4 erros frequentes no manejo do compost barn
Ao pensar na instalação de qualquer sistema produtivo, é fundamental que haja um bom planejamento, e no compost barn não é diferente. Saiba com evitar erros!
Publicado em: - 3 minutos de leitura
O Compost Barn, sistema que vem ganhando um grande número de adeptos no país, tem como principal objetivo oferecer mais conforto aos animais, permitindo que os mesmos expressem mais livremente comportamentos naturais, como o cio. Se manejado corretamente, o sistema pode melhorar as condições de saúde dos animais, bem como índices reprodutivos e de qualidade do leite. Com isso, obtém-se um incremento na produção de leite e na longevidade das vacas no rebanho. Mas para que esses objetivos sejam alcançados, é essencial realizar um manejo adequado, evitando os 4 erros frequentes citados abaixo:
1- Tentativa de economia de energia
Privar-se de ligar os ventiladores durante o dia devido ao custo, vai causar danos. Ao optar por não deixar os ventiladores ligados durante todo o dia, ligando-os apenas nos períodos mais quentes, deixará a cama mais úmida, aumentando a ocorrência de mastite. Isso acontece pois quando a umidade da cama aumenta, o material adere-se à pele e ao orifício do teto, facilitando a entrada de bactérias pelo canal do teto.
As principais bactérias que têm sido observadas causando mastites em sistemas de compost barn são: os estreptococos ambientais, os coliformes - dentre eles a Klebsiella, entre outras bactérias. Geralmente, as mastites clínicas ocorridas neste cenário são de grau 2 ou 3, que causam o inchaço do úbere, muitas vezes acompanhado de sintomas sistêmicos, podendo, inclusive, levar o animal a óbito.
Portanto, nesse contexto, o ventilador deixa de ser um custo e passa a ser investimento, pois vai manter a cama seca, prevenindo doenças e melhorando o ambiente das vacas (aumentando a produção leiteira).
2- Alimentação das vacas dentro do composto
Quando as vacas se alimentam dentro da cama é muito difícil manter esse espaço seco. Muitas vezes, as vacas acabam deitando próximo ao cocho e tendo contato novamente com a umidade, aumentando a probabilidade de infecções intramamárias.
3- Frequência de reviragem da cama
Alguns produtores, por falta de trator ou algum manejo dentro da fazenda, reviram a cama 1x por dia ou 1x a cada dois dias. Por consequência, o processo de compostagem fica comprometido, e o teor de umidade da cama aumenta – mesmo com uso de ventiladores. Por isso, é aconselhável revirar a cama pelo menos 2x ao dia, garantindo assim um processo de compostagem homogêneo, facilitando a perda de umidade para o ambiente e fazendo com que a cama fique mais seca. Lembrando que, ao revirar a cama, é importante atingir as camadas mais profundas do composto, por exemplo: se a cama tem 50cm de altura, deve-se revirar de 35 a 40cm de profundidade.
4- Falhas na instalação
Por exemplo: pé direito baixo, poucos ventiladores (não abrangendo toda a área de cama), inclinação incorreta dos ventiladores (perdendo a eficiência de ventos), entre outros. Em ambientes que acontecem essas falhas, o rendimento do sistema será prejudicado.
Essa lista de erros que devem ser evitados, foi extraída do conteúdo do curso online “Influência do ambiente na ocorrência da mastite”, que se encontra disponível no EducaPoint. Com planos totalmente acessíveis, a plataforma oferece o que há de melhor e mais atual na pecuária brasileira, e os assinantes têm acesso ilimitado a TODOS os cursos (já são cerca de 90 temas).
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UBERABA - MINAS GERAIS
EM 08/12/2019
Trabalho com segmento simples e automatizado.
Tenho uma equipe de profissionais nos mais diversos segmentos.

NOVA ALVORADA - RIO GRANDE DO SUL - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 07/08/2019
É possivel se trabalhar o sistema de Compost Barn em semi-confinamento? onde os animais permaneceriam sob cama no periodo da noite e em periodos estratégico (como dias de chuva).

VAZANTE - MINAS GERAIS
EM 06/08/2019
UBERABA - MINAS GERAIS
EM 08/12/2019
Um Compost desse pode ser a partir de 180 mil e pode chegar a até 320 mil. Vai depender do grau de automação e da qualidade da estrutura.
SÃO MARTINHO - SANTA CATARINA - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 03/03/2019
Obrigado
CEDRAL - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 06/05/2018
Luís Einar, gostaria que vc falasse um pouco sobre sua experiência com o manejo da alimentação dentro do compost (galpão 100% compost)
PRODUÇÃO DE LEITE
EM 27/02/2018
ANÁPOLIS - GOIÁS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 27/11/2017
Não concordo com o ítem 2, incluindo-o como erro.
Nosso Brasil é enorme e por este motivo generalizar não é adequado.
No CO é possível sim trabalhar com galpões 100% compost.
Há detalhes para o manejo da cama que permitem que as vacas se alimentem sem pista concretada.
Além do que uma pista sem limpeza adequada é muito mais contaminante.
Ainda como vantagem, temos o fato do reduzido manejo de dejetos e os bons olhos com que são vistos os galpões 100% compost por órgãos do meio ambiente.
Ainda temos o reduzido custo da construção, que se reduz em aproximadamente 50%.