Influência da nutrição sobre a performance reprodutiva em gado leiteiro (proteína)

Excesso de Proteína Degradada no Rúmen (PDR) pode contribuir para redução na fertilidade em vacas leiteiras. Saiba melhor neste artigo, acesse!

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José Luiz Moraes Vasconcelos

Excesso de Proteína Degradada no Rúmen (PDR) pode contribuir para redução na fertilidade em vacas leiteiras, além de que o excesso de PDR pode exacerbar o BEN durante o início da lactação.

O excesso na ingestão de PDR, provoca uma elevação nos níveis plasmáticos e teciduais de amônia (NH3), uréia e outros compostos não nitrogenados. A uréia é tóxica ao espermatozóide e ao óvulo, sendo que níveis sangüíneos de uréia maiores do que 20 mg/ dL podem provocar redução nas taxas de concepção.

Figura 1- Relação entre concentração de NUP (mg/dl) e pH uterino em vacas leiteiras

 

Figura 1



Fonte: BUTLER, (1998).

O efeito da proteína sobre a reprodução está relacionado mais ao excesso de ingestão de PDR do que propriamente a porcentagem de PB na dieta. Foi observado que no dia 7 do ciclo estral ocorria decréscimo do pH uterino, devido ao excesso de PDR, e que essas variações podem afetar a fertilização ou sobrevivência do embrião. Além disso, existem citações de que o desenvolvimento embrionário depende da qualidade do ambiente uterino, e a ingestão de altas concentrações de PDR pode alterar a secreção uterina.

Figura 2- Mensurações e correlações entre NUP (mg/ dl) e pH uterino em vacas leiteiras, durante 30h

 

Figura 2



Fonte: BUTLER, (1998).


Excesso de produção de amônia no rúmen requer energia adicional para o seu metabolismo para uréia no fígado. Isto pode explicar por que vacas alimentadas com alta concentração de PDR têm similar produção de leite e IMS, mas perdem mais condição corporal do que aquelas alimentadas com adequada ingestão de PDR, ou seja, em vacas alimentadas com excesso de PDR, durante o início da lactação, o BEN é exacerbado devido ao custo do metabolismo da amônia ruminal. Dietas com alta PDR também aumentam o intervalo do parto até a primeira fase luteal pós-parto, reduzindo o tempo da primeira fase luteal e decrescendo o pico de concentração de progesterona plasmática acumulada. Os efeitos da PB sobre a concentração de progesterona pode estar relacionado com o balanço energético, mas não se sabe se existe um mecanismo direto do efeito da PB ou metabólitos tóxicos sobre o corpo lúteo.

Visando minimizar os efeitos negativos de dietas com alta densidade protéica, deve-se sempre observar a sincronia energia: proteína no balanceamento de dietas de vacas em lactação.

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José Luiz Moraes Vasconcelos

José Luiz Moraes Vasconcelos

Médico Veterinário e professor da FMVZ/UNESP, campus de Botucatu

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