A Austrália e seus aliados em comércio agrícola, entre eles o Brasil, pediram nesta quarta-feira (28), em Davos, que Bruxelas revogue sua decisão de oferecer subsídios para produtos lácteos exportados pela União Européia. Embaixadores comerciais do Grupo de Cairns - uma coalizão de 19 países incluindo Brasil, Nova Zelândia, África do Sul, Canadá e Indonésia - disseram que a medida da UE para proteger seus produtores pode de fato prolongar os problemas econômicos mundiais.
"Medidas crescentes de distorção do comércio e protecionismo em um momento de crise carregam consigo um preço muito alto", disseram eles em um comunicado conjunto apresentado em Genebra, onde ficam os escritórios da Organização Mundial de Comércio. "A reintrodução de subsídios de exportação neste momento deve derrubar os preços internacionais para níveis baixos artificiais e, no mínimo, prolongar a atual contração."
Bruxelas afirmou na semana passada que vai reintroduzir os subsídios de exportação sobre a manteiga, queijo e leite em pó integral e desnatado, que estavam suspensos desde 2007, "em resposta à séria situação no mercado de lácteos da UE, causada por uma recente queda dos preços ao produtor".
Respondendo ao comunicado do Grupo de Cairn, a UE disse que os subsídios à exportação foram retomados como uma medida temporária e não devem ter efeito sobre os preços mundiais. "Essa decisão não afeta de maneira nenhuma nosso compromisso geral com a eliminação de subsídios de exportação como parte de (as negocieções comerciais de) Doha", disse o executivo da UE, que supervisiona a área de comércio para o bloco de 27 membros, em um comunicado à Reuters.
O diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, divulgou na terça-feira (27) um relatório aos 153 Estados membros da organização, dizendo aos países para resistirem ao impulso de adotar medidas protecionistas durante os distúrbios econômicos.
As informações são do Invertia, adaptadas e resumidas pela Equipe MilkPoint.
AUS e Brasil pedem fim de subsídio a produtos lácteos
A Austrália e seus aliados em comércio agrícola, entre eles o Brasil, pediram nesta quarta-feira (28), em Davos, que Bruxelas revogue sua decisão de oferecer subsídios para produtos lácteos exportados pela União Européia. Embaixadores comerciais do Grupo de Cairns - uma coalizão de 19 países incluindo Brasil, Nova Zelândia, África do Sul, Canadá e Indonésia - disseram que a medida da UE para proteger seus produtores pode de fato prolongar os problemas econômicos mundiais.
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