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MG: Araxá será palco do primeiro Mundial do Queijo do Brasil

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 07/08/2019

4 MIN DE LEITURA

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Araxá, no Alto Paranaíba, sediará a primeira edição do Mundial do Queijo do Brasil. O evento, que ocorrerá de 8 a 11 de agosto, é considerado fundamental para a divulgação do Queijo Minas Artesanal (QMA) e para a capacitação dos produtores. O mundial contará com concurso de variados tipos de queijos, para o qual são esperadas inscrições de 1 mil produtos nacionais e internacionais. O evento será realizado pelo Guilde Internationale des Fromagers e SerTãoBras.
 
De acordo com o analista do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Alessandro Henrique de Souza, o evento ocorrerá nos moldes do Mondial du Fromage, que aconteceu em Tours, na França, em junho. Este premiou os melhores queijos do mundo, e o Brasil conquistou 56 medalhas, entre superouro, ouro, prata e bronze, competindo com 950 queijos de 40 países. Somente os queijos de Minas Gerais conquistaram 51 medalhas.
 
“Em função dos bons resultados dos queijos brasileiros, principalmente dos mineiros, no concurso realizado na França, a organização do evento achou importante realizar uma edição no Brasil e Araxá foi escolhido para sediar o Mundial pelas medalhas já conquistadas no concurso francês e pela estrutura apropriada para receber o público. É uma forma de valorizar o Brasil e a produção de queijos”, explicou.
 
Araxá é uma das regiões de Minas Gerais reconhecidas como produtora do Queijo Minas Artesanal. A região queijeira de Araxá é composta por 11 municípios: Campos Altos, Conquista, Ibiá, Pedrinópolis, Perdizes, Pratinha, Sacramento, Santa Juliana, Tapira e Uberaba, além de Araxá. A produção de leite nos municípios integrantes gira em torno de 1 milhão de litros ao dia, sendo que, desse volume, 40% são destinados à produção de queijo.
 
No concurso que será realizado durante o Mundial do Queijo do Brasil serão avaliados diversos tipos de queijos e outros produtos lácteos do Brasil e do mundo. Até o momento, já foram inscritos 600 produtos. A expectativa é de que a maioria dos queijos seja de Minas Gerais. A projeção é receber em torno de 1 mil inscrições. No evento, haverá uma feira de negócios na qual serão comercializados queijos produzidos no Estado, desde que os mesmos sejam legalizados e possuam algum registro que garanta a segurança alimentar. Serão 40 estandes com produtos variados. Também haverá um espaço voltado para gastronomia.
 
Além do concurso e da feira, o Mundial do Queijo do Brasil contará com palestras e cursos para a capacitação de produtores, técnicos e profissionais envolvidos com a cadeia produtiva do queijo.
 
“O evento tem o objetivo de levar informação ao produtor de queijos, principalmente, aos pequenos, que, muitas vezes, não têm como acessar. As palestras e cursos terão o propósito de orientar os produtores em relação à valorização dos queijos e a entender como promover a agregação de valor”, destacou Souza.
 
Vitrine
 
A expectativa é que, nos próximos anos, sejam realizadas mais edições do Mundial no Brasil. Receber o evento em Minas Gerais é considerado um importante avanço para a cadeia produtiva, que ainda enfrenta diversas barreiras, principalmente, em relação à legislação. Também é uma chance de apresentar a qualidade e a variedade de produtos mineiros para o público internacional.
 
“A realização do Mundial em Minas Gerais mostra a força dos queijos no Estado, a importância do produto para a economia. Com a conquista de medalhas na França, nas últimas três edições do mundial, os produtores mineiros conseguiram avanços importantes na legislação, como o Selo Arte, por exemplo. Mas ainda se tem um longo caminho a percorrer para conquistar e ampliar o mercado, principalmente, para podermos exportar o queijo, o que ainda não foi conquistado pelo setor”, disse o analista do Sebrae.
 
Festival gera R$ 1 milhão em negócios
 
A terceira edição do Festival do Queijo Minas Artesanal, promovido pelo Sistema Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Sistema Faemg) e Sebrae Minas, em 27 e 28 de julho, na Serraria Souza Pinto, superou as expectativas. Durante os dois dias, foram vendidos 2.300 queijos, ou cerca de duas toneladas. O festival movimentou R$ 1 milhão em negócios. E os 50 expositores comemoraram as vendas de queijos e de outros produtos mineiros, como azeites, cafés, cachaças, vinhos, cervejas, geleias, pimentas, doces, temperos e artesanatos.
 
“Hoje, há uma demanda crescente dos consumidores por produtos artesanais. O momento é favorável ao setor”, diz o superintendente-técnico da Faemg, Altino Rodrigues Neto. “Por causa dos contatos realizados no festival, terei que aumentar a produção em mil quilos por mês”, afirma o produtor Alexandre Honorato, de Araxá.
 
“Os queijos acabaram no primeiro dia. Um grupo de produtores teve que ir de madrugada à Canastra buscar mais para atender à demanda do domingo”, conta a gerente-técnica da Associação dos Produtores de Queijo Canastra (Aprocan), Valéria Rodrigues. Segundo ela, as vendas triplicaram na comparação com o festival de 2018.
 
Maior adesão
 
Nove mil pessoas passaram pela Serraria, público 13% maior que o estimado pela organização do festival. Os cardápios elaborados pelos sete chefs convidados para representar cada uma das regiões demarcadas do Estado – Araxá, Campo das Vertentes, Canastra, Cerrado, Serra do Salitre, Serro e Triângulo – agradaram o paladar dos visitantes: foram vendidos 5,5 mil pratos nos dois dias.
 
Aproximadamente 200 pessoas participaram dos workshops promovidos durante o evento. Foram 12 horas de programação. Já o Seminário dos Queijos Artesanais de Minas Gerais, em 25 e 26 de julho, reuniu 180 participantes ligados à atividade queijeira.
 
As informações são do jornal Diário do Comércio.

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PAULO VITTORAZZE

BRASÍLIA - DISTRITO FEDERAL - ESTUDANTE

EM 08/08/2019

Queijo mineiro, um problema sério de vigilância sanitária, a grande maioria dos produtores mineiros não são fiscalizados pelos órgãos que deveria fiscalizar, os próprios fiscais são pequenos produtores de queijos artesanais. Esta história de que queijo mineiro é cultura, folclore, tradição e sustenta pequenos agricultores e pecuaristas, é balela. Em primeiro lugar vem a segurança alimentar.
JULIO RODRIGUEZ

CABO FRIO - RIO DE JANEIRO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 08/08/2019

Paulo, corajoso seu comentário! Vale à reflexão e a discussão aprofundada para separar quem faz direito dos oportunistas. Só um detalhe: no Brasil confundimos segurança alimentar (oferta de alimentos em níveis razoáveis para todos), com alimento seguro, que entendo ser o caso. Parabéns por levantar o assunto!
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