Na semana passada os produtores de leite e as indústrias do Chile constituiram formalmente a anunciada Associação de Exportadores de Lácteos. Após uma marcada relação de desavenças entre ambos os setores no que se refere à fixação de preços de compra do leite, esta nova instituição os unirá em uma tarefa que, para o vice-secretário da Agricultura do país, Arturo Barrera, "é a única proposta consistente que dará dinamismo ao setor lácteo, às exportações".
A constituição deste órgão privado faz parte do programa de desenvolvimento elaborado pelo Ministério da Agricultura do Chile para aumentar para US$ 100 milhões as exportações de produtos lácteos até 2005, valor significativo considerando que 2002 fechou com exportações de US$ 43,5 milhões.
"Esta associação é imprescindível para consolidar o projeto exportador, mas isso não resolverá os problemas que existem entre as indústrias e os produtores. Nós temos dito que ambos têm que se reconhecer como sócios estratégicos em uma aposta de médio e longo prazo, que é a exportação".
Este agrupamento privado formado por produtores de leite, queijeiros e indústrias de lácteos do Chile terá como foco de suas atividades apoiar o plano exportador, gerar um sistema de informação para o mercado externo, estudar novos mercados e contribuir na criação de uma marca genérica que seja vendida como líder em produtos lácteos.
Consenso interno
Porém, a prova de fogo deste grupo é chegar a um consenso interno para distribuir cotas de exportação de 1500 toneladas de queijos, que abre o acordo comercial com a União Européia (UE), trabalho que também terão na divisão da cota de leite alcançada no Tratado de Livre Comércio (TLC) com os Estados Unidos.
Juntamente com esta associação o Ministério da Agricultura chileno continuará trabalhando. Barrera explicou que, para o final de abril, está sendo programada uma missão comercial à China. Além disso, o Chile estuda mandar uma missão também ao Japão.
Segundo o vice-secretário, o desempenho do setor leiteiro chileno será melhor neste ano do que o registrado no ano passado, período marcado por uma queda de 50% no preço internacional do leite, que ficou em cerca de US$ 1200 a tonelada, o que deverá incidir em um aumento das exportações, que deverão ultrapassar a marca de US$ 50 milhões.
Fonte: El Diario, adaptado por Equipe MilkPoint
Associação de Exportadores de Lácteos do Chile começa a funcionar
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