Argentina: Governo negocia redução de preços dos lácteos no varejo

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Depois de fazer os primeiros acordos para baixar os preços do frango e de alguns cortes de bovinos, o Governo da Argentina abriu uma nova frente de batalha com a indústria leiteira. Na semana passada, o secretário da Agricultura, Pecuária, Pesca e Alimentos, Miguel Campos, apresentou aos representantes do setor leiteiro a proposta oficial que contempla uma redução de 4% no preço do leite fluido e de alguns queijos.

O pedido oficial agora deverá ser analisado no Centro da Indústria Leiteira (CIL) que dará sua resposta. No entanto, o proprietário da La Sereníssima, Pascual Mastellone, já adiantou que o setor não pode reduzir seus preços "porque os custos não permitem".

Inicialmente, a intenção oficial era negociar com a indústria uma redução limitada do leite fluido, mas na última hora, decidiu-se ampliar seu pedido e incluir alguns outros produtos, como alguns queijos. A ampliação responderia a dois objetivos. Primeiro, conseguir que a medida tenha um impacto maior no índice de preços ao consumidor (IPC) que inclui, além do leite, vários tipos de queijos. Em segundo lugar, o Governo argentino busca impedir que o esforço de redução recaia somente sobre uma empresa e fazer com que seja mais democrático, considerando a alta participação que a Mastellone Hermanos tem no negócio de leite fluido.

Mastellone, no entanto, mostrou-se cético com relação à capacidade que a indústria tem para aplicar uma redução. "O primeiro aumento que fizemos neste ano foi em fevereiro, de 4%, e nos dois últimos anos não aumentamos nada". O dono da La Sereníssima disse também que sua empresa não está em condições de pôr no mercado leite fluido por menos de 1,20 pesos (41,22 centavos de dólar) como é o objetivo do Governo.

A negociação com os produtores de lácteos é parte da nova política do Governo argentino para alcançar acordos específicos com as principais indústrias de alimentos para estabelecer uma cesta de produtos básicos cujos preços se mantenham estáveis durante os próximos três meses.

Os primeiros convênios foram feitos com os produtores de aves - que se comprometeram a reduzir em 9% o preço do frango inteiro - e com os frigoríficos de carne bovina, que aceitaram começar a vender às grandes cadeias de supermercado seus cortes populares com preços 10% mais baixos.

Em 22/03/05 - 1 Peso Argentino = US$ 0,34352
2,91100 Peso Argentino = US$ 1 (Fonte: Oanda.com)


Fonte: La Nación (por Alfredo Sainz), adaptado por Equipe MilkPoint
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