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Utilização do colostro bovino na alimentação humana

VÁRIOS AUTORES

CLAUCIA FERNANDA VOLKEN DE SOUZA

EM 03/08/2020

4 MIN DE LEITURA

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O colostro é uma secreção produzida pelas glândulas mamárias dos mamíferos nos primeiros dias pós-parto. Esta secreção é a fonte nutricional completa do neonato. Em geral, quando comparado com o leite, o colostro apresenta menores níveis de lactose e maiores concentrações de gordura, proteínas, sais minerais, vitaminas, hormônios e, principalmente, imunoglobulinas G (IgG) (MCGRATH et al., 2016; URUAKPA et al., 2002).

É pela ingestão de colostro que o bezerro recebe os anticorpos necessários para a sua imunização, uma vez que a transferência destes, não ocorre pela placenta. Uma vaca saudável produz muito mais colostro do que o bezerro necessita, em média 43,5 kg/vaca (FOLEY; OTTERBY, 1978). No manejo das fazendas, é recomendada a ingestão de colostro equivalente a 10-12% do peso corporal do bezerro na primeira alimentação (3-4 L para um bezerro de Holstein, por exemplo) (GODDEN et al., 2019), já as refeições subsequentes variam dependendo do protocolo seguido pela fazenda. Como apresentado no estudo de Foley & Otterby (1978), depois do terceiro dia pós-parto, o bezerro consumiu, em média, 11 kg de colostro (14-35% do volume gerado por vaca), gerando 32,5 kg de colostro/vaca não utilizados.

Dados da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (EMATER/RS) apontam que cerca de 2 bilhões de litros de colostro/ano eram desperdiçados, afetando o meio ambiente (SCHNEIDER, 2017). Em 29 de março de 1952 foi proibida a utilização do colostro na alimentação humana, devido às diferentes técnicas de pasteurização em relação ao leite (EMATER/RS, 2017). Sabendo da qualidade nutricional e do potencial do colostro, a médica veterinária e extensionista regional da EMATER/RS Mara Helena Saalfeld avaliou a viabilidade de utilizar o material como suplemento nutricional em alimentação animal e o seu potencial de uso no desenvolvimento de produtos para consumo humano (SAALFELD, 2013).

A partir dos resultados de seus experimentos, buscou alterar a lei que proibia o uso de colostro para seres humanos no Brasil. Em 29 de março de 2017, o presidente Michel Temer assinou o Decreto nº 9.013 com o novo Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal, liberando o uso do colostro no Brasil (BRASIL, 2017). Após, a EMATER/RS realizou oficinas para pequenos produtores rurais sobre a elaboração de alimentos, tais como pudins, iogurtes, bolachas, manteiga e ambrosia, com a utilização do colostro. De acordo com a empresa, todo o produto que contém leite, pode ter esse ingrediente substituído pelo colostro, desde que sejam seguidas as condições adequadas de pasteurização (EMATER/RS, 2017).

No exterior o colostro é considerado uma matéria-prima de valor agregado e fazendas recebem incentivo para a sua comercialização. Os produtos elaborados são, na sua maioria, suplementos alimentares, devido à elevada concentração de IgG presente no colostro. A empresa Deep Blue Helth (Nova Zelândia) produz colostro em pó para ser ingerido com a alimentação (Figura 1). De acordo com a empresa, seu produto promove a estimulação do funcionamento normal do cérebro, melhoria do sistema imune e da estrutura óssea. A empresa Mip Colostrum (Nova Zelândia) também apostou na matéria-prima colostro, produzindo pós, cápsulas e comprimidos mastigáveis à base desse ingrediente (Figura 2). Segundo a empresa, seus produtos contêm 22-25% de IgG e são fontes de vitaminas e nutrientes capazes de aprimorar o sistema imune e proporcionar uma rápida recuperação muscular para atletas.

Figura 1: Colostro em pó vendido pela empresa Deep Blue Health, Nova Zelândia.

Fonte: Disponível em: <https://www.deepbluehealth.co.nz/collections/dairy-series/products/milk-colostrum-powder-greencan?gclid=Cj0KCQiAjfvwBRCkARIsAIqSWlNA53wejsd0ERiy0OigQYdvyQabG4ZYwPfGVhhQNQuxIBRakRr--ZoaAs3QEALw_wcB>. Acesso em: 26 jul. 2020.

Figura 2: Colostro em comprimidos mastigáveis vendidos pela empresa Mip Colostrum, Nova Zelândia.

Fonte: Disponível em: <https://www.mipcolostrumnz.com/store/?gclid=Cj0KCQiAjfvwBRCkARIsAIqSWlOujPKoDwqBtdnLWh2onJ-dxHeZDLdCS8oerdFd83a65RJ8vwfo3QsaAmb5EALw_wcB>. Acesso em: 26 jul. 2020.

Como no Brasil ainda há um grande preconceito em relação a esse ingrediente de elevado valor nutricional, devido à proibição do seu uso e consumo durante 65 anos, pesquisas técnico-científicas são necessárias para que essa matéria-prima deixe de ser exclusividade de pequenos produtores rurais e seja processada em indústrias, resultando em novos produtos desenvolvidos e novos empregos gerados.

Ainda há oportunidades para o desenvolvimento de produtos a base de colostro, a fim de minimizar o seu desperdício. Segundo Watson et al. (2017), devido à menor concentração de lactose, esse material pode ser utilizado para o desenvolvimento de alimentos para indivíduos intolerantes a esse açúcar.

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Referências bibliográficas

BRASIL. Lei no 9.013, de 29 de março de 2017. É permitida a produção e o beneficiamento de leite de tipos diferentes dos previstos neste Decreto, mediante novas tecnologias aprovadas em norma complementar. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2017/decreto/d9013.htm> Acesso em 27 jul. 2020.

EMATER/RS - Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul. Colostro Bovino: A Redescoberta De Um Alimento Humano Funcional E Nutracêutico. 2017. Disponível em: <https://transforma.fbb.org.br/tecnologia-social/colostro-bovino-a-redescoberta-de-um-alimento-humano-funcional-e-nutraceutico>. Acesso em: 27 jun. 2020.

FOLEY, J. A.; OTTERBY, D. E. Availability, Storage, Treatment, Composition, and Feeding Value of Surplus Colostrum: A Review. Journal of Dairy Science, v. 61, p. 1033–1060, 1978.

GODDEN, S. M.; LOMBARD, J. E.; WOOLUMS, A. R. Colostrum Management for Dairy Calves. Veterinary Clinics of North America - Food Animal Practice, v. 35, p. 535–556, 2019.

MCGRATH, B. A.; FOX, P. F.; MCSWEENEY, P. L. H.; KELLY, A. L. Composition and properties of bovine colostrum: a review. Dairy Science and Technology, v. 96, p. 133–158, 2016.

SAALFELD, M. H. Silagem de colostro bovino: Propriedades e potencialidades de usos. 97 f. 2013. Tese (Doutorado) - Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia. Universidade Federal de Pelotas, Pelotas.

SCHNEIDER, T. Extensionista é homenageada por pesquisa de uso do colostro. Emater.tche.br, 2017. Disponível em: <http://www.emater.tche.br/site/multimidia/noticias/detalhe-noticia.php?id=27384#.XxSeAJ5KjD4>. Acesso em: 17 mar. 2020.

URUAKPA, F. O.; ISMOND, M. A. H.; AKOBUNDU, E. N. T. Colostrum and its benefits: A review. Nutrition Research, v. 22, p. 755–767, 2002.

WATSON, R. R.; COLLIER, R. J.; PREEDY, V. R. Dairy in human health and disease across the lifespan, p. 3-20, 2017.

ADRIANO GENNARI

Graduado em Química Industrial, Mestre em Biotecnologia e doutorando do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia da Universidade do Vale do Taquari - Univates

CLAUCIA FERNANDA VOLKEN DE SOUZA

Professora Titular da Univates, atuando nos Programas de Pós-Graduação em Biotecnologia e Sistemas Ambientais Sustentáveis e nos cursos de Engenharia de Alimentos, Engenharia Química e Química Industrial. Doutora em Biologia Celular e Molecular.

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MARTA MARIA B. B. S. XAVIER

RIO DE JANEIRO - RIO DE JANEIRO - PESQUISA/ENSINO

EM 12/08/2020

Boa noite,
Gostaria de saber qual a legislação no Brasil que permite a utilização do colostro?
RENATE SIMON

EM 13/08/2020

BRASIL. Lei no 9.013, de 29 de março de 2017. É permitida a produção e o beneficiamento de leite de tipos diferentes dos previstos neste Decreto, mediante novas tecnologias aprovadas em norma complementar. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2017/decreto/d9013.htm>;
EM RESPOSTA A RENATE SIMON
MARTA MARIA B. B. S. XAVIER

RIO DE JANEIRO - RIO DE JANEIRO - PESQUISA/ENSINO

EM 14/08/2020

Prezada Renate,
Bom dia,
O artigo o qual você está se referindo:
Art. 354. É permitida a produção dos seguintes tipos de leites fluidos:
I - leite cru refrigerado;
II - leite fluido a granel de uso industrial;
III - leite pasteurizado;
IV - leite submetido ao processo de ultra-alta temperatura - UAT ou UHT;
V - leite esterilizado; e
VI - leite reconstituído.
§ 1º É permitida a produção e o beneficiamento de leite de tipos diferentes dos previstos
neste Decreto, mediante novas tecnologias aprovadas em norma complementar.
Seria o beneficiamento dos tipos de leite supracitados.

Se observar o Art. 501. Além dos casos previstos no art. 497, considera-se impróprio para qualquer
tipo de aproveitamento o leite cru, quando:
I - provenha de propriedade interditada pela autoridade de saúde animal competente;
II - na seleção da matéria-prima, apresente resíduos de produtos inibidores, de
neutralizantes de acidez, de reconstituintes de densidade ou do índice crioscópico, de
conservadores, de agentes inibidores do crescimento microbiano ou de outras substâncias
estranhas à sua composição;
III - apresente corpos estranhos ou impurezas que causem repugnância; ou
IV - revele presença de colostro.

Ainda não possuímos no Brasil legislação que permita o seu uso.
No antigo RIISPOA, este assunto estava mais explícito.
Muitas vezes a interpretação da legislação deve ser observada em conjunto.

Cordialmente,
EM RESPOSTA A MARTA MARIA B. B. S. XAVIER
RENATE SIMON

EM 14/08/2020

Boa noite, Marta.

O antigo DECRETO Nº 30.691, DE 29 DE MARÇO DE 1952 Aprova o Novo Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal dizia:

Art. 479 - Entende-se por "colostro" o produto da ordenha obtido após o parto e enquanto estiverem presentes os elementos que o caracterizem.

Parágrafo único. É proibido o aproveitamento para fins de alimentação humana, do leite de retenção e do colostro...

O novo Decreto 9013 de 29 março de 2017 trás:

Art. 236. Para os fins deste Decreto, entende-se por colostro o produto da ordenha obtido após o parto e enquanto estiverem presentes os elementos que o caracterizam.

Nota-se a exclusão do parágrafo único.

Sobre o artigo 501, observa-se:

Art. 501. Além dos casos previstos no art. 497, considera-se impróprio para qualquer
tipo de aproveitamento O LEITE CRU, quando:
IV - revele presença de colostro.

Não se pode misturar leite com colostro. O colostro deve ser usado como colostro.

Como a lei tirou a proibição, o que não é proibido, é permitido. Aqui no sul já existem empresas aplicando protocolos para a industrialização de produtos a base de colostro na MAPA e ANVISA.
MARA HELENA SAALFELD

PELOTAS - RIO GRANDE DO SUL - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 14/08/2020

Oi Marta!
Decreto 9013 29 março de 2017.
Não está escrito ´: É permitido o uso do colostro, mas foi retirada o artigo que proibia.
Na época isso foi muito noticiado no Brasil.


DECRETO Nº 30.691, DE 29 DE MARÇO DE 1952Aprova o Novo Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal.
Art. 479 - Entende-se por "colostro" o produto da ordenha obtido após o parto e enquanto estiverem presentes os elementos que o caracterizem.Parágrafo únic
Parágrafo único. É proibido o aproveitamento para fins de alimentação humana, do leite de retenção e do colostro. Este paragrafo foi retirado do novo RIISPOA.

Dá uma olhada nestes artigos e reportagens
https://www.google.com/search?client=firefox-b-d&q=colostro+para+consumo+Humano
JACOB LEONARDO VOORSLUYS

CARAMBEÍ - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 10/08/2020

Bom dia,
Na casa da minha mãe comíamos mingau de colostro, geralmente colostro de 3ª ordenha.
Alguns holandeses consideram uma iguaria.
AMANDA NERI DE SOUZA

CARMO DO PARANAÍBA - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 10/08/2020

Países citados na matéria, possuem um nível de controle bem elevado em relação a mastite e ccs, portanto a antibioticoterapia em vacas secas não é utilizada, ou utilizada com critério.
Já no Brasil, a realidade é diferente, e praticamente todas as vacas são secas com antibióticos de longo período de descarte. Como fica a recomendação de uso de colostro no Brasil pensando em resíduos de antibióticos e selante intramamario? É seguro para consumo humano após tratamento térmico do colostro?
RENATE SIMON

EM 10/08/2020

Olá Amanda, ótimas observações, concordo com você.

Quanto aos resíduos de antimicrobianos e selantes intramamários no colostro:
Existe um baixo risco de resi´duo no colostro quando se cumpre o peri´odo seco estabelecido pelo fabricante do antimicrobiano (aproximadamente 60 dias). Já os selantes agem somente como uma barreira mecânica para a proteção do teto do animal, e muitos deles alegam não deixar resívuos, uma vez que não são absorvidos pelo organismos do animal para a promoção do efeito desejado. Lembrando, também, que o selante deve ser retirado antes da ordenha até mesmo para a alimentação dos bezerros. Logo, se a fazenda segue um bom protocolo e as recomendações dos fabricantes não existiria um problema para a utilização desse colostro.

Quanto a segurança em consumir o colostro após tratamentos térmicos: Nos trabalhos de Morin et al. (1997) e McMartin et al. (2006) foram testadas diversas temperaturas para a pasteurização do colostro, 60 °C por 120 minutos, 63 °C por 120 minutos, 72 °C por 15 segundos, todas essas apresentaram uma significativa perda de IgG (18 até 34%, justamente o que não queremos, porque a quantidade de IgG é o que faz essa matéria prima tão atraente), além de um aumento da viscosidade do colostro. Donahue et al. (2012) concluíram que a temperatura ideal para a eliminação de patógenos, sem afetar os níveis totais de IgG seria de 60 °C por 60 minutos. Também pode-se levar em consideração a tese de doutorado publicada por Mara Helena Saalfeld, onde ela mostra que a silagem de colostro (que é a fermentação do colostro em temperaturas ambientes, por 21 dias) é eficaz quanto a eliminação de patógenos. Já existem receitas de produtos feitos com a silagem de colostro, como manteiga por exemplo. Logo, sim, é seguro.

DONAHUE, M.; GODDEN, S. M.; BEY, R.; et al. Heat treatment of colostrum on commercial dairy farms decreases colostrum microbial counts while maintaining colostrum immunoglobulin G concentrations. Journal of Dairy Science, v. 95, n. 5, p. 2697-2702, 2012. Elsevier. Disponível em: <http://dx.doi.org/10.3168/jds.2011-5220>;.

MCMARTIN, S.; GODDEN, S.; METZGER, L.; et al. Heat treatment of bovine colostrum. I: Effects of temperature on viscosity and immunoglobulin G level. Journal of Dairy Science, v. 89, n. 6, p. 2110-2118, 2006. Elsevier. Disponível em: <http://dx.doi.org/10.3168/jds.S0022-0302(06)72281-0>.

MORIN, D. E.; MCCOY, G. C.; HURLEY, W. L. Effects of Quality, Quantity, and Timing of Colostrum Feeding and Addition of a Dried Colostrum Supplement on Immunoglobulin G 1 Absorption in Holstein Bull Calves. Journal of Dairy Science, v. 80, n. 4, p. 747-753, 1997. Elsevier. Disponível em: <http://dx.doi.org/10.3168/jds.S0022-0302(97)75994-0>.

SAALFELD, M. H. Silagem de colostro bovino: Propriedades e potencialidades de usos. 97 f. 2013. Tese (Doutorado) - Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia. Universidade Federal de Pelotas, Pelotas.
MARA HELENA SAALFELD

PELOTAS - RIO GRANDE DO SUL - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 14/08/2020

Amanda!
As mesmas regras que valem para o Leite, valem para o colostro.
O Colostro é produzido por 3 a 5 dias. Se neste período ainda tiver resíduo, provavelmente ainda terá no leite também.
Quanto ao controle microbiológico e de resíduos, o Brasil tem novas IN 76 e 77 que serão aplicadas também ao colostro.
O caminho de conscientização de valorização e Qualidade do Leite ainda será longo, mas precisamos começar.
Esta nova IN tirou muitos produtores da atividade. Quem não se adequar terá de sair fora.
No RS saíram mais de 25% dos produtores da atividade.
O consumidor está cada vez mais exigente.
Todos precisam oferecer alimentos de qualidade.
MilkPoint AgriPoint