ESQUECI MINHA SENHA CONTINUAR COM O FACEBOOK SOU UM NOVO USUÁRIO
Buscar

Quais são os principais métodos para detectar a mastite bovina no rebanho?

Detectar a mastite no rebanho é tão importante quanto erradicá-la

Para qualquer tratamento proposto, seja para prevenção ou para uma doença já instalada, é imprescindível uma correta detecção. Isso ocorre também com nós humanos: imagina sermos diagnosticados com uma enfermidade de maneira equivocada? 

Provavelmente o período que estávamos no médico, na farmácia e realizando exames foi desperdiçado, talvez façamos menos ou mais repouso do que o necessário, enfim, quando o norte para a solução não é preciso, sempre estaremos perdendo algo, como tempo, capital e outros recursos.  

Na fazenda, não é diferente! Despender uma energia extra para identificar corretamente a mastite - que continua sendo a principal doença nos rebanhos leiteiros e a que mais “pesa no bolso” do produtor, poupará futuros esforços para tratá-la e monitorá-la. É um passo que ajuda a simplificar, clarear e direcionar as ideias para as próximas ações.

A “exibida” mastite clínica 

Alterações visíveis no leite e nos tetos ou em ambos é característica do perfil de mastite clínica. Nesses casos, também podem ocorrer sintomas sistêmicos na vaca como: febre, prostração, desidratação, diminuição do consumo e queda na produção leiteira. 

Nos casos leves e moderados os sinais já podem ser visíveis na glândula mamária, que passa a apresentar em alguns casos inchaço e vermelhidão. No leite, presença de grumos, mudança de coloração, pus e sangue. 

Seu diagnóstico pode ser feito no momento da ordenha por meio do teste da caneca, que consiste na retirada dos três primeiros jatos de leite visando a identificação de alterações. Além disso, pode ser feito o exame físico do úbere para identificar se há presença de dor e endurecimento do quarto afetado apalpando o mesmo. Para quem trabalha no dia a dia com os animais, muitas vezes essas alterações são facilmente notadas já que a doença pode alterar o comportamento do animal (além das questões físicas mencionadas acima). 

Mastite subclínica: mesmo não vista à olho nu, ela pode estar presente 

Em contrapartida, a mastite subclínica se caracteriza por não implicar em alterações visíveis, seja no leite ou nos próprios quartos mamários. Mesmo não dando sinais aparentes, o leite perde em qualidade quando a vaca está acometida pela doença pois a sua composição é alterada: há redução nos níveis de caseína, lactose e gordura (importantes para a produção de derivados lácteos); aumento dos teores de cloro, sódio, proteínas do soro e na Contagem de Células Somáticas (CCS). 

Detecção da mastite bovina

O diagnóstico da mastite subclínica pode ser realizado pelo monitoramento da queda da produção de leite juntamente à utilização de testes auxiliares, sendo os principais: a Contagem de Células Somáticas (CCS), o California Mastitis Test (CMT), a condutividade elétrica e a cultura microbiológica do leite.

O emprego rotineiro da CCS indica a mastite subclínica e também é utilizada como critério de pagamento pela qualidade do leite. Para os produtores, a CCS pode ser usada como ferramenta de gestão e monitoramento e tem cada vez mais espaço dentro da fazenda leiteira. Ela está diretamente relacionada com oportunidades de redução de perdas de produção e maior remuneração do leite. 

Vacas sadias apresentam CCS inferior a 200.000 células/ml, portanto animais com valor superior a esse já são considerados positivos. Atualmente, grande parte dos laticínios coletam amostras de leite do tanque de expansão e mensuram a CCS periodicamente para fins de atendimento da legislação e bonificação. 

A CCS do tanque é capaz de representar a estimativa média individual das vacas, porém subestima a real prevalência de mastites subclínicas no rebanho influenciada pela CCS e produção individuais. Portanto, o ideal para um controle mais assertivo seria a realização mensal da CCS de cada um dos animais para a identificação da prevalência de mastite subclínica no rebanho.

CMT e condutividade elétrica 

O CMT é caracterizado pela agilidade no resultado e facilidade no manuseio. Para o teste, é utilizada uma raquete específica com quatro compartimentos correspondentes ao leite de cada um dos quartos mamários da vaca.  

As principais indicações para o uso do CMT são para selecionar os quartos mamários com CCS alta, diagnosticar mastite subclínica em vacas recém-paridas (5-7 dias de lactação) e para o monitoramento mensal da doença em casos de impossibilidade de realização da CCS individual.

No leite coletado (2ml) é aplicado um reagente (detergente aniônico neutro, também 2ml) e por meio de movimentos circulares com a raquete, a fim de misturá-los, se observa a formação ou não de um gel. O segredo é analisar - por meio de escores (negativo, traços, +, ++ ou +++), a viscosidade do gel quando ele surge. Os escores do CMT possuem uma boa correlação com a CCS do leite como pode ser conferido abaixo: 

Escore da Célula Somática

ECS: escore de célula somática

Em vacas com mastite ocorre um aumento na concentração dos íons de sódio e uma diminuição na concentração do potássio e cloro no leite, alterando a condutividade elétrica. É por isso que esse também passou a ser um recurso para a detecção de mastite subclínica. Em um animal saudável a condutividade elétrica pode variar entre 4 a 5,5 mS/cm a 25°C e o aumento deste índice é proporcional ao aumento da CCS. 

Outros fatores como temperatura do leite, estágio de lactação, porcentagem de gordura, intervalo entre ordenhas, agente causador de mastite e raça podem também influenciar os valores. Atualmente esse método é frequentemente utilizado nos próprios equipamentos de ordenha por meio de sensores e programas de computador, o que faz com que cada vaca seja avaliada automaticamente. 

O uso da cultura microbiológica é indicado para os dois tipos de mastite 

A cultura microbiológica na fazenda é uma ferramenta possível de ser utilizada tanto em casos de mastite clínica como subclínica.

Vantagens para o controle da mastite clínica

Qual é o seu principal diferencial nos casos de mastite clínica? Além de uma tomada de decisão mais rápida (já que a identificação do (s) microrganismo (s) ocorre entre 18 a 24 horas após os casos clínicos de mastite, possibilita o uso racional de antibióticos já que o tratamento é direcionado para cada animal, inclusive, em cerca de 40% deles, nem é necessária a antibioticoterapia. 

Com isso, o resultado é a redução nos custos, no descarte de leite com resíduos de antibióticos e no risco de resistência antimicrobiana por patógenos causadores de mastite. Conhecendo o perfil dos patógenos na fazenda, é determinado onde está o maior problema: no ambiente? No manejo? Ou equipamentos? 

E as vantagens para o controle da mastite subclínica?

Na mastite subclínica, a cultura ajuda o produtor a agir em cima dos motivos pelos quais a doença está presente no rebanho, atuando também como uma ação preventiva. Uma outra rotina extremamente importante para ser incrementada na fazenda seria a realização de cultura microbiológica nos animais que aumentaram a Contagem de Células Somáticas (CCS) ou que apresentaram resultado positivo no teste de CMT, para sabermos o que há de errado com esse animal e podermos agir diretamente na base do problema.

Voltando ao que ressaltamos no início desse texto, independente do método escolhido, um correto diagnóstico de mastite é vital para as fazendas leiteiras. Então, mãos à obra! 

Detecção da mastite bovina

Sobre a OnFarm

A OnFarm traz uma solução simples, inovadora e única, que permite a identificação da causa da mastite em 24 horas, na própria fazenda, através da cultura microbiológica. Conhecer o agente de forma rápida é indispensável para o sucesso de qualquer programa de controle da mastite. A tecnologia acredita no empoderamento dos produtores, para que tomem decisões cada vez mais assertivas. O produtor em primeiro lugar, sempre. Para mais informações clique aqui ou entre em contato no WhatsApp (19) 97144-1818 ou e-mail: contato@onfarm.com.br | Acompanhe nas redes sociais: Instagram | Facebook | LinkedIn | Youtube

 

Autoria do texto:

Raquel Maria Cury Rodrigues, Zootecnista pela Unesp de Botucatu.

Maria Clara Navarro, Médica Veterinária pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG) e Analista de Suporte na OnFarm.

0

DEIXE SUA OPINIÃO SOBRE ESSE ARTIGO! SEGUIR COMENTÁRIOS

5000 caracteres restantes
ANEXAR IMAGEM
ANEXAR IMAGEM

Selecione a imagem

INSERIR VÍDEO
INSERIR VÍDEO

Copie o endereço (URL) do vídeo, direto da barra de endereços de seu navegador, e cole-a abaixo:

Todos os comentários são moderados pela equipe MilkPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração. Obrigado.

SEU COMENTÁRIO FOI ENVIADO COM SUCESSO!

Você pode fazer mais comentários se desejar. Eles serão publicados após a analise da nossa equipe.

MilkPoint AgriPoint