Um dos grandes entraves da reforma agrária é viabilizar economicamente as famílias assentadas para evitar o êxodo e o círculo vicioso do sistema, que acaba por não resolver o problema. Por conta disso, o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) já elabora projetos para agregar valor e renda à produção nos 124 assentamentos realizados em Santa Catarina.
Na semana passada, foram repassados R$ 300 mil do MDA (Ministério de Desenvolvimento Agrário) para a Prefeitura de Abelardo Luz. O dinheiro será investido em um caminhão resfriador de leite e um supermercado, beneficiando os 1,5 mil assentados.
O objetivo é incentivar a cadeia produtiva do leite, por meio da instalação de uma filial da Cooperaste (Cooperativa Regional de Comercialização do Extremo-Oeste), afiliada da Cooperativa Central da Reforma Agrária.
Atualmente, a Cooperaste recebe 200 mil litros por mês de Abelardo Luz, o que corresponde a um dia da atual capacidade. O secretário-geral da Cooperativa, Euclides Rodrigues, disse que têm sido investidos R$ 5 milhões em uma máquina de processamento de leite, o que aumentará a industrialização mensal de seis para dez milhões de litros, a partir de março.
Rodrigues destacou que a cidade tem grande potencial de expansão para fornecer matéria-prima para a indústria atingir plena capacidade em quatro meses.
O leite e derivados são comercializados através da marca Terra Viva, que identifica os produtos oriundos da reforma agrária.
Fonte: Diário Catarinense (por Darci Debona), adaptado por Equipe MilkPoint
Cadeia do leite recebe incentivos em assentamentos de SC
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