Um peso e duas medidas
O peso é a valorização do Real com relação ao dólar americano.
A última edição do The Economist apresenta nova avaliação do índice Big Mac, que compara o preço desse sanduiche em vários países, agora com um ajuste a partir do PIB per capta de cada País. O índice aponta que o real está supervalorizado em 52% com relação à moeda americana e que um câmbio “justo” seria de R$ 2,34/US$.
Naturalmente isso pesa para todos os setores da economia nacional, é dificulta exportar bem como competir no mercado interno com os produtos importados
.
O Governo anuncia agora renúncia fiscal de R$ 24 bilhões para ajudar a indústria para diminuir o efeito negativo do real supervalorizado para a indústria, principalmente para setores considerados estratégicos.
E para o setor agropecuário qual a ajuda que o Governo pretende dar para diminuir o efeito da supervalorização do real na agricultura e pecuária? Será que imaginam que o efeito é menos devastador do que na indústria?
No caso do leite a supervalorização não só dificulta exportar mas está contribuindo para aumentar as importações pois nossa produção não é suficiente para abastecer o mercado interno e a tendência é a importação crescer a medida que o valor do real se aproxima do dólar, tirando emprego e renda do País, principalmente no campo.
Se o Governo não tomar logo medidas para proteger nosso agronegócio do leite da supervalorização do real, principalmente nossa pecuária leiteira, teremos sérios problemas cuja superação levará muito tempo. Se não tivermos essa ajuda logo o Governo estará para um mesmo peso usando medidas diferentes. Será que o Governo não considera o setor leiteiro, apesar do que ele representa em termos de geração de trabalho e renda, um setor estratégico?
Não seria o caso de tomar medidas que beneficiassem todos os setores?
O Presidente do Banco Central diz que considera câmbio flutuante amortece turbulências que poderão atingir o Brasil. Seria bom que esclarecesse como são essas turbulências e qual o efeito amortecedor. Mas mesmo deixando o câmbio flutuar, não seria interessante que essa flutuação ficasse acima de um câmbio mínimo que assegurasse que a produção brasileira, seja ela industrial, agrícola ou pecuária não fosse devastada?
Essa taxa de câmbio mínima poderi ser fixada pelo Conselho Monetário Nacional da mesma forma que a SELIC.
Penso que se passarmos a fixar uma taxa de câmbio mínima, revista periodicamente, não impediremos o câmbio de flutuar, da mesma forma que a Selic não impede que juros não variem em função do mercado. Seria no meu modo de ver uma forma de se tomar uma única medida para o mesmo peso, tratando todos os setores da economia com isonomia e justiça.
Marcello de Moura Campos Filho
Um peso e duas medidas
Discute, com relação ao efeito devastador na nossa economia da sobrevalorização do Real frente ao Dolar, que o Governo está tomando medidas diferentes para um mesmo peso, e que é preciso medida geral para tratar todos os setores com isonimia e justiça.
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MARCELLO DE MOURA CAMPOS FILHO
CAMPINAS - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 07/08/2011
Prezado Cezar Pimenta Guimarães
Agradeço seu comentário.
Realmente a economia dos USA e da Europa vão mal, e devemos ter turbulências pela frente.
Respeito sua opinião, mas na minha não dá para pensar em deixar tudo por conta do "mercado livrte", pois é evidente que esse mercado não é tão livre, num mundo globalizado, com forte concentração de poder político e econômico em alguns paises e grupos privados, sendo necessário algumas ações de Govereno para regular o mercado.
O próprio fato do Governo estar destinando R$ 24 bilhões para ajudar a indústria, aliás nem é toda a indústria, seriam alguns grupos considerados "estratégicos", evidencia que esse mercado não é tão livre, e precisa de intervenção do Governo. O que acontece é que todos pagam por esses recursos que o governo destina a alguns eleitos, o que é injusto e pode até premiar a incompetência, e por quer não dizer, a corrupoção que campeia solta no País.
Por isso defendo que as medidas para combater os efeitos perversos da sobrevalorização do dolar ( atualmente da ordem de 52% segundo o indice BigMac ) tem que ser de carater geral, como por exemplo a fixação de um câmbio mínimo. Talvez existam outras medidads de carater geral melhores, e eu gostaria muito de vê-las colocadas para discussão.
No meu modo de ver ações de Governo premiando setores eleitos, podem resolver o problema de alguns grupos privados momentaneamente não resolverão o problema , mas além de ser injusta essa escolha, como os recursos do Governo são limitados, não resolverá e até pode agravar os problemas do País relativos à sobrevalorização do dolar.
Abraço
Marcello de Moura Campos Filho
Agradeço seu comentário.
Realmente a economia dos USA e da Europa vão mal, e devemos ter turbulências pela frente.
Respeito sua opinião, mas na minha não dá para pensar em deixar tudo por conta do "mercado livrte", pois é evidente que esse mercado não é tão livre, num mundo globalizado, com forte concentração de poder político e econômico em alguns paises e grupos privados, sendo necessário algumas ações de Govereno para regular o mercado.
O próprio fato do Governo estar destinando R$ 24 bilhões para ajudar a indústria, aliás nem é toda a indústria, seriam alguns grupos considerados "estratégicos", evidencia que esse mercado não é tão livre, e precisa de intervenção do Governo. O que acontece é que todos pagam por esses recursos que o governo destina a alguns eleitos, o que é injusto e pode até premiar a incompetência, e por quer não dizer, a corrupoção que campeia solta no País.
Por isso defendo que as medidas para combater os efeitos perversos da sobrevalorização do dolar ( atualmente da ordem de 52% segundo o indice BigMac ) tem que ser de carater geral, como por exemplo a fixação de um câmbio mínimo. Talvez existam outras medidads de carater geral melhores, e eu gostaria muito de vê-las colocadas para discussão.
No meu modo de ver ações de Governo premiando setores eleitos, podem resolver o problema de alguns grupos privados momentaneamente não resolverão o problema , mas além de ser injusta essa escolha, como os recursos do Governo são limitados, não resolverá e até pode agravar os problemas do País relativos à sobrevalorização do dolar.
Abraço
Marcello de Moura Campos Filho

CEZAR PIMENTA GUIMARÃES
PONTA GROSSA - PARANÁ
EM 07/08/2011
Prezado senhor Marcello.
Me permita discordar de sua posição. Um Banco Central que gerencia seus papeis tem inumeras maniras disponiveis para equilibrar seus papeis em termos de mercado financeiro internacional. Portanto é muito temerário basear-se em parametros de uma empresa ue em cada países possue ua politica administrativa propria adaptada para interesses que são exclusivos da empresa. Acredto que toda a economia brasileira deve basear-se nas normas e regras de mercado livre , tendo sim mecanismos de fiscalização da politica financeira seguida pelo Banco Central, pois acredito que as noticias estão aí para confirmarem que a ec onomia norte-americana vai mal e portanto seus papeis estão desvalorizando. Alias, situação pela qual tambem conhecemos por longa data.
Me permita discordar de sua posição. Um Banco Central que gerencia seus papeis tem inumeras maniras disponiveis para equilibrar seus papeis em termos de mercado financeiro internacional. Portanto é muito temerário basear-se em parametros de uma empresa ue em cada países possue ua politica administrativa propria adaptada para interesses que são exclusivos da empresa. Acredto que toda a economia brasileira deve basear-se nas normas e regras de mercado livre , tendo sim mecanismos de fiscalização da politica financeira seguida pelo Banco Central, pois acredito que as noticias estão aí para confirmarem que a ec onomia norte-americana vai mal e portanto seus papeis estão desvalorizando. Alias, situação pela qual tambem conhecemos por longa data.