Aumento no consumo de pizza faz aumentar demanda por mussarela nos EUA

Publicado por: MilkPoint

Publicado em: - 2 minutos de leitura

Ícone para ver comentários 0
Ícone para curtir artigo 0

O crescente aumento no consumo de pizza nos Estados Unidos é uma boa notícia para a indústria de lácteos de Wisconsin. "A demanda por mussarela vem crescendo gradativamente. As pessoas estão indo ao Pizza Hut ao invés do McDonald's; estão comprando pizza congelada nos supermercados", disse Dave Fuhrmann, vice-presidente da divisão de queijos da Foremost Farms, uma das maiores cooperativas de leite do país.

A companhia de lácteos Baraboo, por exemplo, que faz parte da Foremost, aposta tanto na contínua demanda por queijo mussarela que está completando um projeto de US$ 25 milhões, que transformará sua fábrica de 30 anos de queijo cheddar em um moderno e tecnificado centro de produção de queijo mussarela (Richland Center). O projeto oferece uma esperança para a indústria de lácteos de Wisconsin, que está lutando para se manter na posição de maior produtor de queijos dos EUA, enquanto estados do oeste, como por exemplo a Califórnia, produzem maior quantidade de leite, a preços mais baixos. Wisconsin é responsável pela produção de 27% do queijo do país. A Califórnia produz 17%.

Porém, um estudo de viabilidade revelou que o financiamento e o fornecimento de leite são insuficientes para atender a demanda de grandes indústrias produtoras de queijos. "O fornecimento de leite é um problema em andamento. Nós temos um mercado maior para queijos do que leite", disse John Umhoefer, diretor executivo da Wisconsin Cheese Makers Association. As companhias de queijos do Estado importam leite em pó para suprir essa deficiência.

A conversão da produção para a mussarela, no Richland Center, é um bom sinal, segundo Sandy Chalmers, porta-voz do Departamento de Agricultura, Comércio e Proteção ao Consumidor do Estado de Wisconsin. "Há um contínuo reinvestimento na indústria de lácteos de Wisconsin", disse ela.

"Nós estamos com problemas para competir com fábricas do oeste do país devido aos seus baixos custos de produção", disse Fuhrmann, explicando que os preços do leite são menores nos estados dessa região dos EUA, de forma que os produtores de queijos estão construindo fábricas altamente tecnificadas. "Nossa cooperativa é responsável pelos seus membros. Nós achamos que poderemos agregar valor reinvestindo nesse setor", disse ele.

A Foremost abrange 4500 produtores de leite de Wisconsin, Minnesota, Iowa, Illinois, Indiana, Ohio e Michigan. A confecção de queijo mussarela é bastante diferente da confecção de queijo cheddar. Sendo assim, a fábrica teve que ficar fechada de agosto de ano passado até maio desse ano, antes que a primeira produção de mussarela fosse feita. A Foremost já produz queijo do tipo mussarela em outras sete fábricas do país.

Atualmente, o Richland Center opera cinco dias por semana. Até o final do ano, Foremost espera que a fábrica passe a operar sete dias por semana, e produzir cerca de 90,718 mil quilos de queijo por dia. Cerca de metade da mussarela produzida no centro será destinada à produção de pizzas.

O queijo do tipo mussarela é um produto importante da Foremost Farms. O produto é responsável por aproximadamente metade das vendas da cooperativa, que totalizou US$ 1,1 bilhão em 2000. No ano passado, 45% do queijo da Foremost vendido era do tipo mussarela; nesse ano, a porcentagem deverá subir para 60%. "Há 10 anos as pessoas achavam que o mercado para queijo mussarela estava saturado. Hoje, nós estamos produzindo mais mussarela que cheddar em Wisconsin", disse Fuhrmann.

fonte: The Wisconsin State Journal, adaptado por Equipe MilkPoint
Ícone para ver comentários 0
Ícone para curtir artigo 0

Publicado por:

Foto MilkPoint

MilkPoint

O MilkPoint é maior portal sobre mercado lácteo do Brasil. Especialista em informações do agronegócio, cadeia leiteira, indústria de laticínios e outros.

Deixe sua opinião!

Foto do usuário

Todos os comentários são moderados pela equipe MilkPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração.

Qual a sua dúvida hoje?