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Governo articula linha de crédito para estocagem de lácteos com recursos do BNDES

postado em 30/11/2017

6 comentários
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Como parte de um pacote de incentivo à cadeia produtiva de lácteos prometido pelo ministro da Agricultura Blairo Maggi para compensar a recente retomada das importações de leite em pó do Uruguai, o governo articula a criação de uma linha de crédito para investimento com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para laticínios financiarem a estocagem do produto.

Esse financiamento terá como fonte recursos livres, ou seja, não contará com subsídios bancados pelo Tesouro Nacional como ocorre com as operações de crédito rural no âmbito do Plano Safra. Portanto, não depende da autorização do Conselho Monetário Nacional (CMN), só de uma regulamentação interna do BNDES, que já está sendo preparada.

A linha, que pode ser operada por bancos oficiais como Banco do Brasil e também por privados, será voltada para armazenagem e refrigeração de produtos lácteos por laticínios a taxas de juros de 10,7% ao ano, com prazo de 12 anos para pagamento.

"O BNDES já nos avisou que está prestes a colocar a linha à disposição das indústrias", disse ao Valor o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Neri Geller. "Estamos com bastante problemas no setor, diminuição do consumo interno, enxurrada de leite vindo de outros países, então o governo procurou atuar em todas as frentes", afirmou.

Geller disse que, além da nova linha de crédito rural, o Ministério da Agricultura também deve incluir o leite na cesta de produtos agropecuários que são contemplados pela Política Geral de Preço Mínimo (PGPM), o que envolve leilões públicos para intervenção de preços no mercado interno. Ao mesmo tempo, a Secretaria Especial de Agricultura Familiar (ex-Ministério do Desenvolvimento Agrário) já garantiu R$ 40 milhões para compras públicas de leite em pó de produtores por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que é operado pela Conab.

Na semana passada, o Banco do Brasil já havia anunciado a prorrogação do prazo de pagamento das parcelas de custeio e investimento que já venceram ou ainda vão vencer em 2017 para produtores de leite. Os pecuaristas que tiverem parcelas de custeio e investimento vencendo este ano poderão prorrogar os pagamentos até 2018, porém apenas 50% do valor das parcelas devidas. A outra metade terá que ser paga em 2017.

"Essas medidas estão longe de atender todas as nossas demandas, mas já vão começar a reconstruir uma cadeia que está destruída", disse Geraldo Borges, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Abraleite). 

Leia também:

BB prorroga prazo de custeio e investimento para produtores de leite

As informações são do jornal Valor Econômico.

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Comentários

Darlani de Souza Porcaro

Muriaé - Minas Gerais - Produção de leite
postado em 30/11/2017

O  banco do Brasil não foi avisada da prorrogação desse prazo não, então por enquanto é papo furado , não tem nada disso oficialmente.

marlucio pires

Edealina - Goiás - Produção de leite
postado em 30/11/2017

É sério isso? Não seria mais fácil, em vez de estocarem o leite nacional, pagando juros pra isso, simplesmente não importar. Por que comprar um produto que eu não preciso. Aqui em casa eu não compro ovos, pq minha produção já me atende. Quando minhas galinhas ficarem chocas, e eu não tiver ovos suficientes, comprarei ovos de fora. Qual a diferença entre os casos?

José Carlos Azevedo

Campos dos Goytacazes - Rio de Janeiro - Produção de leite
postado em 30/11/2017

Sao tantas as deficiências dos funcionários a nível de comando do BB, que mais esta passará distante. Não há o menor interesse n a colaboração relativamente à quem deve produzir. Vender produtos extras eles sabem que nem ninguém.  Baixe numa ag e naiara qualquer com necessidade premente de capital para sua lavoura e comprovará o que afirmo

Rubens Santos

Mogi das Cruzes - São Paulo - Representacão
postado em 30/11/2017

E  os produtores de leite do Rio Grande do Sul como fica....!!

PAULO ROBERTO VIANA FRANCO

Juiz de Fora - Minas Gerais - Consultoria/extensão rural
postado em 30/11/2017

O governo de SP e FIESP são responsáveis pela importação.

Igor Silveira Matoso

Belo Horizonte - Minas Gerais
postado em 01/12/2017

Linhas de crédito para estocagem apenas empurra o problema para a frente. OK, em um primeiro momento os laticínios compram mais porque possuem condições de estocagem em quando os estoques estiverem ajustados, eles voltaram a comprar o mesmo volume anterior. A solução para o leite é PROTENCIONISMO RESPONSÁVEL. Essa palavra hoje em dia é feia, mas como nossas condições de produção não são as mesmos de outros produtores mundiais, isso se faz necessário. A importação deveria estar ajustada ao preço dos lácteos nas prateleiras. O preço não poderia estar baixo para não prejudicar os produtores e nem alto para prejudicar os consumidores. O ajuste da oferta e da demanda, seria feito via importação. Aumentando ou diminuindo conforme o mercado.

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