FAZER LOGIN COM O FACEBOOK ESQUECI MINHA SENHA SOU UM NOVO USUÁRIO

Câmara Setorial do Leite solicita prazo de transição para adequação às INs 76 e 77

A Câmara Setorial do Leite solicitou ao Ministério da Agricultura (Mapa) um prazo de transição para que os laticínios e produtores se adequem a algumas mudanças preconizadas pelas Instruções Normativas 76 e 77, previstas para entrar em vigor em 30 de maio.

A principal preocupação refere-se às mudanças quanto à contagem bacteriana total do leite na plataforma – índice até então não contabilizado – e à temperatura de resfriamento e conservação do produto nas propriedades e no transporte. O prazo servirá para levantamento dos índices atuais atingidos, que serão os parâmetros do trabalho a ser realizado para atender às exigências.

“Estamos pedindo prazo para monitorar alguns pontos antes da exigência a pleno e, com isso, atingir os índices de forma gradativa. Assim, acreditamos que os setores envolvidos terão tempo e condições de atender às normativas a contento visando a melhoria contínua de nossa produção”, disse o presidente do Sindicato das Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Alexandre Guerra, que participou de reunião do grupo realizada nesta manhã (09/5), em Brasília. 

Segundo ele, a solicitação partiu dos próprios laticínios, que temem iniciar a nova legislação com passivo junto ao governo federal. “Relatamos a situação das indústrias, que, em sua maioria, têm dificuldades em atingir a contagem bacteriana total de 900 mil neste momento como define a nova lei”, afirmou. Por meio de especialistas e pesquisadores da Embrapa Clima Temperado e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), as indústrias repassaram dados da atual situação dos laticínios e ressaltaram a preocupação com a possível falta de matéria-prima que pode decorrer da aplicação imediata das normas.

O grupo solicitou retorno do Ministério da Agricultura sobre o pleito até o próximo dia 30, quando as INs entram em vigor. “A reunião foi muito boa porque, através dos professores, pudemos apresentar nossos dados. Mas temos que trabalhar para atingir os índices que garantirão uma maior qualidade e competitividade para o leite gaúcho e brasileiro”, frisou o dirigente.

As informações são da Assessoria de Imprensa Sindilat.

12

DEIXE SUA OPINIÃO SOBRE ESSE ARTIGO! SEGUIR COMENTÁRIOS

5000 caracteres restantes
ANEXAR IMAGEM
ANEXAR IMAGEM

Selecione a imagem

INSERIR VÍDEO
INSERIR VÍDEO

Copie o endereço (URL) do vídeo, direto da barra de endereços de seu navegador, e cole-a abaixo:

Todos os comentários são moderados pela equipe MilkPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração. Obrigado.

SEU COMENTÁRIO FOI ENVIADO COM SUCESSO!

Você pode fazer mais comentários se desejar. Eles serão publicados após a analise da nossa equipe.

VÂNIA ANGELA KOHL

CUIABÁ - MATO GROSSO - INSTITUIÇÕES GOVERNAMENTAIS

EM 13/05/2019

Concordo com todos!! com certeza um retrocesso!!! E pior ainda vinda de uma Câmara Setorial do Leite que deveria estimular produtores e indústrias a melhorarem cada vez mais a qualidade do leite para fornecer um produto com segurança alimentar e estimular a exportação.Lamentável.
MAYARA SOUZA PINTO

RIO DE JANEIRO - RIO DE JANEIRO - INSTITUIÇÕES GOVERNAMENTAIS

EM 13/05/2019

Faz 14 anos que a Instrução Normativa Nº 51/2002 entrou em vigência e passamos a trabalhar com limites de contagem bacteriana e de células somáticas no leite cru. Não há que se falar em mais tempo para adequação se o MAPA manteve o padrão de Contagem Bacteriana do leite no produtor (300.000 UFC/mL), que está vigente desde 2014. É extremamente injusto que se cobre dos produtores, mas que se permita desvios no transporte e na logística de coleta pelos laticínios abrindo mão de um padrão de qualidade do leite pré-beneficiamento. O objetivo da norma é que o leite obtido com qualidade na propriedade se mantenha com qualidade até o produto final e não que isto se perca no caminho. Os produtores e os consumidores merecem respeito!
JOSE LAIRIHOYJOSEOPEN WAY

CAXIAS DO SUL - RIO GRANDE DO SUL - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 13/05/2019

Sorte os consumidores nao saber o que e 900.000 CBT , do contrario nunca mais beben leite .
MARCIO RIBEIRO PINTO

ITAPURANGA - GOIÁS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 12/05/2019

Adiar a implementação das INs 76 e 77 é, no mínimo, uma tremenda falta de respeito aos produtores que investiram, lutaram e se endividaram para produzir um leite de melhor qualidade, digno de consumo da população. Protelar a implantação das citadas INs é a forma mais autêntica de desmotivar e destruir esses empreendedores que buscam constantemente produzir e levar até a mesa dos consumidores alimentos seguros e saudáveis. É privilegiar os produtores/segmentos que são os sanguessugas da atividade, que nada investem, nada evoluem, simplesmente extraem o máximo sem nada contribuir para engrandecimento da atividade.
JOSE DEUSDETE DE SOUZA

GOIÂNIA - GOIÁS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 12/05/2019

É inacreditável que no brasil ao invés das pessoas físicas ou jurídicas fazerem uma força tarefa unir todos os elos da cadeia e procurarem estar dentro das normas procuram sempre um jeitinho politico para continuarem tocando a coisa de qualquer jeito . Estas mesmas empresas que ora procuram se safar das normas estabelecidas a anos vem exigindo utilizando deste artificio para continuarem pagando um preço baixo pelo produto a maioria dos produtores hoje já estão dentro da norma tanto quanto CBT, CCS E BOAS PRATICAS AGROPECUÁRIA mas a industria sempre empurrou o fardo para as costa do produtor agora que elas vão ter que dizer se tem competência para se estabelecer e manter excelência no que se propõe a fazer querem se esquivar. Não tem que prorrogar nada isso só vai prejudicar aquele produtor que busca e preza excelência e qualidade no seu produto e dar credito o paraquedista ou irresponsável que não tem nenhum compromisso e e responsabilidade para com a cadeia produtiva de produtos lácteos.
GUIDO WANDERLEY

PESQUISA/ENSINO

EM 10/05/2019

Parece piada o que acabei de ler. É difícil se ter uma CBT de 900 mil na plataforma da indústria?
No mínimo isso demonstra o quão sucateado é a logística da captação. O produtor correr atrás enquanto a indústria pelo poder que tem não investe na melhoria da captação, acho ridículo o argumento!
CLAUDINEI LUIS WERNER

SÃO MARTINHO - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 12/05/2019

Nem da pra acreditar nisso 900 mil e nós batendo pra baixar de 10 mil
GILSON GONÇALVES COSTA

GOIÂNIA - GOIÁS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 10/05/2019

Senhores (as)
Em outra oportunidade, já disse que essas INs, cujas exigências estão sendo proteladas desde 2002, só serão plenas daqui a uns 100 anos. Sempre tem alguém querendo tirar um proveito, em cima dos que se adequaram, investiram e as vezes acumulam prejuízos por falta da efetiva aplicação das normas.
UFC é a higiene na obtenção do leite e 900 mil é uma enormidade portanto, se quisermos chegar numa condição de exportador e dizer que temos um leite de qualidade, simplesmente temos de nos adequar a essa INs. O tempo para informações a respeito, caducou. Vamos trabalhar e parar de empurrar. Já passou da hora de ainda vermos leite, transportado em latões, em motos e etc.
Quem está produzindo dentro das normas, já existentes, que são a maioria, estão tendo sua produção desvalorizadas pela concorrência de produtos fora do padrão e que ainda atentam contra a saúde pública.
Se esses adiamentos não cessarem, o leite fora do padrão tende a aumentar pois muitos dos que se enquadraram começarão a abandonar a atividade.
Gostaria de deixar claro que produzo leite ha 40 anos e portanto passei por todas as fases.
Obrigado
Gilson G. Costa
ANTONIO NONATO DE OLIVEIRA

GOIÂNIA - GOIÁS - PESQUISA/ENSINO

EM 10/05/2019

Boa tarde Gilson e et al., concordo com o que foi dito por você em gênero, numero e grau. Essa argumentação dos pedem prorrogação de prazo para se adequarem a nova norma, vem desde a IN 51.,(remonta quase a época de Abraão e Moisés), discurso extremamente ultrapassado. Grato pela atenção. Antonio Nonato Oliveira
EM RESPOSTA A ANTONIO NONATO DE OLIVEIRA
MARCOS OLIVIER DALSTON

GUARANI - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 10/05/2019

Caros amigos,
Concordo plenamente com que foi dito pelos senhores. Chega de adiar normativas e mandar leite para os laticínios que não atendem as normas mínimas de higiene. Coitado do produtor que passou os últimos anos investindo em qualidade e não recebe o que merece. O governo não deve atender a mais um adiamento para produzir leite de qualidade. Basta!
Marcos Olivier Dalston
Guarani, MG
EM RESPOSTA A MARCOS OLIVIER DALSTON
VANDIR REGIS DA SILVA PAIVA

PORTO ALEGRE - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 12/05/2019

Boa tarde.
O leite com 900 mil é o que da lucro para os laticínios pagam o menor preço ( tabela organizada pelos mesmos) . Quando toca para eles investirem querem tirar o corpo fora. Sabem comprar e massacrar os
os produtores , mas quando chegam as redes de super mercados abrem as pernas um quer vender mais barato que o outro.
Chega ser divertido a cada semana tem uma marca em promoção .
EM RESPOSTA A MARCOS OLIVIER DALSTON
MARCOS OLIVIER DALSTON

GUARANI - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 12/05/2019

Caros amigos,
Olha só que interessante. A Ministra Tereza Cristina viajou para a Ásia liderando uma comitiva composta por empresários, parlamentares e representantes do governo para abertura de mercado dos nossos produtos agropecuários inclusive LÁCTEOS e a Câmara Setorial do Leite solicita adiamento das INs 76 e 77. Não é um absurdo!! É uma incoerência.
A Ministra Tereza Cristina me parece uma pessoa muito competente, conhece bem os problemas da cadeia do leite e não pode ceder a pressões que levem a um retrocesso.
Marcos Olivier Dalston
Guarani, MG