Depender cada menos do mercado spot potencializar a captação de leite cooperativado, ampliar o ganho em escala, alavancar a produção industrial, acompanhar a dinâmica de crescimento do mercado do agronegócio brasileiro, selando os compromissos com seus produtores e consumidores. Focada nestes objetivos, a Central Leite Nilza - cooperativa com unidades em São Paulo (Ribeirão Preto e Brodósqui) e Minas Gerais (Capetinga) -, agrega neste mês a sexta cooperativa: a mineira Cooperlat (Cooperativa de Laticínios de Piumhi).
A Cooperlat passa a fazer parte do sistema cooperativado da Leite Nilza com uma captação de 18 mil litros/dia e integralização de 3% do capital acionário da Central. A cooperativa foi fundada em 1993 e tem uma experiência de quase dez anos na bacia leiteira de Minas Gerais, em Piumhi. Reaberta em maio deste ano, após dois anos desativada, a Cooperlat demonstra rápido desenvolvimento: há sete meses, voltou ao mercado com 17 cooperados e, hoje, conta com 36 cooperados e 156 associados, com uma média de 400 litros por produtor.
Com mais uma associada, a Central ultrapassa a cota de 550 mil litros de leite por dia captados, mantendo produção média de 750 mil litros industrializados. Segundo o presidente da Leite Nilza, Alexandre Maia Lemos, o modelo é bem-sucedido à medida que os resultados numéricos são demonstrados e comprovam o crescimento da empresa, que iniciou com uma produção de 300 mil litros de leite/dia em 2001, passando para 500 mil em um ano e, hoje, acima da média de 750 mil litros/dia.
A estratégia da diretoria e do Conselho Administrativo foi a abertura. "Abrimos 32% do capital acionário da empresa e, em menos de um ano, essa porcentagem foi preenchida com novas associadas. Esse referencial demonstra que tivemos uma decisão acertada. Agora estamos prontos para industrializar um milhão de litros de leite por dia até final de 2004", apontou Maia.
A mineira Cooperlat é dirigida por um presidente e dois diretores executivos e tem um Conselho Fiscal. Essa estrutura acompanha o sistema cooperativista padrão no mercado brasileiro, segundo o presidente José Soares de Melo, que lidera a cooperativa desde 1993. Para Melo, ter acoplado a estrutura da Cooperlat ao sistema Nilza dá segurança e credibilidade aos produtores. "Vejo a associação como um fato muito promissor. Nossa região tem muito potencial para crescer no agronegócio, mas não tem perspectivas de mercado. Com a Leite Nilza, ganhamos um braço comercial, que abrange o melhor mercado consumidor do País", disse. Melo também destacou que com a associação, todos ganham: a Central, a Cooperlat e os produtores. "Não há dúvida de que temos de construir um sistema forte, que terá poder e influência no mercado para crescermos dentro do agronegócio brasileiro. Hoje somos uma cooperativa de pequeno porte, mas já temos excelentes perspectivas de ampliarmos nossas estruturas, com essa medida estratégica", complementou.
Sobre o movimento dos preços nos dois últimos meses, a diretoria da Central comentou que esse fato é decorrente de uma série de fatores que envolvem retração do consumo, aumento da cesta básica, recessão econômica e altos índices de desemprego no País, o que interfere no comportamento das vendas do leite. "Adequamos nossos preços momentaneamente, seguindo as tendências do mercado, mas estamos trabalhando para garantir todos os compromissos que temos com nossos produtores e consumidores", explicou Alexandre Maia, sinalizando que prevê perspectivas de melhora dos preços para o setor nos próximos meses.
Crescimento comprovado
Só neste ano, a Central Leite Nilza incorporou três cooperativas. Em maio, a Coasa - Cooperativa Agropecuária de Sacramento, foi a primeira a associar-se, com um fornecimento de 30 mil litros de leite/dia. Em outubro, a Capril passou a fazer parte da estrutura com um volume médio de 150 mil litros de leite/dia. A presidência da Cooperlat, que já vendia seu leite para a Central dentro do mercado spot, aposta na tendência cooperativista e espera produzir até 30 mil litros de leite no próximo ano para destiná-lo à fabricação dos produtos Nilza, que são comercializados em sua maioria para o mercado do Estado de São Paulo.
O presidente da Central acenou com surpresas para o mercado com uma nova associada ainda neste ano e incremento na linha de derivados, com nova embalagem de um litro do achocolatado, no final de novembro, e lançamentos no início de 2004.
A Cooperativa Central Leite Nilza foi formada em agosto de 2001 por meio de joint venture. Hoje, é formada pelas cooperativas: Casmil (Passos-MG), Coonai (Ribeirão Preto-SP), Coopercarmo (Carmo do Rio Claro-MG), Coasa (Cooperativa de Sacramento-MG) pela Capril (Cooperativa Agropecuária dos Produtores Rurais de Iturama-MG), e agora, pela Cooperlat (Cooperativa de Laticínios de Piumhi).
No primeiro semestre de 2003, segundo o Latin Panel do Ibope, a empresa era líder com 17,6% de market share de longa vida e uma grande participação no mercado de leite pasteurizado, ambos no interior de São Paulo, e 4,8% na Capital.
Fontes: Assessoria de Imprensa da Leite Nilza, adaptado por Equipe MilkPoint
Central Leite Nilza agrega mais uma cooperativa
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