Uso do ultrassom na predição de características da carcaça ovina

Vários métodos têm sido desenvolvidos visando à predição de características da carcaça ovina com base na avaliação dos animais vivos permitindo a identificação de possíveis alterações na composição da carcaça. Porém, na maioria dos casos esta avaliação é realizada subjetivamente por inspeção visual ou apalpação da região dorsal da coluna vertebral do animal, podendo acarretar em erros no momento da sua realização. O equipamento de ultrassom pode ser uma alternativa para determinar <i>in vivo</i> as características da carcaça ovina com maior precisão.

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Vários métodos têm sido desenvolvidos visando à predição de características da carcaça ovina com base na avaliação dos animais vivos (Fotos 1, 2 e 3), permitindo a identificação de possíveis alterações na composição da carcaça decorrentes de fatores como: raça, sexo, idade, sistemas de criação e alimentação. Porém, na maioria dos casos esta avaliação é realizada subjetivamente por inspeção visual ou apalpação da região dorsal da coluna vertebral do animal, podendo acarretar em erros no momento da sua realização. O equipamento de ultrassom pode ser uma alternativa para determinar in vivo as características da carcaça ovina com maior precisão.

Foto 1 - Avaliação visual do animal

Figura 1


Foto 2 - Avaliação da condição corporal

Figura 2


Foto 3 - Avaliação de medidas corporais

Figura 3


As medidas mais usuais para predizer características da carcaça são a área de olho de lombo (AOL) e a espessura de gordura subcutânea (EGS) no músculo Longissimus dorsi por ultrassom e na carcaça (Fotos 4).

Segundo Palsson (1939) outras medidas também podem ser utilizadas, como a profundidade máxima do músculo Longissimus dorsi (Foto 5), que indica a musculosidade da carcaça. O comprimento máximo do músculo Longissimus dorsi (Foto 6) também vem sendo determinado em estudos que avaliam carcaças ovinas (Mccutcheon et al., 1993; Pinheiro, 2006).

Foto 4 - Imagem obtida por ultrassom (área de olho de lombo)

Figura 4


Foto 5 - Imagem obtida por ultrassom (profundidade máxima do músculo)

Figura 5


Foto 6 - Imagem obtida por ultrassom (comprimento máximo do músculo)

Figura 6


Estimativas com alta precisão do melhor momento de abate de ovinos e de características da carcaça podem ser obtidas com a utilização do equipamento de ultrassom no animal vivo, pois apresenta alta correlação entre as medidas obtidas in vivo com as da carcaça.

Referências bibliográficas

McCUTCHEON, S.N.; BLAIR, H.T.; PURCHAS, R.W. Body composion and organ weights in fleeceweight selected and control Romney rams. New Zealand Journal of Agricultural Research, v.36, p.445-449, 1993.

PALSSON, H. Meat qualities in sheep with special reference to Scottish breed and sample joint as indice of quality and composition. Journal of Agricultural Science, v.29, p.544-626, 1939.

PINHEIRO, R.S.B. Aspectos quantitativos da carcaça e qualitativos da carne de ovinos de diferentes categorias. Jaboticabal, 2006, 105f. Dissertação (Mestrado em Zootecnia), Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, Universidade Estadual Paulista.
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Material escrito por:

Rafael Silvio Bonilha Pinheiro

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