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O produtor de leite pede socorro

POR RODRIGO LUIS SECHI

RODRIGO SECHI

EM 29/04/2022

1 MIN DE LEITURA

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Atualizado em 28/04/2022

Os produtores leiteiros estão pedindo socorro, e desta vez é sério.

Uma série de fatores combinados estão causando prejuízos graves e levando muitos a desistirem de produzir. Não me refiro apenas aos produtores de leite, mas a todos em geral.

Tivemos uma das maiores secas dos últimos anos, o que levou a um dos piores cenários na produção agrícola, de culturas de milho e soja. Sem falar na produção de forragens que foi praticamente a zero, uma vez que não choveu, as pastagens não rebrotaram. O consumo de silagem, feno e/ou pre-secado, aumentou a ponto de consumir as reservas de muitos pequenos produtores. Sem falar nos preços dos insumos, principalmente sal mineral, preços que podem chegar a 30% ou mais de acréscimo.

Então, o que podemos fazer? Uma simples pergunta a uma difícil resposta. Analisar o cenário do ponto de vista técnico me parece um pouco mais fácil, baixar custos, ser eficiente, melhorar a gestão e por ai vai. Mas quando você esta do outro lado, o lado do produtor, a dificuldade aumenta.

Eu vivo 100% o mundo da produção leiteira, todos os dias, desde a fazenda até a industrialização, tive a oportunidade de conhecer distintas realidades em distintos países, e digo com propriedade, nunca vivenciei uma situação parecida com esta. Aumentos de preços de combustíveis, insumos agrícolas, alimentação tudo junto e misturado, é algo preocupante.

Olhando pelo lado da indústria, o poder de compra da população em geral diminuiu, o consumo de leite ou seus derivados diminuiu, principalmente entre a população de menor renda, forçando a indústria, que também veem seus custos de produção aumentar sem poder repassar este aumento, muitas vezes absorvendo-os.

Mas o que vamos fazer? "Me siga nas redes sociais que te ensino?" Acredito que não. Com a esperança que nos trouxe até aqui acredito em seguir trabalhando da melhor forma possível, analisado minuciosamente todos os detalhes, tentando eliminar todos os gargalos da produção, segurando firmemente as rédeas do jogo, esperar a tormenta passar, e gritar por socorro o mais alto possível.

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OSCAR TARQUÍNIO PONTES NETO

SALVADOR - BAHIA - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 05/05/2022

Estou lendo os comentários e pensando... Qual é uma das grandes virtudes que o ser humano pode ter? A capacidade de adaptação. Já vivi e acompanhei algumas áreas, além da pecuária... a agricultura é muito boa, porém, não tem como arrancar do solo antes do tempo, se inundar acaba com tudo, não tem área alta para subir. Se for seca ou geada forte, do mesmo jeito. Dorme rico e acorda sem nada. Fica totalmente dependente do tempo, não existe rotação imediata ou alimento alternativo. Outra área que vi coisa acontecer, a área de eventos que ficou proibida de funcionar durante toda a pandemia. Feiras grandes que foram reduzidas a 10% do tamanho e estão retomando. É mais prático mudar de área porquê sempre a outra área é melhor. Deixo as perguntas: onde está a capacidade de diversificar? Só existe leite liquido? Tenho estudado muito sobre a pecuária leiteira para conhecer o caminho das pedras e não ser mais um a abandonar a área. Se a porta está fechada, vamos abrir as janelas.
ANA WILLMSEN

EM 05/05/2022

Gritar por socorro, e quem vai escutar.
JACKSON REIS SANTOS

CAMACAN - BAHIA

EM 04/05/2022

leite a R$ 1,50 no sul da Bahia, mês março/22, mês abril/22 ainda não sabemos quanto a " DA VACA " (laticínio situado em Ibirapuã, extremo sul da Bahia) vai pagar. Eu sou mais um que estou me organizando para deixar a atividade. Trabalhei por 12 anos em região produtora de leite, no sudoeste da Bahia e sempre foi assim, no período compreendido entre maio e setembro os preços melhoram um pouco, nos demais meses não cobrem os custos. Ainda continuam de pé os que exploram a atividade exclusivamente em regime de pasto, com rebanho azebuado e com utilização de touros para corte e consequentemente produzindo um bom bezerro, os que se aventuraram na especialização, com utilização de raças europeias e uso massivo de concentrados, há muito deixaram a atividade.
WALMIR RIOS LIMA

SERRA DOS AIMORÉS - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 03/05/2022

Para o pequeno produtor esse aumento não chegou, continuamos com o mesmo 1,50 lt. Se ficar o bicho come, se correr o bicho pega, e aí...
FILETO EXPERTISE EM GESTÃO EMPRESARIAL E COM. LTDA.

SÃO PAULO - SÃO PAULO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 02/05/2022

Muito interessante e pertinente a matéria.
Os custos estão cada vez mais altos e os produtores precisam exercer uma gestão efetiva sobre seu "negócio" como um todo, não somente sobre a produção leiteira, mas em toda a cadeia produtiva, desde insumos até a tributação sobre sua produção e propriedade. É por isso que, de acordo com o tamanho do produtor, de sua propriedade, das culturas trabalhadas, da composição familiar e de seus negócios, o produtor deve pensar efetivamente como "empresário", que é.
Por que não avaliar as melhores condições de impostos a pagar, de acordo com seu resultado?
Por que não reavaliar a contabilidade de seus negócios e também a da Pessoa Física? O que é mais vantajoso e em qual situação?
Por que não pensar em implementar "compliance" (conformidade) para seus negócios e também em um sistema de Governança Corporativa, que organiza a gestão e planeja a sucessão familiar, garantindo maior segurança aos seus credores e com isso, conseguindo melhores condições de crédito e renegociações com maior facilidade? Pensem nisso...
RODRIGO DE R BECK JUNIOR

SANTA RITA DE CALDAS - MINAS GERAIS - INSTITUIÇÕES GOVERNAMENTAIS

EM 02/05/2022

Calma aí, CEPEA teve um reajuste de Março para Abril de quase 10% indo para R$ 2,42 CEPEA BRASIL e em MG R$ 2,46 mais qualidade que alguns laticínios pagam vai a quase RS 2,60 o litro, trabalho com a agricultura familiar em pecuária de leite, produtor terá uma boa margem com esses preços...
ANTÔNIO CARLOS GUIMARÃES COSTA PINTO

LUZ - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 02/05/2022

O problema é que esses preços duram no máximo 2 ou 3 meses, depois despenca. Para o produtor sair do atoleiro em que se encontra, esses preços teriam que se sustentar por pelo menos uns 12 meses. Mas todos sabemos que não se sustenta. As vendas no supermercado caem, os pedidos diminuem, e tudo estoura dentro da fazenda. Produtores estão migrando para a agricultura, que é comodite. Se não tiver preço, ninguém planta
EM RESPOSTA A ANTÔNIO CARLOS GUIMARÃES COSTA PINTO
RODRIGO DE R BECK JUNIOR

SANTA RITA DE CALDAS - MINAS GERAIS - INSTITUIÇÕES GOVERNAMENTAIS

EM 02/05/2022

Entramos em uma época do ano que a tendência com a seca e inverno é de alta nos preços do leite, vejo no dia dia que o produtores podem melhorar muito a eficiência na propriedade, atendo um produtor que está com 900 litros em uma propriedade de 9,68 ha em 8 ha em área útil destinadas a pecuária, destes 5,5 ha de mombaça mto bem adubado e rotacionado, uns 10 ua ha rodando deste outubro de 2021, (planta silagem de milho em áreas arrendadas) estrutura simples funcional e sem mão de obra fixa.
ANA WILLMSEN

EM 05/05/2022

Devem produzir muito ser um grande produtor
WANDERLEY SANTOS

SANTA BÁRBARA D'ESTE - SÃO PAULO

EM 06/05/2022

Olá Rodrigo, vc e consultor.
Passa seu zap.
O meu é 19-971172839
EM RESPOSTA A RODRIGO DE R BECK JUNIOR
MARLUCIO PIRES

EDEALINA - GOIÁS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 06/05/2022

Rodrigo, esses sistemas muito intensivos são os mais prejudicados no momento atual. Produzir muito em pouco espaço soa bonito, mas na prática ele deve estar sofrendo demais com os altos custos de insumos e fertilizantes. Quando vc falou do mombaca bem adubado, já me veio a cabeça o preço da ureia. Esse produtor tá de parabéns, mas ele só continuará no leite, por ter uma área bem pequena. Se tivesse 30 ha agricultáveis, já estaria migrando, pois com essa eficiência que vc mencionou, ele teria muito sucesso na agricultura
OSCAR TARQUÍNIO PONTES NETO

SALVADOR - BAHIA - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 02/05/2022

Gostei das suas palavras. É em momentos como este que ocorre um filtro no mercado. Quem gosta da área e tem determinação para continuar terá muito menos concorrência quando essa fase passar. Vai atravessar quem tiver controle sobre os números da produtividade (gestão, gente e produção) e para ajudar estes corajosos é que estou preparando material de auxilio sobre indicadores e finanças, sou administrador e contador, com base em conteúdos de Viçosa e Senar. Estamos juntos! Abraço
RONALDO TRINDADE RIBEIRO

NAZARENO - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 02/05/2022

Sem comentários. Temos de deixar o segmento.
JOEDSON SILVA SCHERRER

CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM - ESPÍRITO SANTO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 02/05/2022

É a realidade que está presente em todas as regiões produtoras do País. Só muito otimismo e perseverança, aliado a um controle rígido sobre tudo o se faz se faz seremos capazes de ultrapassar este momento. Acreditamos que esta situação não terá duração muito prolongada e aqueles que forem capazes de superá-las terão seus dias de glória.
JEAN DE PINHO MENDES

PARNAÍBA - PIAUÍ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 02/05/2022

Parabéns Dr. Rodrigo. São pouco os técnicos que expõem a situação gritante do produtor de leite com tanta sensibilidade. Não é apenas "choro", é um perdido de SOCORRO que finalmente encontrou eco em alguém com respaldo. Nosso muito obrigado!
VANDERLEI BERRI

VITOR MEIRELES - SANTA CATARINA - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 03/05/2022

Boa noite eu gostaria de saber com um litro de leite puro quantos litros as indústrias fazem render lá na industrializaçao
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