Centroleite nomeia presidente interino

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Sem a intenção de promover alterações na atuação da cooperativa, Haroldo Max de Souza, da Coapro, foi nomeado presidente interino da Centroleite, após Welber Assis, eleito em março deste ano, ter solicitado afastamento.

A ausência de mudanças deve-se, de acordo com ele, à atual situação do leite, "um momento ruim para os preços". "A Centroleite é uma cooperativa virtual, não tem indústria e, no médio prazo, não temos nada programado quanto a alterações", reforçou, comentando que a central reúne 14 cooperativas e movimenta cerca de 700 mil litros por dia.

Seu vínculo com outros elos da cadeia de lácteos, basicamente as indústrias, de acordo com Souza, é o melhor possível. "Ao longo de sete anos de atividade, tem desenvolvido um modelo de parceria muito saudável. Há dificuldades sazonais, mas evoluiu muito o relacionamento no mercado spot. Não há mais a possibilidade de surpresas. As empresas conversam antecipadamente e definem o que acontecerá dali a dois ou três meses", esclareceu.

Quanto ao cenário do leite em Goiás, o presidente interino da Centroleite previu que poderão ocorrer novas reduções de preço até dezembro, com possibilidade de o preço bruto às indústrias atingir R$ 0,42. "Hoje, está em torno de R$ 0,46 a R$ 0,47, mas, pela conjuntura, pode chegar a valores mais baixos", continuou. Por outro lado, acredita que, a partir de janeiro, os preços reagirão e poderão, em março, ultrapassar R$ 0,50.

A política de preços, discutida na Câmara dos Deputados nesta semana - Souza esteve presente à audiência pública -, não deverá sofrer interferências, em sua opinião. "Esse movimento agita a discussão, mas não interfere muito na prática", criticou, comentando que a Centroleite não faz preço ao produtor, mas sim intermedia as negociações com as empresas. "Nesse contexto, em que temos uma bagagem maior na relação com as indústrias, tem sido bom. Estamos otimistas quanto a 2004, inclusive quando deverá aumentar o poder aquisitivo da população, refletindo-se na compra de gordura de leite, ou seja, queijo, manteiga e iogurte", acrescentou.

Souza é presidente da Coapro (Cooperativa dos Produtores Rurais de Orizona), no leste de Goiás, próxima a Catalão e a 135 quilômetros de Goiânia. É uma cooperativa pequena, atualmente com 700 cooperados e 55 mil litros por dia, além de contar com estrutura para armazenagem de grãos. Foi criada com base na questão associativista em GO, há menos de seis anos.

Fonte: Mirna Tonus, da Equipe MilkPoint
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