Aqua Capital faz mais uma aquisição na área de lácteos

A Ultracheese, plataforma de queijos da Aqua Capital, gestora de fundos de private equity voltada ao agronegócio, anunciou ontem a aquisição da Búfalo Dourado, fabricante paulista de queijos de búfala. O valor do negócio não foi revelado, mas a compra faz parte de investimentos totais de R$ 40 milhões realizados nos últimos 12 a 18 meses pela gestora.

Publicado por: MilkPoint

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A Ultracheese, plataforma de queijos da Aqua Capital, gestora de fundos de private equity voltada ao agronegócio, anunciou ontem a aquisição da Búfalo Dourado, fabricante paulista de queijos de búfala. O valor do negócio não foi revelado, mas a compra faz parte de investimentos totais de R$ 40 milhões realizados nos últimos 12 a 18 meses pela gestora.

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No segmento, a Aqua Capital já controla o laticínio catarinense Lac Lélo e a mineira Cruzília, que produz queijos finos. A plataforma faturou R$ 370 milhões em 2019. “Temos crescido 25% ao ano, em média, e planejamos dobrar o faturamento em quatro anos”, afirmou Enrico Zito, executivo da gestora responsável pela Ultracheese. “Esse é um mercado muito fragmentado em que há espaço para consolidação”, afirmou o executivo, que mantém novas aquisições no radar mesmo em tempos de pandemia do coronavírus.

A Búfalo Dourado processa 10 mil litros de leite de búfala por dia e tem como carro chefe a fabricação de burratas, com foco no varejo. A empresa tem crescido 20% ao ano e até agora prevê faturar R$ 30 milhões em 2020. “O acesso a mais mercados será favorecido. Atuamos em São Paulo e no Rio de Janeiro, mas poderemos aproveitar a logística da Lac Lélo para chegar à região Sul do país”, afirmou Ricardo Rodriguez, sócio-fundador e ainda CEO da Búfalo Dourado.

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O ritmo de avanço da Ultracheese, contudo, dependerá da duração dos problemas causados pelo novo coronavírus. De acordo com Zito, da Aqua, outros R$ 10 milhões em investimento estavam previstos para a segunda fase da duplicação da fábrica da Lac Lélo neste ano, mas foram suspensos e serão reavaliados em até 90 dias.

Para este ano, está projetado um faturamento de R$ 500 milhões na plataforma de lácteos da gestora, incremento de 35% em relação a 2019. “Por enquanto, a perspectiva não muda, mas talvez chegue mais tarde”, disse Zito.

Mas o executivo reconhece que a manutenção dessa expectativa depende da duração do complicado cenário atual e das consequências da crise sobre os índices de desemprego. Ele estima que o segmento lácteo, para o qual poderia se esperar crescimento de 2% neste ano no país, deverá retroceder. “No ano que vem, porém, poderá ocorrer uma aceleração para compensar”.

No momento, as empresas da plataforma atuam com 70% a 80% da capacidade, situação que deverá perdurar por entre seis e oito semanas. “Também ajustamos o mix e direcionamos a produção para itens de consumo do dia-a-dia, num cenário em que o varejo está absorvendo o que era destinado para o food service”, afirmou Zito.

As informações são do Valor Econômico.

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