o mercado de compra de leite fresco e comercialização de produtos". Um advogado especialista em livre competição disse que o TDLC deverá se fixar no poder da empresa e "mirar no peso que terá na compra de leite, elaboração de produtos e presença em supermercados".

Segundo as companhias, a DPA Chile operará independente da Soprole e da Nestlé. A diretoria estará composta por pessoas que não estão na direção das duas empresas. Cada firma nomeará dois diretores e contará com três independentes e as compras de leite serão feitas separadas.

Essa é a segunda intenção de fusão da Nestlé e da Soprole. Em 2006, a Nestlé apresentou uma consulta ante ao TDLC, que foi retirada. Para os sócios, agora a aliança deverá se concretizar, porque as condições do mercado mudaram, pois há mais e novos membros.

As informações são do La Tercera, traduzidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint.

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