O brasileiro consome pouco leite, de acordo com avaliação de Paulo Portilho, presidente da Láctea Brasil. O consumo per capita de leite no país, segundo ele, é de cerca de 130 litros (l) por ano, número bem distante dos 175 l/habitante/ano recomendados pela OMS (Organização Mundial da Saúde). Na Argentina, por exemplo, o consumo supera o preconizado, girando em torno de 220 l/habitante/ano.
Segundo Portilho, os brasileiros bebem somente 32 litros de leite fluído/ano contra 70 litros de refrigerante e 52 litros de cerveja. Para ele, o baixo consumo de leite não pode ser creditado simplesmente à renda dos brasileiros. ''Um litro de leite custa menos do que um litro de refrigerante ou uma garrafa de cerveja e mesmo assim não é a bebida mais consumida pelo brasileiro'', argumentou.
Já a engenheira agrônoma Maria Sílvia Digiovani, do departamento técnico e econômico da Faep (Federação da Agricultura do Paraná), acredita que o principal entrave para o consumo seja a baixa renda do consumidor. Partindo desse pressuposto, não vê como positivas as perspectivas para o setor.
Um estudo realizado pela federação apontou que dentro de dez anos irá sobrar muito mais leite do que já vem sobrando hoje em dia no mercado brasileiro. O único jeito de absorver a produção nacional, segundo ela, ''é exportar e, para isso, precisamos investir em qualidade, pois o mercado externo é bastante exigente''.
O grande desafio da cadeia, complementou Portilho, é conscientizar o consumidor sobre a importância do leite para a saúde humana. ''Hoje, nosso consumo de leite e lácteos per capita é insuficiente para garantir a saúde de jovens e o controle da osteoporose em idosos'', alertou.
Para estimular o consumo, o presidente da Láctea Brasil sugere o marketing institucional. Ele ressaltou o caso dos Estados Unidos, onde o consumo de lácteos beira 260 litros/habitante/ano. ''Isso só ocorreu porque a cadeia produtiva percebeu que só iria se fortalecer investindo em qualidade e na valorização do produto junto aos consumidores'', declarou.
Fonte: Folha de Londrina/PR (por Mariana Guerin), adaptado por Equipe MilkPoint
Baixo consumo pode fazer sobrar leite no Brasil
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ROBERTO HAMILTON FENOCI FILHO
VARGINHA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 29/11/2005
Infelizmente é uma vergonhosa realidade, mas não podemos deixar esquecido. Temos que partir sempre de um princípio: nosso governo não tem interesse se o produtor está sendo bem remunerado ou não em sua atividade, e o que mais importa diante deste cenário é que o mercado esteja abastecido e que o produto seja mais acessível à população carente, já que se trata de produto de primeira necessidade.
Talvez nossas lideranças tenham competência política em um futuro próximo. Criar cotas de produção e controlar rigorosamente as leis a serem cumpridas, tanto sanitárias como de produção, industrialização e comercialização em nosso país.
Talvez nossas lideranças tenham competência política em um futuro próximo. Criar cotas de produção e controlar rigorosamente as leis a serem cumpridas, tanto sanitárias como de produção, industrialização e comercialização em nosso país.

SANDRO PIRES DA SIVA
APARECIDA DE GOIÂNIA - GOIÁS - INSTITUIÇÕES GOVERNAMENTAIS
EM 28/11/2005
Nós temos que melhorar e muito o marketing do leite, fazer um trabalho de conscientização, falar mais dos benefícios que ele traz para toda a população e, principalmente, um produto barato, com isto aumentando o consumo interno.