Assistência técnica aumenta produção leiteira na BA

Publicado por: MilkPoint

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O produtor rural Paulo Roberto Brandão da Silva não se cansa de relatar o avanço que obteve na produção de leite em sua propriedade, após a intervenção do programa Cadeia Agroindustrial do Leite na Bahia, do Sebrae. Não é para menos, pois em um período de quatro anos a produção do rebanho de 100 vacas saltou de 50 litros de leite/dia para 500 litros/dia.

O "milagre" da multiplicação acontece não apenas na fazenda Uberlândia, mas em todas as outras, um total de 11, assistidas por técnicos do Sebrae na região de Ribeirão do Largo. Segundo Silva, antes de participar das ações, os produtores lançavam mão apenas da pecuária extensiva, o que trazia baixos resultados. "Resolvemos então procurar a assistência técnica para implementar mudanças na forma de produção", disse.

Entre as orientações, os profissionais sugeriram a produção de cana em paralelo ao sistema rotacionado de pastagem. "Plantamos um canavial em uma área irrigada, para suporte aos 100 animais. Isso nos dá apoio para fazer cocho com cana e uréia na entressafra", explicou Brandão. A fazenda, de 320 hectares, tem 33 ha reservados à pecuária leiteira e quatro hectares com plantação irrigada de cana.

Sua esperança, com base no trabalho executado na fazenda, é chegar a sete litros de leite por dia (por vaca). "Isso equivale a 700 litros/dia com estes mesmos animais e, por conseqüência, a viabilidade da atividade na propriedade", ressaltou o produtor, satisfeito com os atuais números. "A produção nacional, em torno de 3,5 kg/dia, deixa a desejar e nosso trabalho está em melhor condição, com cinco kg/dia de leite por vaca na entressafra".

O técnico do Sebrae, Cícero Alencar, relatou que o trabalho inicial na região começou em 2000, na fazenda Uberlândia, e que a equipe encontrou, na época, uma propriedade com um processo de produção bastante primário. "Firmamos parcerias com os órgãos de inspeção como Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), Escola Média de Agropecuária Regional da Seplan (Emarc), Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA) e a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) e partimos para um diagnóstico inicial, que estabeleceu prioridades ao longo desses anos, como o pastejo rotacionado, uma genética melhorada, uma alimentação mais adequada para o gado de leite", detalhou.

Alencar enfatizou que este trabalho é pioneiro na região de Itapetinga. "Agora vamos avançar cada vez mais na questão da gestão e dos comitês regionais. Tudo isso tem contribuído bastante, tanto para o desenvolvimento local, quanto para o do produtor. Antigamente o que gerava a produção era a enxada, hoje é a tecnologia", finalizou.

Fonte: A Tarde/BA, adaptado por Equipe MilkPoint
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