Top 100 MilkPoint - levantamento confirma boas expectativas com a atividade para 2008
O site MilkPoint finalizou o levantamento Top 100 - base 2007, que reúne os 100 maiores produtores de leite no ano passado. A pesquisa desse ano contou com o apoio das empresas Elanco Saúde Animal, Kera Nutrição Animal e Nutron Alimentos.
Publicado por: MilkPoint
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Os 100 maiores produziram em média 10.756 kg/dia e 81% deles esperam aumentar a produção em 2008. "Esse número sempre é alto, mas pela primeira vez superou os 80%, provavelmente fruto do bom momento de mercado", comentou Marcelo Pereira de Carvalho, coordenador do levantamento.
O levantamento também verificou crescimento da presença de rebanhos holandeses, alta produtividade por área e novamente um destaque para dois estados: Minas Gerais, com 45% das fazendas, e Parána, com 28%, mas grande concentração na região de Ponta Grossa. "É interessante notar que a intensificação parece maior em São Paulo e no Paraná do que em Minas Gerais, talvez pela menor pressão com outras atividades, mas essa realidade tende a mudar rapidamente, à medida que atividades como cana-de-açúcar, borracha e eucalipto se desenvolvem", reflete Marcelo.
Abaixo seguem as principais conclusões do levantamento, que pode ser visto na íntegra clicando-se aqui.
Principais conclusões do estudo:
• Os 100 maiores produtores em 2007 produziram, em média, 5,25% a mais do que os 100 maiores de 2006. O aumento foi superior ao resultado do ano passado (3,8% sobre 2005).
• Em 2008, 81% dos produtores do Top 100 pretendem aumentar a produção, número superior ao obtido no ano passado, 74%. Entre os 100 maiores, 17% pretendem manter, número inferior ao obtido em 2007 (22%). Nenhum produtor reportou a intenção de reduzir a produção em 2008, ao contrario dos anos.
• Como no ano passado, nenhum produtor manifestou a intenção de parar com a atividade.
• O sistema de produção de maior ocorrência entre as 100 maiores é o semi-confinamento, com 47%. Em segundo lugar, com 39% dos produtores, vem o confinamento total dos animais. O uso de sistemas baseados em pastagens é citado por apenas 14% das propriedades.
• A média de produção dos rebanhos confinados foi de 28,96 kg/dia. No semi-confinamento foi de 22,21 kg/dia e em sistemas de pastagens, 19,14 kg/dia.
• Das 20 novas fazendas que entraram no Top 100 2008, 8 utilizam o sistema semi-confinado, 7 possuem o sistema confinado e 5 utilizam pastagem.
• A raça holandesa, com 60,91% das indicações, continua sendo a principal raça utilizada, inclusive aumentando a participação, seguida do girolando e mestiços, com 30%. Jersey, Gir, Guzerá e Pardo-Suíço também foram citadas. Dentre os 100 maiores produtores, 16,36% utilizam mais de uma raça em sua propriedade, considerando a utilização tanto de raças puras quanto cruzadas.
• Minas Gerais é o principal estado produtor de leite e continua líder no número de fazendas, tendo aumentado a sua participação em comparação ao ano de 2006, passando de 44% para 45%. São Paulo manteve sua posição inalterada, ficando com 12,8%. O Paraná mantém firme a segunda posição, com 27,8%. Poucas modificações ocorreram nos outros estados.
• Das três propriedades que estavam no Top 100 anterior e saíram da atividade, uma está em SP, uma está em MG e uma está em SC.
• A média geral de produção por vaca (não ponderada) é de 24,61 kg/vaca/dia, variando de 8 a 38,5 kg/vaca, refletindo amplas variações nos sistemas de produção adotados. A região de Ponta Grossa, no Paraná, concentrou os melhores resultados, com 9 propriedades entre as 10 melhores médias.
• O número de laticínios que adquiriram o leite dos Top 100 reduziu-se um pouco em relação ao ano passado (48 em 2007 contra 45 agora), mas ainda assim reflete fato dos grandes produtores terem mais alternativas de mercado devido ao volume de leite.
• A produtividade por área (considerando toda a área dedicada à atividade), em média, foi de 21.514 litros/ha/ano, variando de 730 a 65.700 litros/ha/ano, variação ainda maior do que aquela verificada com a produção por vaca. São Paulo colocou duas fazendas entre as de maior produção por área, índice proporcionalmente mais alto do que os demais estados mais representativos, indicando, talvez, maior custo de oportunidade da terra e pressão por intensificação.
Veja o estudo na íntegra clicando aqui.
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LIMOEIRO DO NORTE - CEARÁ - PESQUISA/ENSINO
EM 16/02/2008
Caso o cálculo tenha sido realizado dessa maneira, ao nosso ver, estaria de certa maneira superestimando os índices de produtividade, devendo ser computado as áreas de produção desse volumoso. Ou pelo menos, na nossa opinão, cria uma condição de distinção entre os sistemas, onde aqueles produtores que também produzem todo o seu volumoso estão sendo comparados aqueles produtores não não o produzem na sua propriedade. Podendo estar sendo mascarado o resultado, afirmando que um produtor que tem média de produção de 40.000 L por ha/ano (que não compra volumoso) seja menos eficiênte no uso da terra que um que produziu 60.000 L por ha/ano comprando volumoso.