José Luiz Moraes Vasconcelos

JOSÉ LUIZ MORAES VASCONCELOS

Médico Veterinário e professor da FMVZ/UNESP, campus de Botucatu

Efeito do intervalo de parto e estação do ano sobre a eficiência reprodutiva
25/10/2011

Efeito do intervalo de parto e estação do ano sobre a eficiência reprodutiva

A exigência de intensificar a produção tem se tornado cada vez maior na atividade leiteira, em contrapartida, em vacas com melhor potencial de produção de leite observa-se declínio da fertilidade (LUCY, 2001). Dessa forma, deve-se buscar intervalo de partos próximos de 12 meses, para isso as vacas devem ser inseminadas e tornarem-se gestantes dentro de um período restrito de tempo. Caso a concepção seja atrasada, a ineficiência reprodutiva pode levar a diminuição da produtividade, comprometendo economicamente a atividade.

Incidência de endometrite subclínica em vacas holandesas secas e vazias
19/09/2011

Incidência de endometrite subclínica em vacas holandesas secas e vazias

Incidência de endometrite subclínica foi de 25,81%. Não foi detectado efeito da presença do corpo lúteo e do ECC na incidência de endometrite subclínica em vacas Holandesas secas e vazias. Dessa forma, pode-se sugerir que por erro no manejo reprodutivo, parte das vacas avaliadas não ficaram gestantes durante a lactação devido à ocorrência de endometrite subclínica, que provavelmente foi consequência de problemas pós-parto não tratados adequadamente.

Acelerando a redução de progesterona após luteólise induzida aumenta a fertilidade de vacas leiteiras tratadas com Ovsynch
19/07/2011

Acelerando a redução de progesterona após luteólise induzida aumenta a fertilidade de vacas leiteiras tratadas com Ovsynch

Luteólise é definida como a perda da função do corpo lúteo (CL) e sua regressão ou involução, que encerra o ciclo estral de vacas (McCracken et al, 1999;. Niswender et al, 2000). Luteólise é caracterizada por dois eventos. No primeiro evento há diminuição da secreção de progesterona (P4) que é conhecida como luteólise funcional. Após a luteólise funcional, ocorre a luteólise estrutural ou morfológica, que é a perda da estrutura celular do corpo lúteo e sua involução gradual em corpus albicans (McCracken et al;. 1999; Niswender et al, 2000).

Problemas Reprodutivos em vacas leiteiras: ciclicidade e estro
13/06/2011

Problemas Reprodutivos em vacas leiteiras: ciclicidade e estro

A revisão dos níveis atuais de fertilidade do rebanho leiteiro do Reino Unido revela que existem inúmeros problemas. O nível de fertilidade das vacas leiteiras modernas de alto rendimento da raça holandesa é muito mais baixo se comparado ao de suas antecessoras e sugere cautela quando se extrapolam os resultados de estudos científicos "mais antigos" para a situação atual. Além disso, sistemas de manejo com diferenças significativas em níveis de fertilidade entre países colaboram para acentuar as dificuldades encontradas quando se interpretam os dados gerados por diferentes estudos.

Glicose sanguínea em ruminantes: um metabólito crítico para a reprodução de vacas em lactação - Parte 3 de 3
09/05/2011

Glicose sanguínea em ruminantes: um metabólito crítico para a reprodução de vacas em lactação - Parte 3 de 3

O hormônio do crescimento, a insulina, o IGF1 e a glicose são hormônios e metabólitos que controlam o crescimento, a lactação e a reprodução. Esses hormônios são básicos para o processo de partição dos nutrientes, que normalmente acontece nas vacas no pós-parto. As estratégias de alimentação desenhadas para aumentar a glicose e a insulina de forma que o eixo somatotrópico seja reacoplado aumentam o IGF1 no pós-parto. O aumento na glicose, insulina e IGF1, teoricamente, devem melhorar a função do ovário e o desenvolvimento do concepto no caso de vacas leiteiras em fase de pós-parto.

Glicose sanguínea em ruminantes: Um metabólito crítico para a reprodução de vacas em lactação - Parte 2 de 3
29/04/2011

Glicose sanguínea em ruminantes: Um metabólito crítico para a reprodução de vacas em lactação - Parte 2 de 3

A maioria dos trabalhos que vinculam a nutrição com o crescimento folicular tem como foco o GH, a insulina e o IGF1. As células da granulosa, células tecais e lúteas metabolizam a glicose, mas há poucos trabalhos publicados sobre o papel da glicose na função normal dessas células. O desenvolvimento folicular é controlado por gonadotrofinas hipofisárias (LH e FSH).

Glicose sanguínea em ruminantes: um metabólito crítico para a reprodução de vacas em lactação - Parte 1 de 3
11/04/2011

Glicose sanguínea em ruminantes: um metabólito crítico para a reprodução de vacas em lactação - Parte 1 de 3

A parição e o balanço energético negativo resultam no desacoplamento do eixo somatotrópico, o que leva a um estado endócrino catabólico, com altos níveis de GH no sangue, baixos níveis sanguíneos de IGF-1, baixa insulina no sangue e baixos níveis de glicose sanguínea. Este estado endócrino permite a mobilização dos tecidos e altos picos de produção de leite, mas, ao mesmo tempo, é antagônico à reprodução através de uma série de mecanismos.

Desafios na reprodução de vacas leiteiras de alta produção - Parte 2
29/03/2011

Desafios na reprodução de vacas leiteiras de alta produção - Parte 2

A infertilidade das vacas de leite possui soluções a curto e a longo prazo. Algumas soluções a curto prazo não possuem inconvenientes e devem ser aplicadas imediatamente. Soluções individuais podem ter maior ou menor valor, dependendo da economia do sistema de produção de leite. A importância da manipulação do sêmen e da técnica de IA para garantir o sucesso da reprodução deve ser sempre enfatizada.

Importância da progesterona antes da inseminação artificial na eficiência reprodutiva de vacas leiteiras em lactação - parte 3/3
08/02/2011

Importância da progesterona antes da inseminação artificial na eficiência reprodutiva de vacas leiteiras em lactação - parte 3/3

Um grande volume das informações discutidas acima foram sintetizadas em um modelo que irá ajudar a explicar as alterações na reprodução devido à alta produção de leite. O alto consumo de ração necessário para atender estas necessidades energéticas leva a aumento dramático no sangue que flui para o trato digestivo para captar estes nutrientes. Assim sendo, o alto consumo de ração, através desta via simples, irá resultar na metabolização de um alto teor de estrogênio e P4 do organismo (degradação) no fígado.

Importância da progesterona antes da inseminação artificial na eficiência reprodutiva de vacas leiteiras em lactação - parte 2/3
25/01/2011

Importância da progesterona antes da inseminação artificial na eficiência reprodutiva de vacas leiteiras em lactação - parte 2/3

As concentrações circulantes de progesterona (P4) têm sido reconhecidas há muito tempo como reguladores críticos de muitos aspectos da reprodução, particularmente como o hormônio essencial envolvido na manutenção da gestação em mamíferos. Os fatores que determinam as concentrações circulantes de P4 são: 1) a produção de P4, principalmente pelo corpo lúteo no ovário, e 2) o metabolismo do P4, particularmente no fígado, mas também em outros tecidos do organismo antes da eliminação dos metabólitos de P4 através da urina e das fezes.

Importância da progesterona antes da inseminação artificial na eficiência reprodutiva de vacas leiteiras em lactação - parte 1/3
05/01/2011

Importância da progesterona antes da inseminação artificial na eficiência reprodutiva de vacas leiteiras em lactação - parte 1/3

A reprodução eficiente é importante para uma ótima rentabilidade em operações leiteiras. Infelizmente, a maioria das fazendas leiteiras não alcança uma reprodução ótima devido a muitos fatores relacionados ao manejo, aspectos sanitários e fisiologia das vacas leiteiras de alta produção. Em uma tentativa de tentar entender estas complexas interações, este artigo irá fazer uma rápida atualização sobre o papel da progesterona (P4) na complexa interação entre sistema imunológico, nutrição e reprodução na vaca leiteira em lactação.

Vacas anovulares: etiologia, fatores de risco e manejo - Parte 3
25/11/2010

Vacas anovulares: etiologia, fatores de risco e manejo - Parte 3

Como estas vacas não estão ciclando, é esperado que haja atraso no primeiro cio pós-parto e, consequentemente, na primeira IA. Isso acaba estendendo o intervalo entre o parto e a primeira IA, o que prejudica o desempenho reprodutivo do rebanho. Vacas de leite de alta produção, principalmente aquelas alojadas em pisos de concreto têm cios de curta duração e de atividade reduzida. Portanto, quando anovulares, estas vacas acabam dificultando ainda mais o manejo reprodutivo de rebanhos que dependem de detecção de cio para IA.

Vacas anovulares: etiologia, fatores de risco e manejo - Parte 2
16/11/2010

Vacas anovulares: etiologia, fatores de risco e manejo - Parte 2

O diagnóstico de vacas cíclicas se dá pela detecção de um corpo lúteo (CL) ativo em um dos ovários ou então pela mensuração de progesterona no sangue como indício de atividade lútea. Outra possibilidade para o diagnóstico de vacas cíclicas é a coleta de sangue e análise da concentração sérica ou plasmática de progesterona. Do ponto de vista prático, o uso da ultrassonografia é, provavelmente, a maneira mais rápida e eficaz para o diagnóstico da prevalência da atividade cíclica ovariana.

Programas para Controle de Doenças Infecciosas e Melhoria do Desempenho Reprodutivo
29/09/2010

Programas para Controle de Doenças Infecciosas e Melhoria do Desempenho Reprodutivo

As causas da ineficiência reprodutiva são diversas e numerosas, indo desde erros simples de manejo, até conjuntos complexos de enfermidades multifatoriais. As enfermidades infecciosas podem constituir uma causa importante de ineficiência reprodutiva. Muitas bactérias, vírus, protozoários, fungos e parasitas foram associados às perdas reprodutivas em bovinos. Este artigo é uma breve revisão das causas infecciosas mais comuns de perdas reprodutivas em bovinos.

Taxa de Concepção do Touro (SCR): uma nova avaliação de fertilidade de touros
05/07/2010

Taxa de Concepção do Touro (SCR): uma nova avaliação de fertilidade de touros

De 1986 a novembro de 2005, uma avaliação da fertilidade de touros conhecida como ERCR, ou "Taxa de Concepção Relativa Estimada" era calculada e publicada pela <i>Dairy Records Management Systems</i> (DRMS; Raleigh, NC, EUA). Essa taxa de concepção relativa estimada é um cálculo de fertilidade baseado na taxa de vacas inseminadas com um determinado touro que não retornam ao cio em 70 dias, em relação aos demais touros do rebanho usados na reprodução (Clay and McDaniel, 2001). A taxa de não retorno é uma medida indireta da fertilidade e foi definida por Rycroft em 1992 como sendo "a porcentagem de vacas que não são inseminadas novamente em um determinado período de tempo após a inseminação, normalmente de 60 a 90 dias"

Nutrição e saúde uterina no pós-parto e a fertilidade
21/06/2010

Nutrição e saúde uterina no pós-parto e a fertilidade

Estudos epidemiológicos demonstraram claramente que há uma forte relação entre as doenças no pós-parto e o desempenho reprodutivo subsequente dos bovinos leiteiros. As vacas diagnosticadas com hipocalcemia clínica tinham 3,2 vezes mais probabilidade de retenção de placenta (RP) do que as vacas que não tinham hipocalcemia clínica (Curtis et al., 1983). Whiteford e Sheldon (2005) também verificaram que a hipocalcemia estava associada à ocorrência de doença uterina em vacas leiteiras em lactação. Markusfeld (1985) relatou que 80% das vacas com cetonúria desenvolveram metrite.

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