Cetose em vacas leiteiras: por que a detecção precoce faz diferença no resultado das fazendas?

Monitoramento contínuo do comportamento das vacas permite identificar animais com sinais precoces de cetose, reduzindo perdas produtivas e melhorando a eficiência nas fazendas leiteiras

Publicado por: MilkPoint

Publicado em: - 2 minutos de leitura

Ícone para ver comentários 0
Ícone para curtir artigo 0

 

O período de transição das vacas leiteiras, especialmente as semanas próximas ao parto, é considerado uma das fases mais delicadas dentro das fazendas. É justamente nesse momento que aumentam os riscos de distúrbios metabólicos, entre eles a cetose, uma doença que impacta diretamente a produção, a reprodução e a rentabilidade da atividade leiteira. 

Quando ocorre a cetose em vacas leiteiras? 

A cetose ocorre quando as vacas entram em balanço energético negativo, situação em que a demanda por energia supera a capacidade de ingestão alimentar energética do animal. Como consequência, o organismo passa a mobilizar gordura corporal de forma intensa, aumentando a produção de corpos cetônicos que se acumulam na corrente sanguínea. 

Quais os principais fatores para o desenvolvimento de cetose em vacas? 

Segundo publicação da Embrapa sobre cetose em vacas leiteiras, a redução do consumo alimentar e a elevada exigência energética no pós-parto estão entre os principais fatores relacionados ao desenvolvimento da doença. 

O grande desafio é que muitos casos começam de forma silenciosa. Na cetose subclínica, os sinais iniciais podem passar despercebidos na rotina diária das fazendas, enquanto os impactos produtivos e reprodutivos já começam a comprometer o desempenho das vacas. Por isso, a detecção precoce vem se tornando uma das principais estratégias para reduzir perdas no rebanho. 

Quais os prejuízos da cetose em vacas leiteiras nas fazendas? 

Os prejuízos da cetose vão muito além dos custos veterinários. A doença também está associada à queda de produção, aumento do descarte involuntário, pior desempenho reprodutivo e maior demanda de mão de obra. 

Além disso, vacas com problemas metabólicos no pós-parto apresentam maior risco para o desenvolvimento de outras enfermidades, como deslocamento de abomaso e retenção de placenta, ampliando ainda mais os impactos econômicos dentro das fazendas. 

Como o monitoramento automatizado pode ajudar na detecção precoce da cetose em vacas?

Tecnologias de monitoramento automatizado permitem acompanhar continuamente indicadores comportamentais das vacas, como alimentação, ruminação e períodos de inatividade. 

O sistema de monitoramento da Nedap acompanha esses dados individualmente, ajudando a identificar alterações de comportamento antes mesmo da manifestação clínica de uma doença. Vacas que desenvolvem cetose, por exemplo, tendem a reduzir o tempo de alimentação e ruminação nos dias que antecedem o aparecimento dos sintomas. 

Com alertas em tempo real, o produtor consegue agir mais rapidamente examinando e fazendo o possível diagnóstico do animal. Dessa forma iniciando tratamentos e ajustes de manejo de forma antecipada. Isso ajuda a reduzir impactos sobre a produção de leite, fertilidade e saúde geral das vacas. 

Com fazendas cada vez mais orientadas por dados, o monitoramento contínuo das vacas vem se consolidando como uma ferramenta importante para melhorar a tomada de decisão, antecipar problemas e aumentar a eficiência da produção leiteira. 

FONTE:https://nedap-livestockmanagement.com/knowledge-base/ketosis-how-much-does-timely-detection-save-you/ 

Ícone para ver comentários 0
Ícone para curtir artigo 0

Publicado por:

Foto MilkPoint

MilkPoint

O MilkPoint é maior portal sobre mercado lácteo do Brasil. Especialista em informações do agronegócio, cadeia leiteira, indústria de laticínios e outros.

Deixe sua opinião!

Foto do usuário

Todos os comentários são moderados pela equipe MilkPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração.

Qual a sua dúvida hoje?