Revista Leite Integral: Como funciona o BST? Parte I

A utilização de mecanismos que possibilitam maior eficiência e retorno econômico em rebanhos leiteiros é sempre um assunto que desperta o interesse por parte de técnicos e produtores e gera discussão e aprofundamento pela comunidade [...]

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A utilização de mecanismos que possibilitam maior eficiência e retorno econômico em rebanhos leiteiros é sempre um assunto que desperta o interesse por parte de técnicos e produtores e gera discussão e aprofundamento pela comunidade acadêmica. A Revista Leite Integral traz na seção manejo da edição de maio a primeira parte do artigo que enfoca a utilização do bSTr.
 


A Somatotropina bovina recombinante (bSTr) afeta, direta ou indiretamente, lactação, crescimento e reprodução.

Dentre as ações do bSTr na curva de lactação, temos duas modificações: aumento rápido na produção e aumento na persistência, evitando a redução acentuada da produção após o pico. Essas modificações na curva aumentam a eficiência produtiva e o retorno econômico, além de reduzir o impacto ambiental devido à necessidade de menos alimento para a produção da mesma quantidade de leite.

Consequentemente, é possível reduzir as áreas destinadas à produção de alimentos e ainda a quantidade de fezes, urina e metano produzidos. Considera-se ainda que, com o uso do bSTr, seja possível reduzir a emissão de carbono. O aumento em produção de leite comumente observado é de 10 a 15%, embora respostas de até 40% já tenham sido relatadas.

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Betânia Glória Campos
BETÂNIA GLÓRIA CAMPOS

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO

EM 03/06/2014

Prezados

sou médica veterinária, formada e pós-graduada na UFMG, trabalhei com consultoria técnica em produção de leite e tive por tema da minha tese de doutorado, a Utilização de bST em animais de cruzamento Holandês-Gir. Portanto, o desenvolvimento deste artigo foi em razão do longo trabalho com bST nos 4 anos de doutorado. Sr. Marius agradeço a sua colocação, pois a partir dela é possível o esclarecimento de outros leitores. O primeiro mito está relacionado a "SUBSTÂNCIA PROIBIDA", o bST, nome comercial da substância SOMATOTROPINA, é um hormônio protéico produzido por todos os animais e seres humanos, portanto, naturalmente presente no organismo. É responsável pelo crescimento, coordena todo o metabolismo corporal, e apresenta importante papel em várias funções do organismo, inclusive reprodutivas, como tem sido mostrado em pesquisas mais recentes. Como todo recurso tecnológico, o bST não faz milagre, como colocado pelo Sr. Marius, o aumento da produção de leite está sim associado ao aumento da ingestão de alimento.  No entanto, ocorre aumento da eficiência de produção, ou seja, maior quantidade de leite por kg de alimento ingerido, o que está relacionado principalmente a diluição da mantença, além do aumento da capacidade de síntese de leite pelas células secretoras, sendo este o principal mecanismo de ação do bST. Este aumento na eficiência de produção, Sr. Marius, é o mesmo mecanismo observado nas vacas de alta produção de leite, nestes animais é observado maior concentração de somatotropina na circulação, se comparado a vacas de menor produção. Em razão do aumento da eficiência de produção é que podemos dizer que o uso da tecnologia promove diminuição no impacto ambiental, pela redução na emissão de metano e na produção de fezes, cerca de 7%  e na excreção de fósforo e nitrogênio cerca de 10%, tidos como principais poluidores ambientais. Uma vaca em tratamento com bST necessita dos mesmos cuidados que deveriam ser dispensados a qualquer vaca produtora de leite, ou seja, conforto, forragem de boa qualidade, dieta balanceada, saúde, boa condição corporal, enfim manejo essencial para se produzir leite.  Caso todos os critérios sejam atendidos, há inúmeros estudos mostrando total segurança na utilização desta ferramenta. Agradeço o espaço e me coloco à disposição para maiores esclarecimentos.


Rodrigo Grandini Saraiva
RODRIGO GRANDINI SARAIVA

ITAPETININGA - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 23/05/2014

Concordo com o Sr Roberto Jank Jr
André Luiz Cokely Ribeiro
ANDRÉ LUIZ COKELY RIBEIRO

PASSOS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE INSUMOS PARA A PRODUÇÃO

EM 20/05/2014

Cumprimentos à pesquisadora Sandra Gestera e também à editora da Revista Leite Integral Flávia Fontes pela matéria publicada. Tenho longa experiência na utilização de BST em diversas propriedades com diferentes níveis tecnológicos, raças exploradas e manejos alimentares. A discussão pública e democrática é de grande valia para o setor agropecuário leiteiro e também para a sociedade "consumidora", e sempre vale aprofundarmos academicamente, o que valida ou não os resultados, riscos e impactos sócio-econômico-sanitário-ambientais. Segue uma das diversas publicações a respeito da "Aplicabilidade do BST em bovinocultura leiteira", para apreciações e que nos despertemos à investigação sobre um tema, evitando polêmicas, inverdades e contrassensos.

Grato pela oportunidade.

http://www2.ufpel.edu.br/nupeec/anexos/115dde4f0d.pdf
Roberto Jank Jr.
ROBERTO JANK JR.

DESCALVADO - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 19/05/2014

Não tenho procuração da industria, mas me manifesto para discordar das observações acima contra o BST. É uma excelente ferramenta econômica e uma oportunidade para o produtor que pode optar pelo uso quando tem preço de leite ou custo de produção favorável.

Além disso é ambientalmente correta porque reduz a pegada de carbono por unidade produzida e vários países que a proibiram hoje estão em grande parte arrependidos.

Colocar a opinião pública contra ou pedir para proibir o uso no Brasil é um contrassenso para a própria classe produtora.

Quem não goste que não use; felizmente não é obrigatório.
Ronaldo Marciano Gontijo
RONALDO MARCIANO GONTIJO

BOM DESPACHO - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 19/05/2014

Já usei o BST por muitos anos, parei quando o preço não estava compensador e tem mais de um ano que voltei a usar, nunca tive problemas. Tudo é questão de fazer o uso correto, ter uma dieta bem balanceada e um bom manejo do rebanho.
Flávia Fontes
FLÁVIA FONTES

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS - MÍDIA ESPECIALIZADA/IMPRENSA

EM 19/05/2014

Prezado Sr. Ciro,



Como editora-chefe da Revista Leite Integral e responsável por todo o conteúdo publicado na mesma, informo que jamais comercializamos matérias. Temos espaços específicos para nossos clientes mostrarem seus produtos e serviços, na forma de anúncios ou informes publicitários. Note que todos os nossos artigos técnicos são assinados por professores, pesquisadores ou técnicos, sendo que no caso em questão, a autora principal, Sandra Gesteira Coelho, é professora da Escola de Veterinária da UFMG, e não tem qualquer tipo de relação comercial com nenhuma empresa do setor. Sigo à sua disposição para quaisquer outros esclarecimentos que se façam necessários.
Ciro Araujo Fogaça
CIRO ARAUJO FOGAÇA

GOIÂNIA - GOIÁS - INSTITUIÇÕES GOVERNAMENTAIS

EM 18/05/2014

Salve!



Mais uma matéria comprada pela indústria... para falar bem do seu produto. Com certeza os outros países estão errados em não usar o dito produto.



@marius bronkhorst esta certo. "O nosso consumidor aceita se estiver estampado na embalagem" se o "leite" é "produzido a base de BST."?



Espero que minha mensagem não seja deletada, pois o objetivo não é ofender ninguém. Creio que uma matéria tem que falar tudo sobre o produto, se não falar, então... "Viva o Brasil".
adriano marcelo rigon
ADRIANO MARCELO RIGON

CHAPECÓ - SANTA CATARINA - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 17/05/2014

Parabéns Marius, concordo com você, já usei e digo mais: quando parei de usar minhas vacas estavam viciadas e nas outras lactações produziram muito menos sem o BST. Sem contar na reprodução, em média nossas vacas com 100 dias já estavam prenhe, com o uso do BST passamos para 210, e algumas nem prenhez mais tiveram. Um fracasso. Deveriam proibir este produto no Brasil.

Abraços

Adriano Rigon
marius bronkhorst
MARIUS BRONKHORST

ARAPOTI - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 15/05/2014

Prezadas Sandra e Betânia



Produtor quem eu sou e tambem jà fui usuario do referido produto nas minhas vacas em lactação.

Primeiro; se quisermos ser produtor coreto a referida substancia não cabe em nosso sistema,já proibido em muitos paises.

Dois;se o produtor não sabe produzir foragem de qualidade não é a vaca que deve pagar a conta.

Teceiro ; conforto e espaco todos elas gostam e respondem

Quarto ;jamais reduzirá o impacto ambiental,pois do peso dela não dará leite por muito tempo ,pois enmagreserá e consequentemente o custa aparece.

Quarta ; se ela aumenta a produção terá que aumentar o trato e isto tem seu custo.

Quinto; se levarmos em conta o custro do produto e o trabalho de apicação e perdas, sem falar de perdas reprodutivas e abortos prematuros ,e aumento no custo dieta,ainda a duração entre uma e outra aplicação,que varia de produtor para produtor mantendo 15 dias por mes o custo ser,a de R$34,66,

Sexto ;se colocarmos o custo no total da dieta quem paga a conta será a VACA, se calculamos separadamente os pros e contra tambem será a VACA a um custo superior.

SETIMO ;induzir o animal a produzir sob pressão tem vida curta e a meu ver antietico por parte do produtor.

oitavo;O NOSSO CONSUMIDOR ACEITA SE ESTIVER ESTAMPADO NA EMBALAGEM LEITE PRODUZIDO A BASE DE BST(HORMONIO alem do que a vaca produz)

Pense na industria tambem , alias este só quer vender.

Bom trabalho
Qual a sua dúvida hoje?