O secretário de Política Agrícola do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), Ivan Wedekin, fará palestra hoje (04), às 14 horas, no Grande Hotel Tropical, em Araxá, MG, durante o 3o Congresso Internacional do Leite, um fórum de discussões para produtores, lideranças do setor, estudantes e profissionais da assistência técnica e extensão rural.
Wedekin falará sobre as perspectivas do agronegócio brasileiro no cenário mundial e as políticas para o fortalecimento do setor. No evento, os especialistas têm abordado as experiências do cooperativismo de leite no Brasil e no mundo, a exemplo da transformação das pequenas cooperativas em grandes forças na Nova Zelândia e em outros países. O ministro Roberto Rodrigues acredita que essa é uma tendência mundial.
O secretário também participará da primeira reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Leite do Conselho do Agronegócio (Consagro). Em discussão, a reestruturação do setor, a busca de renda adequada aos produtores e a garantia de qualidade dos produtos lácteos aos consumidores.
Além disso, governo e setor privado avaliarão a criação de uma campanha de estímulo ao consumo de leite no País, e a inclusão do produto na merenda escolar e na cesta básica para efeitos de reforma tributária.
Com relação ao aumento do consumo, as discussões ganharam argumentos científicos. A SBEM (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia), que passou a fazer parte da Câmara, alerta para a queda do consumo por crianças e adolescentes em benefício da ingestão de refrigerantes. A presidente Valéria Guimarães disse que isso pode gerar "graves problemas de saúde pública ao País no futuro", como o crescimento da osteoporose.
A SBEM defende que os benefícios do uso de leite em programas de combate à desnutrição superam, inclusive, possíveis restrições relacionadas à intolerância à lactose. "Temos 6% de nossa população desnutrida, um alto índice de mortalidade e de doenças relacionadas a este fato. Por isso, o leite e seus derivados são fontes importantes de calorias, proteínas e cálcio, podendo prevenir e reverter sérios problemas de saúde pública como a osteoporose", acrescentou Valéria.
Hoje, o consumo de lácteos no Brasil, entre nove e 18 anos de idade, varia entre 700 ml e um litro por dia. O ideal, segundo a SBEM, é uma ingestão entre 1,2 e 1,5 litro diário. O Brasil é o quinto maior produtor mundial de leite e derivados, mas o consumo per capita de 130 litros por ano está bem abaixo dos 175 litros recomendados pela OMS (Organização Mundial da Saúde).
Fonte: Assessoria de Imprensa do Mapa, adaptado por Equipe MilkPoint
Câmara Setorial do Leite discute aumento do consumo em Araxá, MG
Publicado por: MilkPoint
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