Agência Rural aumenta a fiscalização sobre os laticínios goianos

Publicado por: MilkPoint

Publicado em: - 1 minuto de leitura

Ícone para ver comentários 0
Ícone para curtir artigo 0

A Agência Goiana de Desenvolvimento Rural e Fundiário (Agência Rural) iniciou, segunda-feira, um reforço no programa de fiscalização dos laticínios do Estado de Goiás. Doze médicos veterinários passaram por treinamento na Agência, na Universidade Federal de Goiás e ainda no Ministério da Agricultura, e já começam a assumir seus postos em 14 regionais do Estado.

Cada um ficará responsável por fiscalizar, em média, 33 laticínios. Para o diretor de defesa agropecuária da Agência, Hélio Lourêdo da Silva, o número de veterinários é suficiente para atender às indústrias, mas caso haja aumento na demanda, outros profissionais serão treinados.

Silva afirmou que não serão aceitos laticínios clandestinos, sendo que, no início, será feito uma trabalho educativo, mas que rapidamente passará para a interdição dos estabelecimentos irregulares.

A ação da Agência é justificada. De dezembro para cá, 21 laticínios foram interditados e só um voltou a funcionar depois de readequar seus procedimentos. Entre as irregularidades mais comuns, a Agência descobriu falsificação de embalagens, falta de higiene e fraude no leite, com a adição de água, antibióticos, bicarbonato de sódio e até soda cáustica, além de casos de indústrias que vendiam um produto como se fosse outro.

Silva lembra que o recadastramento dos laticínios no estado encerrou no último dia 30 e aqueles que não atualizaram seu cadastro são considerados clandestinos perante a Agência. No total, são 368 laticínios cadastrados em Goiás, mas o órgão calcula que pelo menos outros 200 atuem sem a cobertura do Serviço de Inspeção Federal (SIF).

Multa

Aqueles que forem pegos funcionando sem documentação pagam multa de até 1 mil UFIR's, de acordo com o caso. Silva diz que o problema é mais grave na Grande Goiânia e no Entorno de Brasília, onde estão concentradas as indústrias, e onde concentra-se também, 50% dos consumidores.

Caso o laticínio seja interditado e volte a funcionar sem autorização, a Agência promove a denúncia ao Ministério Público, o que pode até acarretar na prisão do proprietário.

Silva acrescentou também que a sociedade tem um papel importante nesse processo, podendo fazer denúncias anônimas de estabelecimentos clandestinos.

(Por Rejane Braz, para Gazeta Mercantil, 11/04/01)
Ícone para ver comentários 0
Ícone para curtir artigo 0

Publicado por:

Foto MilkPoint

MilkPoint

O MilkPoint é maior portal sobre mercado lácteo do Brasil. Especialista em informações do agronegócio, cadeia leiteira, indústria de laticínios e outros.

Deixe sua opinião!

Foto do usuário

Todos os comentários são moderados pela equipe MilkPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração.

Qual a sua dúvida hoje?