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Mastite: uma doença que dói no bolso do produtor

De animal para animal ou pelo contato com o ambiente contaminado: não importa a forma de contágio, a Mastite vira uma dor de cabeça para o produtor de leite.

As mastites podem se apresentar de duas formas: A subclínica (que não apresenta nenhuma alteração visual no leite) e a mastite clínica (quando há alterações visuais nas características do leite). Especialistas simularam o impacto econômico da mastite num rebanho de 100 vacas holandesas, considerando uma frequência média anual de 1% de mastite clínica. O resultado foi de quase 73 mil reais de perdas por ano. Numa frequência de 15%, os prejuízos subiram para quase 280 mil reais ao ano. Essas perdas ocorrem devido ao custo com descarte do leite, medicamentos, mão de obra para tratamentos e redução da produção.

E o pior: o tipo mais frequente de mastite é a forma subclínica, justamente a de maior impacto negativo na rentabilidade da fazenda leiteira. Isso porque esse tipo de mastite fica praticamente invisível no rebanho – não muda as características aparentes do leite, como a cor e a viscosidade, mas reduz sua qualidade e a produção dos animais. A única forma de identificarmos estes casos de mastite subclínica é através do aumento da Contagem de Células Somáticas (CCS), células de defesa do organismo que se concentram na glândula mamária quando há infecção local .

A transmissão dos agentes causadores da mastite pode ocorrer de uma vaca para outra através das próprias mãos dos ordenhadores e pelos equipamentos de ordenha, principalmente quando as condições de higiene são inadequadas. Aliado a isso, a falta de diagnóstico das mastites subclínicas faz com que vacas infectadas sejam ordenhadas junto a vacas saudáveis, aumentando o risco de transmissão. Até mesmo as moscas podem transmissores de alguns agentes responsáveis pelas mastites.

Outra forma da doença, a Mastite Clínica, está mais relacionada a outra dinâmica de contágio: normalmente pelo ambiente. Se as vacas estão estabuladas e ordenhadas em ambientes desafiadores (com lama, alta umidade, baixa higiene, etc.), os casos de mastite clínica tendem a aumentar. Essa forma da doença geralmente pode ser aguda e evidente. O leite pode apresentar mudança de cor e textura, formação de grumos, e até conter sangue e pus. Além disso, os quartos infectados ficam inchados, o que não ocorre nos casos subclínicos. Recomendamos a utilização do intramamário SPECTRAMAST® LC para o tratamento de mastites agudas e alívio dos sintomas clínicos.

Para o produtor, no entanto, ambos os tipos causam grandes prejuízos: diminuem a quantidade e a qualidade do leite produzido, aumentam os custos da produção e podem levar os animais cronicamente infectados ao descarte prematuro. Se você quiser saber mais detalhes sobre a mastite e como reduzir o impacto desta em seu rebanho, leia o eBook que preparamos sobre o tema <link ebook>

O pecuarista atento deve manter algumas medidas simples de manejo e higiene que ajudam a diminuir as chances de proliferação da mastite nos rebanhos.

Realizar frequentemente análises individuais de CCS no leite para identificar as vacas com mastite subclínica é o primeiro passo. Assim, no momento da ordenha, as vacas doentes devem ser ordenhadas por último, diminuindo as chances de contato daquelas saudáveis com as bactérias responsáveis pelas mastites.

Limpar e secar os tetos e materiais de ordenha, além de utilizar as técnicas de pré e pós dipping – para a correta desinfecção dos tetos antes e depois da ordenha – são medidas simples e eficazes no combate às mastites. Higienizar o ambiente e garantir uma ordenha livre de estresse para os animais também dificultam a ocorrência da mastite ambiental. Não é somente na prevenção da mastite que o manejo cuidadoso e adequado do animal faz a diferença: até na reprodução os ganhos são visíveis.

O produtor também deve adotar boas práticas na secagem, momento adequado para tratar as vacas que apresentavam mastite subclínica durante a lactação. Esse manejo, denominado “terapia da vaca seca”, permite a recuperação fisiológica da glândula mamária e preparação para a próxima lactação. Neste período há risco de novas infecções intramamárias, mas com a terapia da vaca seca, até 80% dos casos de mastite subclínica são resolvidos. Indica-se o tratamento da mastite subclínica no período seco pois durante a lactação a cura é muito menos eficaz e o custo não é vantajoso neste período.

A terapia de vaca seca é feita com o uso de antibióticos de longa duração administrados no momento da secagem e juntamente com a aplicação do selante de teto, conforme indicação do veterinário. Os antibióticos que indicamos para a terapia de vaca seca são os intramamários SPECTRAMAST® DC e ORBENIN® EXTRA DRY COW e o selante é TEATSEAL. Saiba mais sobre o portfolio contra a mastite da Zoetis clicando aqui.

Com nossos intramamários e com os cuidados e manejos adequados, quem ganha é o produtor: na qualidade do seu produto, no aumento da produtividade e no retorno de seus investimentos.

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