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Minha prima de 13 anos pediu para ir a Agrishow

POR DIANA JANK

COMUNICAÇÃO COM O CONSUMIDOR

EM 20/06/2024

5 MIN DE LEITURA

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A sensação é de muito debate e pouca prática quando o assunto é a imagem do agronegócio no Brasil, mas é essencial que a gente também perceba – e saiba aproveitar – quando os ventos sopram a nosso favor.

Na moda, podemos dizer que a cantora Dolly Parton foi uma das pioneiras a trazer a estética country para os holofotes. Anos mais tarde, apesar de nunca sair completamente de moda, mais uma vez acompanhamos os elementos western fazendo parte do dia a dia de forma mais frequente. Desde 2019 , mais precisamente, com alta influência do TikTok, as western boots se transformaram em um must-have para as mais antenadas. Em 2021, Beyoncé lançou uma coleção da Ivy Park com a Adidas chamada Rodeo entregando uma coleção repleta de fivelas, chapéus, botas e até estampas de vaca. No mesmo ano, no Brasil, a cantora Ana Castela lançava seu hit “Boiadeira”, que conta a história da menina que trocou o estilo de vida da cidade pelo campo. Nem a Barbie escapou do estilo cowboy no filme lançado em 2023, influenciando fantasias no Halloween do Hemisfério Norte ao carnaval do Hemisfério Sul. Não podemos esquecer de Cauã Reymond em Terra e Paixão, lembrando a todos que o agronegócio é o grande responsável por colocar comida na mesa das pessoas. Enredo e mensagem bem aceitos ou não, fato é que foi ao ar para os milhares de telespectadores da Globo!

Desfile country Pharell
Estilo velho oeste na Semana de Moda em Paris. Fonte: Pinterest.

Já no começo desse ano, estamos muito além das botas. Pharrell Williams trouxe o estilo de velho oeste americano para as passarelas na Semana de Moda de Paris. Sim! Camisa, couro, jeans, franjas, botas e fivelas com emblema imersos dentro da essência Louis Vuitton. Também em 2024, estamos assistindo de camarote Bella Hadid, uma das maiores influenciadoras da geração Z e entre as modelos mais bem pagas do mundo, incorporando o estilo cowgirl como ninguém. Não apenas na escolha das roupas, como também compartilhando seu estilo de vida e performance em competições de apartação com seus mais de 60 milhões de seguidores, além de um aniversário comemorado dentro da cocheira ao lado de seu novo namorado Adan Banuelos – cowboy muito conhecido dentro do universo de provas envolvendo cavalos e gado.

Bela hadid Bela hadid
Bella Hadid no estilo cowgirl. Fonte: Instagram.

E, então, temos simplesmente Beyoncé lançando Cowboy Carter e revolucionando o gênero musical, consagrando-se como a primeira mulher negra a conquistar o primeiro lugar nas paradas de música country.

Para completar a imersão no campo, nos últimos meses, uma trend intitulada de Countryside surgiu entre os descolados. A inspiração é a aristocracia britânica e traz peças clássicas, tons neutros, botas de montaria e lenço na cabeça, enaltecendo a arte de viver ao ar livre em um contexto bucólico.

Beyonce country Beyonce country
Beyoncé em imagens de divulgação de Cowboy Carter. Fonte: Instagram

Cowboycore e countryside em voga, Ana Castela ficou 30 semanas sendo a mais ouvida do Brasil e não sobe no palco sem chapéu, já Beyoncé cantou Texas Hold 'Em no intervalo comercial do Super Bowl, um dos eventos esportivos mais assistidos nos Estados Unidos. Foi nesse contexto que assisti minha priminha de 13 anos pedir para meu tio levá-la ao Agrishow deste ano. Rapidamente lhe enviei uma mensagem enquanto percorria os estandes sob um calor de 40 graus já usual em Ribeirão Preto e muita poeira: “Zazá, você sabe que aqui não é uma feira de bicho, né? São “só” máquinas!” E ela prontamente me respondeu: eu sei e adoro! Dito e feito. Ela foi e adorou.

A mensagem pode não ser direta, mas é bastante clara: estamos vivendo um momento em que é cool gostar de elementos da vida no campo. É cool trocar o cabelo chanel por chapéu. É cool andar no asfalto de botas de cowboy. É cool se interessar pelo mundo agro.

Na minha opinião, especialmente quando falamos de Beyoncé e Pharell Willians, duas personalidades gigantes revisitando o estilo country e resgatando elementos da cultura negra, enfrentando resistência e preconceito, abrindo espaços e ressignificando estilos, esse é o momento para estarmos atentos e levarmos a lição de casa para o agronegócio.

 É a tradição de sempre, mas que implora por uma repaginação na imagem abarcando diversidade, representatividade, humanização e propósitos claros. Apesar de extremamente relevante, o discurso não é mais sobre o impacto do setor no P.I.B. As pessoas querem saber da Amazônia, se as vacas estão bem, se as plantações darão conta de alimentar uma população que só cresce e qual é a quantidade de água usada para produzir 1 litro de leite. E é o nosso dever trazer essas informações à tona, antes que outros façam o mesmo de forma distorcida (como já sabemos que acontece). E mais, precisamos que essas informações estejam adequadas à linguagem desse consumidor que, embora esteja usando um cinto com fivela, nunca pisou na terra ou bebeu da realidade do campo.

Devemos agradecer ao som “Old Town Road” viralizado no TikTok, à Boiadeira e à alta costura em Paris? Sim. Quando todas essas informações parecem ser quase toscas ou fúteis demais, devemos lembrar que nossos consumidores do futuro (e com certeza já do presente) são os grandes telespectadores de todo esse conteúdo. Insisto na necessidade de olharmos além da porteira. É longe dela que nascem as tendências que moldam os comportamentos de consumo. Insisto também no respeito à diversidade. É impossível falar de consumidor e ignorar sua pluralidade.

O problema está resolvido? Nem de longe! Não vamos conseguir revolucionar a comunicação do agronegócio no Brasil sem um trabalho constante focado na educação.

Não cabe aqui entrar nos méritos das outras milhares frentes nas quais precisamos nos organizar e nos aprimorar para, de fato, fazer com que as verdadeiras informações cheguem até os centros urbanos. Mas é inegável o impacto da indústria de entretenimento no público em geral. Agora, o importante é saber que grandes formadores de opinião do momento estão, de alguma forma, fazendo referência ao nosso universo e isso já é um motivo para ser comemorado. O interesse foi gerado, vamos abraçar a oportunidade de convidá-los para entrar pela porteira da frente.

 

 

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FELIPE MACHADO

DESCALVADO - SÃO PAULO - ESTUDANTE

EM 27/06/2024

A Geração Alfa vem se interessando cada vez mais pelo agro. Isso é incrível!
MARCELO PEREIRA DE CARVALHO

PIRACICABA - SÃO PAULO

EM 24/06/2024

Excelente abordagem, Diana! Concordo 100%.
DIANA JANJ

DESCALVADO - SÃO PAULO - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 24/06/2024

Fico feliz, Marcelo!
THIERRY HOMERO RIBEIRO GOMES FILHO

QUISSAMÃ - RIO DE JANEIRO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 24/06/2024

Nossa, excelente texto!!!
DIANA JANJ

DESCALVADO - SÃO PAULO - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 24/06/2024

Muito obrigada, Thierry!

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