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Carlos Henrique: "aqui, tenho a impressão de que desde muito cedo, os animais se sentem em casa"

POR RAQUEL MARIA CURY PEREIRA

RAQUEL MARIA CURY RODRIGUES

EM 16/04/2019

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Entendendo a extrema importância do bem-estar animal para a produção leiteira, o MilkPoint lançou recentemente o Especial Bem-Estar Animal. E qual é a ideia principal? Compartilhar experiências de fazendas que tiveram sucesso utilizando técnicas para promover o maior conforto de seus rebanhos. A quarta edição foi elaborada com a Fazenda Lenheiros, localizada em Carmo do Paraíba/MG.


José Eduardo, gestor da área agrícola (irmão de Carlos), Ana Maria, mãe de Carlos e gestora administrativa e Carlos, gestor da pecuária de leite. 

Localizada no município de Carmo do Paranaíba/MG, há uma família centenária na agropecuária e que é produtiva até hoje por meio da Fazenda Lenheiros. A propriedade contou com um processo de sucessão familiar e atualmente o responsável pelo setor leiteiro é Carlos Henrique Menezes Mendonça, Engenheiro Agrônomo, que falou exclusivamente com a Equipe MilkPoint.

O plantel da fazenda totaliza 450 animais das raças Holandesa e Girolando, sendo que 200 estão em lactação, registrando no total 6.500 litros/dia.  Atualmente os animais da Fazenda Lenheiros em lactação e pré-lactação estão alojados em compost barn e a temperatura é amenizada por meio de ventiladores, inclusive, em período noturno.


Compost barn na Fazenda Lenheiros 

“Além disso, os animais são submetidos a cinco banhos diários para que os mesmos não entrem em estresse térmico. A cama de palha de café é revirada diariamente três vezes e as reposições mensais garantem que ela esteja sempre seca e confortável. Os espaços de cama, linha de cocho de alimentação e bebedouros são sempre respeitados para que todos os animais tenham acesso livre. As pistas de acesso estão sempre limpas e livres de barro. Além disso, com análises anuais, podemos garantir que nossa água é de excelente qualidade”, disse Carlos.

Ele ainda acrescentou que a qualidade de leite é uma preocupação diária: “No início deste ano instalamos um laboratório em nossa fazenda e estamos realizando a ‘cultura na fazenda’ e fazendo assim o uso racional de antibióticos. A sanidade do rebanho é garantida por nossos técnicos, que montaram um calendário de vacinação específico para a propriedade e exames rotineiros são realizados para garantir que este processo seja eficiente. Estamos no caminho para receber o certificado de rebanho libre de vacinação de brucelose e tuberculose. As três ordenhas diárias são realizadas em uma sala de ordenha ampla, limpa e silenciosa”, completou.

Na Lenheiros, após o parto das bezerras, as mesmas são levadas para uma maternidade, com alojamento individual e suspenso, onde ficam por um período de 15 dias.

“Então, elas são transportadas ao nosso bezerreiro do tipo tropical. Desde o nascimento o cuidado é intenso. Após o desmame os animais são mantidos em lotes de acordo com o a idade e peso. Durante todo o ano, todos os animais são suplementados com dieta balanceada de acordo com a fase que se encontram. Nossos colaboradores passam por constantes processos de treinamento e estão comprometidos com o bem-estar animal (BEA). O uso de "varas de ferrão" não é feito de maneira alguma e por isso, os nossos animais são muito dóceis”.

Treinamento dos funcionários

É fundamental que para a implantação do BEA na fazenda, a mão de obra também seja treinada. Carlos comentou que na Lenheiros, a média de tempo em serviço da equipe é superior a 15 anos por colaborador.

“A equipe é constantemente treinada e no treinamento, adaptamos os modos de como se deve zelar pelos animais. Ao longo do tempo, os próprios colaboradores perceberam que os animais passaram a dar o retorno esperando com as práticas de BEA. O rebanho é muito manso mesmo, tenho a impressão de que desde muito cedo, os animais se sentem ‘em casa’ e a ordenha é uma atividade relaxante para as vacas. Isso ao longo do tempo nos mostra que o plantel adoece menos (tanto as bezerras e novilhas quanto as vacas em lactação)”.

Relação do BEA com a qualidade do leite

De acordo com Carlos, as vacas menos estressadas produzem mais leite, adoecem menos, e - no seu caso - os índices de vacas em tratamento, vacas com Contagem de Células Somáticas (CCS) alta e mastite subclínica, diminuíram de forma significativa.

“Consequentemente temos mais leite e mais qualidade. Vale destacar que a parceria com o laticínio é importante já que o nosso leite com qualidade é valorizado e recebemos mais por isso”.

Sobre os próximos desafios, ele disse que nos últimos dois anos a fazenda passou por muitas mudanças e hoje o sistema de compost barn está consolidado na propriedade.

“Nosso desafio é chegar na capacidade máxima, que seria dobrar o número de animais em lactação, mas isso é um projeto para os próximos cinco anos. Os animais são um reflexo do modo que são tratados: bom manejo, conforto, cuidado e principalmente respeito com eles nunca são demais. O sucesso da atividade leiteira está diretamente ligado ao bem-estar animal. Só assim teremos uma atividade sustentável e lucrativa”.

Sua fazenda também está obtendo resultados interessantes com o bem-estar animal? Ou você conhece alguma fazenda interessante? Participe do nosso especial! Preencha o formulário abaixo (não leva nem 1 minuto) com os dados da fazenda que em breve faremos um contato! Desde já obrigado! 

RAQUEL MARIA CURY PEREIRA

Zootecnista pela FMVZ/Unesp de Botucatu e Coordenadora de Conteúdo dos Portais MilkPoint e MilkPoint Indústria

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ROSANE

SEROPEDICA - RIO DE JANEIRO - PESQUISA/ENSINO

EM 16/04/2019

Excelente artigo. Parabéns!
BRUNO VICENTINI

LAVRAS - MINAS GERAIS

EM 16/04/2019

Excelente reportagem e, parabéns aos gestores dessa fazenda!
TALITA PENTO

VARGINHA - MINAS GERAIS - ESTUDANTE

EM 16/04/2019

Boa tarde Raquel, gostaria de autorização pra postar a reportagem no Instagram da GEBOV-UNINCOR. Obrigada
RAQUEL MARIA CURY PEREIRA

PIRACICABA - SÃO PAULO - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 16/04/2019

Oi Talita, bom dia, tudo bem?

Obrigada por seu contato. Colocando a fonte, fique super à vontade para publicar.

Abs,
EM RESPOSTA A RAQUEL MARIA CURY PEREIRA
TALITA PENTO

VARGINHA - MINAS GERAIS - ESTUDANTE

EM 16/04/2019

Obrigada Raquel!