Nos últimos três anos a cadeia produtiva do leite experimenta um crescimento acelerado em Santa Catarina. O estado caminha para se transformar na maior bacia leiteira do país. Fatores endógenos e exógenos concorrem para esta situação. Externamente, tradicionais produtores como Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul estão priorizando as plantações de cana-de-açúcar, em razão das perspectivas mercadológicas mundiais para o etanol, e abandonando a pecuária leiteira. Internamente, ocorre em Santa Catarina uma convergência de ações e investimentos para fortalecimento da cadeia. No campo, instituições como o Senar, o Sebrae, o Sescoop, as cooperativas, sindicatos e universidades desenvolvem em larga escala programas de formação profissional rural para qualificar a produção de matéria-prima.
É preciso destacar que o leite tem grande importância social e econômica para Santa Catarina: é produzido por 60.000 produtores rurais e está presente em 80% dos estabelecimentos com até 50 hectares. Portanto, deixou de ser uma atividade secundária e passou a ser uma das principais geradoras de renda para o produtor catarinense em razão da conjugação de vários fatores que tornaram o Estado o sexto maior produtor nacional, como as condições naturais favoráveis, a concentração da produção e a exclusão de produtores de outras cadeias produtivas, a adoção de sistemas eficientes de produção e a profissionalização dos criadores. O sucesso ou o fracasso econômico da atividade leiteira reflete-se de imediato no cotidiano de vasta parcela da população catarinense.
Nos pólos de produção, surgem novas e modernas indústrias de processamento e industrialização com a oferta de completa linha de produtos lácteos para o consumidor. Destaca-se, nesse contexto, a instalação de indústria própria de processamento de leite do sistema cooperativista que será uma das maiores da América Latina, como forma de recuperar o controle completo da cadeia produtiva. Hodiernamente podemos afirmar que há uma relação direta entre atividade leiteira bem sucedida e qualidade de vida no campo.
O extraordinário crescimento da cadeia produtiva do leite motivou a realização da primeira grande feira técnica e científica do segmento no sul do país, a Mercoláctea Milk Fair Feira Internacional do Setor Lácteo, programada para o período de 8 a 11 de abril deste ano, numa iniciativa da Associação Comercial e Industrial, Prefeitura Municipal, Faesc, Ocesc, Fecoagro, Agência T12 e outras entidades do agronegócio.
A expo-feira reunirá os fornecedores de insumos para todos os elos da cadeia, apresentando inovações tecnológicas pertinentes às várias etapas do processo produtivo, em especial, no campo (genética, nutrição animal e equipamentos) e na indústria (processamento, embalagem etc). O público visitante, estimado em 30.000 pessoas, é formado por produtores rurais, técnicos e dirigentes de laticínios, distribuidores, consumidores e demais agentes do setor econômicos. A expectativa é de que sejam oportunizados negócios da ordem de R$ 80 milhões de reais.
A Mercoláctea refletirá todas as mudanças e transformações em curso e permitirá projeções e análises dos cenários mais prováveis para os próximos anos. Esse exercício prospectivo será oportunizado pelo III Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite e pelo Seminário sobre tendências que acompanham a feira. De importador contumaz à exportador com crescente presença mundial, o Brasil encontra no leite muito mais que um elemento essencial à nutrição humana - consolida a segurança alimentar interna e afirma sua capacidade de produzir com qualidade para conquistar os mercados do planeta.
Mercoláctea: o leite em foco
Nos últimos três anos a cadeia produtiva do leite experimenta um crescimento acelerado em Santa Catarina. O estado caminha para se transformar na maior bacia leiteira do país. Fatores endógenos e exógenos concorrem para esta situação. Externamente, tradicionais produtores como Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul estão priorizando as plantações de cana-de-açúcar, em razão das perspectivas mercadológicas mundiais para o etanol, e abandonando a pecuária leiteira. Internamente, ocorre em Santa Catarina uma convergência de ações e investimentos para fortalecimento da cadeia. No campo, instituições como o Senar, o Sebrae, o Sescoop, as cooperativas, sindicatos e universidades desenvolvem em larga escala programas de formação profissional rural para qualificar a produção de matéria-prima.
Publicado por: José Zeferino Pedrozo
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